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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Clássico dura duas semanas

O dileto Emanuel Carneiro – ícone da imprensa esportiva mineira e brasileira -, ao longo dos tempos, destacava e anda afirma que o confronto entre Galo e o adversário de domingo é assunto antes e depois do jogo. Está em todas as rodas a semana anterior com especulações sobre escalação, presença de torcedor e a catimba que anima a fé dos dois lados. Depois, evidentemente, com a festa de uma torcida e as reclamações do derrotado. Já foi muito mais romântico, quando o estádio comportava 120 mil pessoas e tínhamos geral com preço acessível para o povão. Nos tempos atuais, o ingresso mais barato – meia entrada para estudantes e idosos – está em 80 reais. Naquela época, por lei, a geral tinha de ser 1% do salário mínimo. Vale dizer, 16 reais.

Os tempos são outros, os salários que um dia foi debochado por um meio campista do Galo (Cerezo) – comparando o que ganhava a uma remuneração de engenheiro – hoje pode bater a casa de uma equipe inteira de engenharia de uma empresa de grande porte. E a geral nem existe mais, naquele ambiente de rivalidade que voltávamos para casa ilesos e no meio de torcedores adversários. Uns em festa e outros lamentando. No jogo de domingo, com decisão em confronto único, mando da Federação podemos ter uma oportunidade de dar exemplo para todo o Brasil de civilidade. Seria o mundo ideal, independente do campeão, ainda que eu queira que seja o nosso Galo. Sobre Emanuel, estou em casa me deliciando com seu livro lançado segunda-feira – “No ar” –, narrando divertidamente os áureos tempos da Itatiaia.

Exatamente no início da semana que antecede à grande decisão estadual. De um lado, o adversário que desde 2019 não ganha o mineiro, tentando tirar o inédito hepta campeonato do nosso Galo. Dos 50 títulos que conquistamos até hoje, contra apenas 38 do lado de lá, por duas ocasiões fomos hexa. O América tem um deca dos tempos do amadorismo. Nossas duas sequências de seis títulos, imbatíveis no quesito, se deu de 1978 até 1983 e a atual desde 2020. O Atleticano não quer perder essa oportunidade de chegar em sete consecutivas, para depois pensar em manter e aumentar essa sequência. Um de cada vez, ano a ano, que será decidido nos 90 minutos que já ocupam as prosas nos bares e cafeterias da cidade e de toda Minas Gerais.

Ao que percebo, ainda que assuma estar sempre contaminado pela minha paixão em preto e branco, os amiGalos com a irreverência Atleticana estão ganhando grande confiança com a chegada do Eduardo Barba. Do lado de lá, que não quero me ocupar, é visível o ar da soberba conhecida desde os tempos da remela com gordura de perrela e que vem reascendendo num modelo populista de gestão. Se do nosso lado, o Atleticano reclama do escorpião malvado no bolso dos dois Rs; de lá, pelo dito e demonstrado, não faltam recursos para buscar uma conquista ao menos do estadual. E chafurdando pela fase classificatória, deixa a todos antenados quanto ao jogo decisivo do próximo domingo. Para o Galo vale mais uma conquista, que se acontecer será a sétima consecutiva. Enquanto para o lado de lá a extrema necessidade de acordar a desconfiada torcida que já quer ver o treinador pelas costas. Assim, como nós estávamos recentemente. A ver!

O Galo se reapresentou ontem depois da partida decisiva que assegurou a vaga nas penalidades. A maior motivação para a Massa, quero crer que também para o elenco, será o trabalho do treinador durante a semana. Na partida anterior, assumindo o comando na quinta, apesar de não ter sido uma grande apresentação já pudemos perceber o dedo do treinador durante o confronto. Éverson fez duas boas defesas, não tendo passado pelos sufocos de jogos recentes. Barba conseguiu neutralizar nosso frágil sistema defensivo com reposicionamento dos jogadores quando atacado e uma reorganização entre os mesmos ao sair para o ataque. Durante a partida fez uma leitura perfeita e o time cresceu em campo. Não marcamos o gol, mas Hulk não jogou sozinho como vinha acontecendo com o técnico demitido.

Diante dessa observação de um blogueiro corneteiro, que nada entende de sistema tático/técnico no gramado, posso me iludir que no domingo será ainda melhor. Treinamentos e conhecimento do potencial de cada peça que tem à disposição. Se fechou ontem a janela internacional, vai até o final do mês as transferências domésticas. Ontem no final da tarde e início da noite, a informação de que Lyanco está liberado para treinar com o grupo. Não penso nele para essa decisão, mas quem sabe já a partir do dia 11 frente ao Internacional. Se o zagueiro mostrar a raça que conhecemos, sem querer brigar com torcedor e evitar o jogo ríspido, restará definir quem seria seu companheiro de zaga. Na frente dos beques, enquanto necessitamos, vai com o Franco para o lado direito (acorda Preciado), daí temos o bom garoto Cissé e até as possiblidades de Patrick dar a volta por cima e quem sabe o Tomáz Péres surpreender. Quem imaginava que o Victor Hugo – da camisa 30 – chegasse e se tornasse essa referência no time titular? Eu não acreditava, paguei língua! É hora, com a autorização do Celso Roth, de oportunizar. Depois da decisão, claro, precisamos vencer esse clássico e reafirmar ser o maior de Minas Gerais.

*fotos: Pedro Souza/Atlético

10 thoughts to “Clássico dura duas semanas”

  1. Bom dia xará e amigalos!

    Aproveito o espaço para dar Parabéns ao Dadá Maravilha! Nosso ídolo!!!!!!!!! 80 anos de um dos maiores artilheiros do Galão da Massa!!!!!!!!!!! Esse fazia gols sem medo de arriscar!!!!!!!!!!!!!!!!! “Somente três coisas param no ar: Helicóptero, beija-flor e Dadá!!!!!!” .”Não existe gol feio, feio é não fazer gol!!!” Que Deus te proteja!!!!!! Quem sabe no fim de semana não vem um presente do GALÃO pra ele lá no Salão de Festas!!!!!!!

    1. AmiGalo Murilo, como assim? “Rural” sendo decidido entre Galo e seu terceiro maior adversário? Se “Rural fosse tão desprezível, não existiria mais em SP, RJ, RS, só para exemplificar com três grandes estados. E, já disse aqui, ser HEXA ou HEPTA, em qualquer certame e qualquer parte do mundo, tem sim um ótimo significado para um clube de futebol, vôlei, basquete e mais esportes. AQUI, é Galo enquanto vivermos! Vamos que vamos!

  2. Domingo será mesmo um jogo que definirá, quando nada sinalizará, várias consequências. Estou otimista, igualmente à maioria dos amiGalos, ACREDITANDO que seremos HEPTA, frente ao nosso terceiro maior adversário! E, se assim for, será mais um título inédito, que poderá levar a uma campanha e importância para mais ainda, no próprio campeonato mineiro. Só peço que, ao chegarmos ao DECA, já possamos dar uma paradinha, porque, se ultrapassarmos para além, o Kuei vai morrer, uma vez que se sustenta até hoje nesse título, ainda que da série amadora, deixando o estadual mais sem graça. A outra consequência, se ganharmos domingo, é que o Tite será demitido, talvez no vestiário, pior que o Luís Filipe no Flamídia, alvo de uma traição das piores, envolvendo outro não menos traíra, o portuga que desdenhou do Galo em entrevista. Por fim, e principalmente, o Barba, a meu sentir, o que de nada vale como opinião, vai dar uma injeção de ânimo daí para frente, principalmente se vencermos o Inter na quarta da próxima semana. AGORA, se perdermos, embora não possamos debitar ao Barba, será uma tristeza danada, mais pela perda do HEPTA, podendo, até, dar uma pequena alegria, com o “fica Tite”!

  3. Salve Massa e Guru

    A oferenda voltou pro mar! Sim ficamos livre do jacaré ou se quiserem o Maicon Bolt versão 2025.
    Espero que o outro Jr. que joga na zaga, tenha o mesmo destino, pois vê-lo em campo é sofrimento garantido.
    Dito isto, espero que o Barba corrija urgentemente dois problemas crônicos no time: as malditas saídas de bola com Tressold e a posse de bola infrutífera da equipe, que sistematicamente fica jogando bola pra trás.
    Sei que este artifício as vezes é para abrir espaços na frente, mas no Galo é irritante e prova a falta de qualidade dos jogadores que executam esta jogada.
    Que Lyanco volte logo, que Alan Franco se firme na lateral, que Cissé seja escalado, que Scarpa jogue no meio, que Hulk tenha um companheiro de ataque.
    Santa cornetagem!!!!!

  4. Bom dia Ávila. Bom dia a todos. Ganhar esse Mineiro vai ter consequências! Um oba-oba, danado. Na Itatiaia estão até elogiando Tressoldi! Há males que vem para o bem! O que aconteceu com o Teobaldo? Virou casaca??

    1. Prezado Domingos, muito bem lembrados em sua consideração de ontem os nomes semelhantes ao chabu Junior Santos. Diego Souza era veterano rodado e deu um “caldim” ralo, mas deu; o bahiano Jorge chacoalhei a memória que teimou em não apurar nada; Claiton, a semelhança é total. Novo, performou e destacou absurdo no Figueirense, assanhou os times da série A, gambá e urubu lamberam os beiços e o Galo, num arrojo na época venceu a concorrência. Até jogou bem mais partidas que o Júnior Santos. Submergiu e sumiu na mediocridade.

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