Skip to main content
 -
Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Desconfiança e descrédito

Ao longo de décadas que acompanho futebol, evidentemente que com destaque e predileção explícita em favor do Galo, venho registrando fatos dignos de total e absoluto descrédito com a arbitragem. Não vou repetir aqui esse histórico, mas que já nos surrupiaram títulos nacionais, internacionais e aqui mesmo na nossa paróquia. Assinam Wright, Simon, Coelho (não da linha do nosso presidente Sérgio), Claus, Daronco, Sampaios e aqui na nossa terrinha Resende, Santiago, entre outros – lá e cá – de menor visibilidade. E, neste ano da graça de 2026, o nexo (não leia S no lugar de N, refiro a conexão e relação – entre coisas) está explícito.

Quando me refiro às sacanagens nacionais, patrocinadas pelo interesse comercial da organização e transmissão das competições, sempre destaco que o mercado publicitário de Rio de Janeiro e especialmente São Paulo contaminam o interesse maior desportivo por favorecer clubes desse eixo. Agora, ao que sinto, me induz a entender que a falta de títulos de um lado da lagoa da Pampulha – aliado ao mesmo roteiro nacional – pode estar contaminando ao campeonato estadual de Minas Gerais. São muitas coincidências e aparências, não descartando as evidências, que me trazem preocupação. Não estou – ainda – afirmando absolutamente nada. Sentimento de Torcedor atento, como sempre me caracterizou ao longo de quase 70 anos de vida.

E isso é muito preocupante, entendo até que a gestão Atleticana – refiro aos dois donos majoritários – deveria reagir com força junto aos órgãos competentes. Direção da fmf, departamento de arbitragem e até aos veículos de imprensa que – diferente dos bons tempos de Jornalismo – não investigam fatos e ocorrências do nosso dia a dia. Nesse caso em todas as editorias, não só para quem cobre futebol. Atualmente não existe esse tipo saudável de Jornalismo, as redações seguem – fatos ou denúncias – via assessoria interessada. E, com isso, perdemos todos. Notadamente a moralidade jogada por baixo dos tapetes. Ou nossos donos estão de acordo com esse “acordo de cavalheiros”? Tudo é possível no mundo dos negócios.

Só nessa temporada e com o olhar atento sob a ótica e condição da minha Atleticanidade, as coincidências me incomodam. Nem preciso repetir sobre minha dedicação à camisa do Galo e minhas presenças em jogos. Sempre estou lá, aqui todos e fora algumas vezes. E nesse estadual, depois desse desastre capitaneado pelo incompetente treinador Sampaoli – que parecia nem sentir o peso dessa situação -, comecei a me preocupar quando daquele empate com o América. Um a um, com gol legítimo anulado pelo var e ainda uma penalidade não anotada em campo pelo juiz e o assistente de vídeo. Tudo muito esquisito. Dias depois, esse mesmo juiz, em jogo lá em Betim que caminhava para o empate em zero, foi prorrogando e acrescendo acréscimos até sair o tão necessário tento que – caso contrário – eliminaria concorrente antecipadamente. Foi o mesmo juiz de Galo e kuei.

E segue o campeonato. Dias depois, com apito de um capixaba – exigência do adversário – uma penalidade no Bernard “passou desapercebida”. Era juiz cbf, pois outro árbitro pelo Brasileiro, repetiu o mesmo erro contra o Galo frente ao Palmeiras. Ah! Antes no empate com Tombense, igualmente “vista grossa” em penalidade. Depois esse com o América e o dito contra o csa/MG e Athetic, nada de o árbitro de campo e nem o var. Quatro na mesma competição? Com todo respeito e consideração aos envolvidos, isso me sugere ligar meu desconfiômetro e suspeitar de “fatores exterrnos e estranhos”. Não bastassem as nocivas bets, essa entrou de sola em patrocínios de veículos de comunicação, federações e clubes de futebol, agora também supermercados, bancos e construtoras também são grandes anunciantes. Os interesses são pelas vendas dos produtos, não – em tese – por resultados em campo. É como penso e não quero admitir diferente.

E chegamos na rodada final. Entre os 12 concorrentes, oito com chances de classificação para as semifinais e os quatro outros lutando contra o rebaixamento. Todos os jogos no mesmo horário. Teoricamente também para intervalo e final da partida. Mas em dois deles a prorrogação do primeiro tempo e o intervalo foram superiores aos demais. No jogo de Patos de Minas, onde a URT tinha chances de classificação, os donos da casa saíram na frente mas o gol foi anulado. O cara do var foi o mesmo do jogo Galo e América. Vi e revi o lance, não encontrei o impedimento, vejam está neste link da página de face deste blog. A derrota eliminou o time do Alto Paranaíba e assegurou a vaga para o beneficiado neste e em outros jogos da competição.

Agora vamos ao jogo do América. Um sonolento empate com o North assegurava a vaga ao time do coelho. Mas os acréscimos intermináveis eternizaram cenas dantescas para o folclore do futebol mineiro. Disse ontem e repito. A diretoria do América, quando se acha prejudicada em jogos como Galo, bota a boca no mundo e esperneia, né Alencar e Salum? Na rodada anterior o coelho foi operado contra o csa/MG, fez a reclamação pro forma e se calou. Estranhei! Pois bem, nesse jogo que quase termina em zero, o North marcou um tento na prorrogação. Além do time de Montes Claros assegurar a vaga, o coelho ficaria fora das semifinais. Penalidade aos 50 e tantos para o time da capital. Batida para defesa do goleiro. O var manda voltar, alegando invasão da área que em nada interferiu na cobrança. Nova cobrança – com invasão – e o empate. Logo depois, outra penalidade, final vitória conveniente ao coelho por dois a um. Com todo respeito, EU NÃO ACREDITO!

Em tempo: Ao juízo de um Torcedor Atleticano e que é dividido por muitos outros amiGalos, não irão deixar o Galo vencer e chegar ao hepta. É nosso pensar, vitimas desses absurdos ao longo de décadas. Deveria trazer juiz de fora do país, até que profissionalizem essa gente aqui no Brasil e nos estados. Minha desconfiança com o futebol ganha contornos cada dia mais consistentes. No meio dessa semana disse aqui, sobre Sampaoli, que ele estava pirraçando e querendo ressarcimento da multa que pagou em 2020 quando foi embora antes do tempo. Deu no que deu! Essa gente está matando o futebol brasileiro.

Pra arrematar. Os 7 a 2 não podem encobrir algo. No primeiro gol do Itabirito, o Bernard ia dar combate ao avanço do adversário, mas foi obstruído no lance. Assistam o vídeo. O juiz impediu nosso jogador de seguir no encalço do adversário. Esse tento alterou o rebaixamento. Phode?

Pós post: Itabirito teve 2 vitórias, Athletic 1. Gol não interferiu. Falha do reclamante (eu), que é um chato. Mas que o lance deveria ser parado, teria sim.

*imagens: arquivo do blog

4 thoughts to “Desconfiança e descrédito”

  1. Para com esta choradeira de arbitragem já encheu o saco tá muito repetitivo e lembre-se que o Atlético empatou com o Remo no último segundo do acréscimo de 8 minutos e qdo fez gol do empate juiz encerrou o jogo , e aí?

    1. Fique a vontade. Para ler e participar, ainda que seu saco seja menor que o nosso. Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é. Eu não leio o que me desagrada.

  2. Repito: o futebol está ficando sem graça! Não fosse essa nossa atleticanidade, que chega à “falta de vergonha na cara mesmo” diante de tanta lama que assola esse esporte, já teríamos deixado o futebol de lado, até porque temos, ainda, as opções do vôlei e basquete, que, nessa ordem, gosto mais! Vamos que vamos, com apitador ou sem, porque, aqui, é Galo enquanto vivermos!

  3. Bom dia Ávila. Bom dia a todos. O Sampaoli teve foi peito de não escalar o tal de Cassierra e Minda, jogadores que não indicou. E indicou o Galharza, tentaram entubar nele um refugo do time B do Porto. O Sampaoli queria a saída do Hulk. Não foi atendido. Na verdade, a Diretoria não quer gastar e ter um herói ( Hulk) serve de escudo para eles. Se saísse o Hulk, quem o Sampaoli iria pedir? Nós sonhamos com reformulação. Pedimos o Sampaoli porque ele é bom para indicar jogadores. Nós dois jogos grandes ( Cruzeiro e Palmeiras o Galo mandou bem). No jogo contra o Remo derrubaram o Sampaoli.. Minha opinião.
    Será que iremos comemorar chegar na final do Mineiro?

Deixe um comentário para Blogueiro Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Descubra mais sobre Canto do Galo

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading