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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Ser Atleticano: o meu maior inimigo

Carlos Braga, Braga – Portugal

Ao longo da vida, algumas situações com as quais nos deparamos, parecem nos conduzir para um ambiente de absoluta desconfiança. Chegamos ao ponto de pensarmos que não somos quem somos. Afinal quem somos, se não sabemos, realmente, quem somos e nem para onde vamos. Temos a nítida consciência, de que somos inimigos de nós mesmos.

Quantas situações em que afirmamos, com todas as letras, linguagens, línguas, sinais, trejeitos ou qualquer outra forma de exteriorizar o sentimento, que não vamos mais acompanhar o Galo. Sim, acompanhar o Galo, aprendemos primeiro que somos Galo, para só depois sabermos que o Galo é o Clube Atlético Mineiro.

Não me interessa se a Associação Clube Atlético Mineiro já não responde totalmente pelo Galo. Não me interessa, se há, a apropriação da Imagem, da Marca ou do Símbolo, pelo capital. O que me interessa é o sentimento de Ser Galo. Sou Atleticano, em segunda manifestação do futebol, porque a primeira manifestação do futebol é: Sou Galo, forte e vingador. As pessoas que me fizeram Ser Atleticano, no início de tudo, me fizeram Ser Galo.

Mostraram-me que o dono do terreiro é o Galo, que as belezas do quintal só eram contempladas a partir do Canto do Galo, afinal o Galo anuncia a luz. Desde sempre é a luz que ilumina o mundo e o farol dos meus dias é o Galo. Mesmo nos momentos de trevas, não falemos aqui do caráter de terceiros que nos prejudicaram, pois, a inveja é pecado e pelo pecado de nos invejar, deixemos que os outros paguem por ela. Continuamos a acreditar e acreditando, construímos o nosso Estado de Consciência, revelado no nosso mantra: “EU ACREDITO”.

E num sentimento único, tudo acontece, pois, ACREDITAR é AMAR, é transferir ao outro o nosso coração, a nossa certeza, é dizer: “Vá, eu estou contigo”. E assim foi, assim é, assim será. Eu que já fui inimigo próprio da minha pessoa, por sentir raiva, tristeza, decepções e tantos outros adjetivos desqualificadores do meu ser, continuo correndo mundos, levando o meu sentimento de Ser Galo, pois, Ser Galo é maior do que Ser Atleticano. Ser Galo é opção, é herança, é lembrança e sobretudo alegria.

Vivo a essência do Amor: Sou Galo e vivo a imposição de uma sociedade, onde sofro pela Instituição Clube Atlético Mineiro. Ser Atleticano é conviver com uma identidade regida pelo mercado, submeter-se aos desígnios do poder, seja ele político, econômico ou social, por isso sou o meu maior inimigo.

Dirigente aprendiz: Meu PS de hoje se limitaria por agradecer aos amiGalos colaboradores nesses dias sem futebol. Mas, sou compelido por mais meia dúzia de linhas. Soube dessa idiotice agora ao acordar. Que tentação motiva neófitos para ações tão mesquinhas, como deixar Frossard sem credenciamento para o treino de hoje. Alegação de revezamento. Ora, foi discriminação. O canal dele bate audiência de muitos veículos tradicionais e tem mais credibilidade que porta vozes.

Fizeram com ele, exatamente a mesma babaquice que dedicaram ao Fred Melo Paiva, quando apagaram sua imagem próxima ao estádio do Galo. E a mesma justificativa, revezamento. Via assessoria, uma vez que manda não assume. E o canto da seriema, até agora nada. Logo na semana da volta aos campos e da expectativa pelo aporte digno e justo esperado pela Massa. Nada de cem contos de reis, é pra equilibrar definitivamente as combalidas finanças do Galo, agravada nos últimos tempos com a construção do estádio.  Que jumentice, diria Domingos Sávio.

*fotos: 1 e 2) arquivo pessoal; 3) redes sociais

11 thoughts to “Ser Atleticano: o meu maior inimigo”

  1. O Atlético virou SAF, mas o comportamento dos donos é o mesmo (ou pior) do que na época das vacas magras. Atrasos, inadimplência, calotes… as obrigações não estão sendo cumpridas. E assim os atletas se frustram com as promessas não realizadas. Consequentemente, já sabemos o que acontece: corpo mole e briga pra não cair. Esqueçam títulos! É assim que funciona no meio do futebol. Se esses “empresários bilionários” não sabem disso, melhor entregar o Clube pra quem tenha capacidade financeira verdadeira.

  2. Como é bom ler crônicas Atleticanas… ao amigalo Carlos Braga o meu obrigado pelo narrado hoje… somos GALO, não negociamos essa situação e ponto final!!!

    OBS.: o dirigente aprendiz que podemos chamar de filhinho mimado e luxento, deveria se preocupar com a SAF e com os salários atrasados, que foi anunciado ontem de novo… mas não, prefere continuar perseguindo aqueles que o criticam… que cara babaca!!!

  3. Bom dia Carlos, Atleticanas e Atleticanos. Texto excelente com um PS , à parte, à altura daqueles que se apropriaram da SAF mas nunca vão mandar no GALO.

  4. Bom dia Ávila. Bom dia Carlos. Eu não quero nem saber se a mula é manca eu quero é rosetar. O Galo eliminando o Urubu da Copa do Brasil, batendo no Cruzeiro no Brasileiro e vencendo a Sulamarecana, vou festejar e pronto. Dívida de banqueiros, saiu da minha agenda….. E ademais o mundo está mudando em todos os segmentos da sociedade. O futebol é apenas um recorte: VIVA O GALO!

  5. Salve Massa e Guru

    Só mesmo um texto destes para desviar o foco em mais uma babaquice e atitude covarde da SAF com o Frossard.
    E todos nós sabemos o nome e endereço de onde partiu este excremento de atitude, provando a cada dia que passa, as razões pra ser tão odiado por parte da torcida.
    E justamente em um momento em que o clube mais precisa de sossego a própria diretoria toma a atitude de tumultuar o ambiente.
    Enfim, depois reclamam das manifestações.
    E eu aqui prometendo só falar de futebol, mas o clube não deixa.

  6. Também achei belíssimo o texto. E, como eu disse aqui neste espaço democrático, não falo mais do que ocorre fora das quatro linhas, porque a alma atleticana, igual à do amiGalo Braga, é muito superior ao que ocorre fora delas.

  7. Texto bem a cara de nós atleticanos. Rasguei minha camisa no segundo gol do Olímpia na primeira partida de ida da libertadores 2013, p usar outra no outro jogo. Não tem jeito, ser Galo é a minha identidade. Vai comigo nas minhas viagens pelo mundo a minha bandeira preta e branca p registro nos maiores monumentos do mundo.
    Por outro lado parece que vivemos de tempos pra cá a implantação da ditadura que além daquela realizada no âmbito político e jurídico está se enraizando no nosso terreiro.
    Um verdadeiro tiro no pé.
    Fossem unidos, caberia a todos os jornalistas boicotarem esse acesso, porém, são ávidos por noticiar, sem enxergar a própria classe.

  8. SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

    Nestes tempos estranhos que vivemos, dirá Carlos Braga, não interessa mais ser Atleticano, eis que o Atlético virou uma “Associação” cuja marca, símbolos e imagem foram apropriados pela Sociedade Anônima do Futebol…

    Fato!!!

    Fazer o quê?!!

    Carlos Braga dirá que “ser Galo” será a derradeira e última opção…

    Enquanto no Atlético estarão nossas raivas, tristezas, decepções e frustrações e como atleticanos seremos inimigos de nós mesmos pela sofrência resultante, ser GALO nos permitirá a esperança, a vida eterna e poderemos resistir com alegrias e liberdade o nosso destino…

    Pela Máxima de Carlos Braga o FROSSARD não será mais Atleticano, eis que a SAF tirou dele a condição atleticana de ser ao barrá-lo no cadastramento de imprensa no Atlético sob a “falsa justificativa” de controle de acesso reduzido aos profissionais de imprensa pela “falta de espaço” na Cidade do Galo, o que vai obrigar doravante em rodízios na cobertura diária jornalística atleticana…

    Foi o que entendi…

    Conversa fiada e blá-blá-blá…

    Na real, o que fizeram com o FROSSARD foi censura e perseguição…

    A SAF até pode ter tirado de FROSSARD a sua condição dele de atleticano, porém a medida restará inócua porque não vão conseguir tirar dele a condição de GALO de ser…

    Como atleticano o FROSSARD está sofrendo, mas como GALO ele estará livre, feliz e alegre…

    Em suma, mais um tiro de escopeta no próprio pé da errática SAF…

    Mamãe me acode!!!

  9. Prezado Carlos Braga!

    “Afinal quem somos, se não sabemos….”.
    Podemos não saber quem somos, mas sabemos que somos Galo!
    Belíssimo texto, caro Carlos!
    Abraço.

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