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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Mexer o doce desse time e dessa saf

Indignação mesmo com a vitória. Tendo saído de casa hoje antes das sete da manhã, já passei pela academia e cafeteria, depois me ocupando com minha obrigação profissional diária. O inconformismo dos amiGalos é indisfarçável. E não é pelo título que esse elenco não lutou para conquistar, mas pelas rédeas frouxas que estão provocando o distanciamento do Torcedor das arquibancadas (foto acima). O tripé das resenhas são evidentemente a perda do título e a briga ao final do jogo da decisão, o desempenho sofrível que não tem fim e a queda de público na gourmetizada Arena Menin.

Vamos lá. São 16 partidas na temporada, sendo 11 pelo campeonato estadual e cinco pelo nacional. Desse total empatamos nove, vencemos quatro e perdemos três vezes. No mineiro somam sete empates, três vitórias e uma derrota, exatamente no jogo da final. Pelo Brasileirão, depois de três jogos em casa e dois fora de Belo Horizonte, somamos cinco pontos em 15 disputados. Fomos superados por Bragantino e Grêmio, na casa deles, empatamos com Palmeiras (bom jogo e prejudicado pela arbitragem) e vergonhosamente com o Remo. Superamos o Internacional, numa partida irritante e não menos vergonhosa. Valeu pelos três pontos, mas o sinal de alerta ficou mais visível.

Falamos um cadinho na resenha da manhã, mas as considerações ouvidas e que estão balizando as conversas me sugeriram voltar com essa postagem extra. Sobre o jogo e o time, ninguém consegue mais omitir a desconfiança da Massa com o elenco. Nosso banco não sugere opções para mudar o roteiro de uma partida. Ontem, pelo menos, nos preservou de Igor Gomes, Bernard, Alonso e até do suspenso Natanael. Sem Cissé, boa promessa, Maycon e Alexander perdemos o meio de campo, ainda que com a presença reclamada do Scarpa. Todo rebote, defensivo ou ofensivo, era dos caras. Éverson, o herói da vitória, precisa rever os chutões sem rumo. Sempre na cabeça de um adversário gerando contra ataques ou pela linha lateral.

Não temos ala pela direita e ontem quem atuou lá foi o destacado Cuello que lutou enquanto teve folego. O miolo da zaga, fraco (prefiro Román com Lyanco), fica mais vulnerável pela falta de volantes. Posição que os gestores entendem que estamos bem servidos. Não penso.  Então bota os meninos para jogar. Ontem entrou o Tomás Péres, que ficou pouco tempo, mas cadê o promissor Patrick? E agora sobre o que mais me causa resistência em admitir. Hulk, ídolo eterno e reconhecido, não tem pernas para 90 minutos. Um tempo ou pouco mais que isso seria útil, mas o jogo todo não é o mesmo. Ele está na galeria dos maiores nomes da história do Galo de todos os tempos e nada fará diferente, mas precisamos dos resultados em campo. Inadiável recuperação no Brasileiro e na temporada. Vem aí Copas do Brasil e Sul-americana.

Disse pela manhã e repito nessa postagem extra, o treinador parece caminhar para ajustar a marcação. Porém a criação está uma lástima. Nosso meio de campo desajustado, o ataque ainda carece de melhor definição das escolhas. Domingo foi Dudu, Hulk e Bernard; ontem Hulk e Cassiera, com Vitor Hugo, Scarpa, Cuello e até Lodi se revezando no apoio ofensivo. E foi inofensivo. O lateral esquerdo tem me assustado, ainda nem disse decepcionado, mas no primeiro tempo dava espaço demais para o jogador que deveria acompanhar e ocasionou suspiros das testemunhas que foram ao jogo. No segundo tempo, um tal de Carbonero colocou o lado direito em pânico. Por sorte nossa o treinador do time gaúcho sacou o jogador de campo. E até o Alerrandro, nossa cria, que tem mania de fazer gol no Galo. Valeu Pezzolano! Vamos aguardar o que nos espera no sábado lá em Salvador. O Vitória da Bahia tem sido indigesto com o Galo nas temporadas recentes. A ver!

Pra fechar as especulações, desde cedo tenho recebido mensagens sobre a gestão financeira do Galo. Confesso e tenho reiterado, não é minha área e sou tão e somente um Atleticano sem dinheiro no bolso que vive desde os primeiros tempos de vida com o holerite mensal. O Jorge Nicola destacou que o festeiro Rubens Menin (comemorando 70 anos) tem uma fortuna de 11,8 bilhões de reais, acima de três bilhões (3,2) a mais que a última publicação da lista dos mais ricos que era de 8,6. Já o Torcedor Atleticano segue, ansioso, aguardando um aporte insignificante pelos valores destacados, para fugir desse desconforto que parece não ter fim. Em contrapartida, o jornal “Valor Econômico” de ontem trouxe uma matéria que coloca minhas barbas de molho. Conforme disse Ferreira Gullar “não quero ter razão, quero ser feliz”. O que me interessa é o Galo e tudo aquilo que foi prometido. “Quem pariu Mateus, que o embale”.

*fotos: Daniela Veiga/Atlético

8 thoughts to “Mexer o doce desse time e dessa saf”

  1. Boa Noite,

    O Everson ontem ofuscou tudo e todos os jogadores que entraram em campo, mas quero destacar alguns outros, Ivan Roman pela dedicação e garra, Cuello idem e Ruan que também foi muito bem.
    Victor Hugo fora de posição deu o recado.
    É só isso. Os demais foi o mesmo com um pouquinho mais de disposição, só isso já foi necessário para os 3 pontos,
    Que seja assim sempre. e que os esquemas de jogo melhore, o Treinador também me parece que não mexeu errado nenhuma vez.
    O mais difícil é trazer esses jogadores para a realidade e mostrar que hoje estamos no meio da tabela porque a qualidade e dedicação deles não permite ser melhor.

  2. Prefiro trabalhar com a realidade. A realidade é que quem comprou a SAF o fez com pensamento único e exclusivo de ganho de capital (político e dinheiro mesmo). Não há convicção de nada e os donos vivem no mundo da lua.
    Não há um plano estruturado de uso da base. Só no Galo os garotos de 17 anos ficam eternamente “ganhando maturidade” jogando contra outros ninfetos. Não há uma diretriz clara e estratégica do topo: utilizar X minutos de jogadores da base no campeonato Y.
    Não há um plano de longo prazo para contratações, vendas e planejamento do plantel. Estamos sem volante faz 1 ano. Não tem ninguém com capacidade de substituir o ídolo Hulk. Ele ainda é o jogador mais técnico do time e tem 40 anos.
    Convicção técnica também passa longe. A cada 6 meses um treinador de estilo diferente.
    Hoje a única solução seria outro bilionário comprar a SAF. São 3 anos sem mostrar futebol. Qual foi a última vez que vimos uma sequência de 5 jogos bons do time? Acho que a última vez foi com Felipão e aquele início do Milito.
    Donos que só aparacerem nas raras conquistas. Já são 5 anos sem ganhar títulos de expressão e caminhando para o sexto. Estamos voltando aos tempos pré 2013 com o agravante que o perfil da torcida mudou e não abraça mais o time sozinha, mesmo porquê nunca fomos tão maltratados como agora.
    É desesperador! Apoiei nos tornarmos SAF na esperança de deixarmos o amadorismo para trás mas estamos andando para trás!
    Um futuro sombrio.

  3. É isto ai Eduardo!
    Em 2022 (7⁰ lugar 15v). Em 2023 (3⁰ lugar 19v). Em 2024 (12⁰ lugar 11v). Em 2025 (12⁰ lugar e 12v).
    Agora em 2026 estamos na mesma toada de 2025. Sem bons jogadores no meio de campo e zaga (desculpe-me a insistência), que desarmem e saiam jogando, com bom porte físico para ganhar as disputas neste setof vital a qualquer time de futebol, além de zagueiros que também saibam sair jogando e altos para acabar com a farra de gols em cruzamentos.
    Último bom meio de campo (2022) tinha jogadores como Allan, Jair, Zaracho e Nacho. Os reservas eram Otávio, Rubens e Calebe.
    Transcorreram-se cinco anos – a vida é um sopro – mas parte daquele bom elenco envelheceu cujo nível é bem inferior.

  4. Uma coisa que me chama atenção é o favorecimento de certos comentaristas em favor do Scarpa, qual foi o último gol que ele fez para o Galo, fica ali perto da lateral só dando chutão prá frente, quando chuta para o gol sai um track, que os goleiros nem precisam fazer esforço para defender, que saudades de um camisa 10 estilo Dátolo, Nacho, que sabiam colocar o centroavante na condição de marcar gols. Sem falar do maior camisa 10 que vestiu a camisa do galão, Ronaldinho.
    Grato pela oportunidade

  5. Boa tarde, Eduardo e amigalos.
    Realmente atuação horrorosa do Galo, ontem. Problema recorrente do Atlético nos últimos tempos, joga muito recuado, aceitando pressão dos adversários que resultam em gols. Me parece que não consegue pressionar os oponentes (time envelhecido, falta de recursos técnicos??). O que nos resta é esperar que o novo técnico esteja conhecendo, aos poucos, a ruindade do elenco que vinha sendo titular cativo. Devagar vai trocando e precisa dar chance aos jovens. Se outros times colocam jovens de 16 anos em diante, por que não no Galo??. Outra coisa que não entendo, são os laterais que sempre vão para o meio da defesa e deixam grandes avenidas de onde saem os gols contra nós. Contra Vitória, outro sufoco certamente (ou haverá zebra). Rezemos…..

  6. Que no proximo jogo tenha menos torcedores, e no proximo menos ainda, esta é a nossa maneira silenciosa e pacifica de manifestar a inconformação, a indignação com esta saf que nos iludiu, diziam que seriam modelo, que seriam a melhor saf. São exatamente o contrario, o exemplo do que não deve ser feito, se associaram a este vorcaro (que pode ser o pivô do maior tombo financeiro da historia deste país) bandido se associa a bandido, fizeram do galo uma lavanderia, bando de imundos, podem esperar, o dia de vocês vai chegar, apreço zero por estes menim, saf maldita. Bando de jogadores mequetrefe, pra dar porrada sabem muito bem, futebol nada. Ah se existisse cadeia para arruaceiro que usa camisa de time e se diz jogador de futebol. Dizem que atleticano ou contador já estão no reino dos céus, salvos, pois eu sou os dois, talvez me sirva este calvario que é ser atleticano.

  7. Com este elenco fraco e esta diretoria sofrível só vejo um caminho para não corrermos o risco da degola: a volta do apoio da Massa.
    E como voltar a ter este apoio?
    – Serem mais transparentes
    – Serem menos arrogantes
    – Dialogarem com a torcida
    – Para de contratar jogadores restos de outros clubes e ou apostas
    – Impor ao técnico o aproveitamento da base;
    – Não mentir e nem iludir o técnico atual como foi feito com seus antecessores;
    – Colocar a precificação dos ingressos e estacionamento, dentro da realidade do futebol apresentado e dentro da realidade do que a torcida pode pagar;
    – Obrigar os jogadores (pelo menos 3) a dar entrevistas, pós partida indiferente do resultado, pois hoje eles só fazem isto nas vitórias;
    – Fazer as contratações que o técnico e o time precisa (Zagueiro 1pelo menos, Volante e centro avante), mas jogadores que cheguem para jogar e não apostas;
    – Se desfazer de jogadores que nitidamente já deram (Igor Gomes, Bernard, Alonso, Renier)
    – Encerra o ciclo de Hulk no time de maneira respeitável e com as devidas homenagens;
    – Acabar definitivamente com estes revanchismos com aqueles que criticam a diretoria;
    – Vir a público e dar a cara a tapa tb nos maus momento e não aparecer só nos bons;
    – Cobrar veementemente os jogadores e multar aqueles que fizerem corpo mole;
    – Dar o aporte o mais urgente possível e esclarecer a dívida;

    Tem mais coisas, mas já será um bom começo.

  8. Boa tarde!
    Passar 90 tantos minutos de sufoco para o horrível time do Inter é dose, é desanimador.
    Esse barba portenho me parece muito fraco para o mediocre futebol tupiniquim.
    Este ano promete.

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