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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Lições e ilações do dia seguinte

Diferente do sentimento que pude perceber na saída do estádio na quinta, ontem – feriadão em BH – ouvi declarações otimistas entre amiGalos. A maioria, onde me coloco, questionando a atuação em jogos recentes como na vitória de quinta e cobrando reação e mudança de atitude dos comandados pelo Cuca. Porém, com propriedade e sustentação consistentes, ouvi projeções otimistas entre vários Atleticanos. Virada na raça, épica, ao melhor estilo do Galo, sinalizando conquistas, até aquela que tenho tentado evitar “se não é sofrido não é Galo”. Já disse que prefiro “se não for emocionante não é Galo”. Nisso concordo, ainda que não tenha gostado do time neste último jogo e em outros, foi muito emocionante.

Diria até que a virada teve tudo para ser ainda mais consistente. Gol anulado, que a tecnologia pode até me contradizer, mas ainda me mantenho na teimosia. Fosse para outros times, por exemplo dois brasileiros (flamídia e porcos) ou dois argentinos (BJ e RP) as imagens teriam outro trabalho de ajustamento. Se é que não foi realizado. O comportamento do árbitro durante a partida me dá margem para esse devaneio. Me é lícita, portanto, essa desconfiança. Bananão e que ajudou na morosidade do jogo, notadamente no segundo tempo em favorecimento dos argentinos. Outro dado para dizer que a virada poderia ter chegado ao terceiro gol é que apesar do segundo tento ter ocorrido aos 43 m, tivemos ainda mais nove minutos (sete de acréscimos, onde caberiam 15), mas o time – especialmente o goleiro Éverson – optaram por cozinhar o tempo. Ora, se apertasse, tinha chance de ampliar.

Mas não foi assim, agora é pensar pra frente. Amanhã tem Brasileirão, contra o Grêmio que perdemos na primeira rodada, numa lambança do Rafael Claus – costumeiro em prejudicar ao Galo -, precisando reagir na tabela de classificação. Se título é improvável, lutar e brigar por vaga no G6 e até G4, ainda deve fazer parte dos planos do Galo. Nada de priorizar copas e deixar de lado o Brasileirão. Tivesse o time, jogador/treinador/gestão, reagido naqueles escorregões de sete rodadas em duas sequencias (1 a 4 e 13/15/17 – 14 e 16 foram adiadas), estaríamos lá no alto e não brigando com o olhar para a turma de baixo. Refiro aos jogos com esse Grêmio, São Paulo, Vitória, Santos, Bahia, Palmeiras e flamídia. Dois pontinhos em 21 disputados. Aproveitamento miserável!

Depois desse compromisso pelo Brasileirão, vamos centrar no jogo de volta na Argentina. Será já na próxima quinta-feira (21/set), num ambiente de previsível e total hostilidade. A própria Conmebol se encarregou de criar esse clima. Ao escolher o acanhado estádio de Mendonça, que não oferece garantias de segurança como a nossa Arena, já sinalizou que essa é a intenção. Configurada com a atuação do venezuelano aqui dentro da nossa casa. Os torcedores que vieram acompanhar a partida, fizeram as arruaças costumeiras para temperar essa intenção. Até o flamídia, que sempre se notabilizou por provocar aos Atleticanos, recentemente reconheceram a maneira urbana e civilizada que foram tratados aqui no mesmo espaço. Diferente do comportamento dessa hincha que promoveu deliberadamente o conflito pós jogo. Faz parte da catimba argentina, mas já enfrentamos e passamos por situações similares no mesmo território do país vizinho.

Quem não se recorda da final da Copa Conmebol (1995), que antecedeu essa mesma Sul-americana, quando fomos covardemente ameaçados em Rosário. Vencemos aqui por quatro a zero, lá fomos derrotados pelo mesmo placar e perdemos o bi da competição nas penalidades. Quem esteve naquela partida assegura se o Galo não perdesse, haveria reações imprevisíveis dentro e fora do campo. O segundo título veio em 1997 em cima do Lanus e seria o tri. Dessa decisão o que mais marcou foi a batalha campal ao apito final. Entre os feridos, o treinador do Galo – Emerson Leão – levou a pior. Teve de ser operado pelas sequelas das agressões e golpes físicos dos inconformados derrotados. Foi uma das cenas mais lamentáveis que pude assistir pela televisão. A direção Atleticana tem de ir lá em lá em Luque, naquela vistosa sede da Conmebol – que contrasta com a situação do Paraguai -, e exigir segurança e arbitragem equilibrada. O que se desenha é preocupante.

Quanto à nossa situação interna, espero que o treinador que disse não ter ainda uma definição de quais seriam os 11 titulares, coloque ordem na casa e faça os seus escolhidos jogarem com vontade nos gramados. Ainda espero a chegada de um zagueiro e um volante, que juntos aos que já desembarcaram na Cidade do Galo, podem dar um novo colorido nas nossas expectativas. Sem deixar de ser preto e branco, a camisa mais linda – ainda que esses lançamentos recentes tenham seu charme, nada supera a tradicional – há de voltar a brilhar. Já as reações, mesmo que antagônicas, querem o Galo cada vez mais Forte e Vingador. Que assim seja! Vencer ao Grêmio, ao Dodói Cruz lá em Mendonça, bem como a outros na nossa casa de jogos ou no salão de festas da Pampulha. Que venham!

*imagens: 1) Daniela Veiga/Atlético; 2) extraído fac símile google

10 thoughts to “Lições e ilações do dia seguinte”

  1. Bom dia xará e amigalos. Amanhã teremos o Grêmio em péssima fase enfrentando nosso GALO. Isso é não é bom. Quando temos um adversário descendo a tabela é que temos que colocar as barbas de molho. Com o GALO sempre é assim. Espero bom futebol do nosso time no primeiro e no segundo tempo. Essa bipolaridade que alterna bons e péssimos momentos já deu!!!!! Vamos pontuar gente!!!!! Brasileirão não perdoa!!!!

  2. Assim como Ronaldinho e Hulk, que retornaram de fora do Brasil para continuarem brilhando por aqui, acredito muito que o Reinier, embora não tenha a mesma estrela que os outros dois, veio sim com muita vontade e vai brilhar, até porque talento ele tem e já mostrou logo de cara, num passe oriundo de matada no peito e nos pés do outro gênio Hulk. Prossigamos minha gente, na torcida de sempre, porque aqui é Galo até morrer!!!

  3. Conhecendo os times argentinos e sabendo da capacidade agressiva dos jogadores de lá, está escancarado que no próximo jogo contra esse Godoy Cruz, a porrada vai comer solta dentro de campo.

    O estádio do jogo é minúsculo, a torcida vai inflamar, jogar de tudo que puder para acertar nossos jogadores dentro de campo e por aí vai.

    A Conmebol sabe disso e mesmo assim, deve se fazer de cega, portanto, que os nossos dirigentes tomem as providências e leve o maior número possível de seguranças.

    Todo cuidado será pouco para tentar evitar uma pancadaria, caso o nosso GALO saia classificado ao final do jogo.

  4. CONTINUO COM A MINHA OPINIÃO DE LIMPA-GALO
    VITOR HUGO,ALONSO,ARANA,MENINO,FAUSTO,CAIO,BERNARD,IGOR GOMES,RONY,JR SANTOS,ISAAC,DUDU,JOÃO MARCELO,PATRICK;
    DOA PRO AMÉRICA,EMPRESTA,VENDE,JOGA FORA, TUDO MENOS FICAR NO GALO PRÁ FAZER RAIVA NA TORCIDA.
    ALÉM DE DIMINUIR A FOLHA DE SALÁRIOS.
    COLOCA OS CARAS DO JUNIOR QUE ESTÃO NA LISTA DE ESPERA,SÓ TREINANDO.
    É IMPOSSÍVEL ELES SEREM PIORES DOS QUE OS LISTADOS ACIMA.
    VAMO LÁ GALÃO DA MASSA

      1. Tirando o sub20, daí pra baixo tá passando por correção de rumos. Ainda hoje, agorinha, o sub17 ganhou e comemorou lá dentro do salão de festas II. Foi 2 a 1 e sempre a frente no placar.

  5. Salve Massa e Guru

    Cuca tem sido muito cobrado pelas atuações do time e não sem razão, afinal que futebolzinho ridículo o Galo joga.
    Chutões, saídas erradas, ataque inoperante e falta de criatividade têm sido a tônica de todos os jogos. Perece um replay.
    Mas e os jogadores?
    A escalação do último jogo seria aprovada por 98% da torcida.
    Mas o que Cuca pode fazer se Arana é uma caricatura de lateral que foi?
    Como fazer Natanael aprender a marcar?
    O que Cuca pode fazer se Alonso rebate uma bola pro meio de nossa área?
    O que Cuca pode fazer pra que Gabriel Menino deixe de ser sonolento?
    E Scarpa que todos querem por que querem que ele seja a cabeça pensante, mas ele não sabe armar time?
    Como fazer Rony entender que antes de ser marcador de saída de bola ele tem de ser marcador de gols?
    E finalmente Hulk, que mesmo sendo o cara, precisa entender que hoje ele deve ser mais objetivo e definidor e principalmente ter foco e parar de reclamar?
    Alguns dirão: ah, mas ele é o treinador!
    Sim, e tenho certeza que ele dá as diretrizes corretas para seus atletas, o problema é se os atletas estão entendendo.
    Vc está chorando de barriga cheia, estamos vivos nas 3 competições.
    Verdade, mas quero que o Galo chegue longe e se possível disputando títulos em pelo menos duas.
    Mas como futebol que está jogando alguém tem certeza que isto irá acontecer?
    Bom, como diz aquele filósofo: futebol tem razões que a própria razão desconhece.
    Pelo menos eu, prefiro acreditar em Cuca e nos seus comandados e não em teorias.

  6. Bom Ávila. Bom dia a todos. As entrevistas desse Reinier são alvissareiras. O cara está demonstrando vontade de jogar bola e tá querendo colar com o Hulk para fazer o que o Hulk e o Lianco fazem com muita competência: usar o Galo para serem protagonistas no futebol brasileiro. Obviamente que eles também tem o objetivo financeiro, mas Hulk e Lianco envolvem seus familiares para alavancarem o marketing junto aos torcedore. Mas em campo e fora dele ( cuidando da parte física) eles entregam desempenho. O Barros nos alertou para ir devagar com o Reinier, porém, a minha percepção é que se ele colar com Hulk, Cuello, poderá alavancar sua carreira no Brasil. Esse trio pode dar liva. Uma pena que o Scarpa parece quecnem sempre está a fim de jogar bola. Eu só lamento que a torcida do Galo resolveu pegar o Roni para boi de piranha. Esse cara pode ajudar muito. Não é craque, mas um guerreiro em campo. E o Arana hein? Vai jogar bola ainda. Agora o Paulo Bracks, precisa se inspirar no Padre Torga ( responsável por dois livramentos de Eduardo Ávila) e conceder quatro livramentos a torcida do Galo: Bernard, Junior Santos, Caio Paulista e Fausto Vera. Esse quarteto não virou e nem vai vingar no Galo! Xô Quarteto de Pesos mortos!

      1. Cuidado! Toninho de Juiz Fora levou a maior carraspana que eu já li aqui nos comentários. Mior Vosssa Excelência se aprecatar!!!

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