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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Alô Paraguai e Massa Atleticana, estou chegando!

Na correria da sexta-feira, deixei para redigir esse post de hoje já aqui do aeroporto de Confins. Chegamos aqui, eu e muitos Atleticanos, ainda sem a luz do dia. Serão algumas aeronaves partindo da Cidade do Galo com destino a capital paraguaia. Espero(amos) que a volta seja festiva e além do hino do Galo e outros cânticos Atleticanos, possamos entoar “foi num baile em Assunção, capital do Paraguai…”. Mais que isso, que seja uma viagem tranquila para todos nós que ousamos invadir território estrangeiro para levar o nosso grito de guerra e amor pelo “Gaaalooo!”

Confesso, no meu caso, outra dessa será com mais tempo. Constatei agora no caminho do aeroporto que a resistência física já não é a mesma de tempos já vividos. Fico daqui a pensar, como era fácil sair daqui na véspera do jogo e encarar a estrada rumo a São Paulo e Rio de Janeiro. Dormia no ônibus na ida e na volta, geralmente os jogos no final de semana, tendo disposição para na segunda-feira trabalhar e assistir aula à noite. É o tempo é cruel. Nem levo em consideração os jogos – todos – em Sete Lagoas que estive presente. Voltava para casa e ia deitar por volta de duas ou três da manhã. E no caso de Ipatinga, teve um em 2014, que no dia seguinte embarquei para a Europa aqui de BH. Não sou mais o mesmo.

Bora lá, Galo! Fazer essa Massa feliz mais uma vez. Deixo nossa cidade e volto em menos de 24 horas, se o bondoso Deus assim o quiser, com mais um título na bagagem desses quase 70 anos de vida, quase todo esse tempo dedicado ao time do meu e do nosso coração. Durante essa semana, mesmo com atividades intensas – notadamente de segunda até quarta-feira – passou pela minha cabeça tantas emoções que o Galo me proporcionou. Incluindo que a maiorias das minhas viagens para fora do Brasil, exceto aquela de 2014 que mencionei acima, foram para acompanhar jogos em Libertadores e o Mundial. Em outros estados, da mesma maneira, além do RJ e SP, ainda em GO, RS e outros. Interior de Minas igualmente, nem conto Nova Lima que é mais perto da minha casa que o Mineirão e a Arena Atleticana.

E, confesso, nessas lembranças só coisas boas e o orgulho de mais uma vez poder ir ao encontro do time em lugar distante da nossa Casa do Galo. Agarrado aqui numa sacola do nosso time, claro, fico apreciando mulheres e homens, idosos – como o blogueiro -, jovens e crianças com a mesma cara que caracteriza o bom astral e humor dessa nossa invejável Atleticanidade. E imaginando aqueles que, de moto e carro ou ônibus, encararam essa distância de 1800 quilômetros de BH até Assunção. Alguns em voos diretos, outros com escala e até descendo em Foz do Iguaçu e completando a viagem por terra. Declaração maior de amor não existe, em se tratando de time um time de futebol.

Quero crer que isso seja determinante aos jogadores, naquela velha e conhecida frase pedindo empenho. Joguem como se fosse o último jogo de suas vidas, com a alma e coração motivando a raça e amor do nosso hino, amarrem as chuteiras com as veias de sua dedicação. Voltar para Belo Horizonte com esse título e presenciar a cidade nos próximos dias trajando nosso manto será o triunfo de uma caminhada a ser lembrada para toda a nossa história Atleticana. A cada rosto que vejo aqui por perto em Confins, imagino a volta triunfal, logo após o apito final para nossas casas. O grito de Gaaalooo ecoando pelas ruas, avenidas e praças de BH e toda Minas Gerais. Junto, claro, aos Consulados Atleticanos espalhados pelo Brasil e mundo afora. Aqui é Galo, po##@!

Torçamos todos, independente de onde se encontrar no horário do jogo. A força, a fé e a boa energia são e serão fundamentais para “A Grande Conquista”. Esse troféu, além de engrandecer nossa galeria ainda assegura vaga para a próxima temporada em busca da segunda “Glória Eterna”. Fechando, caríssimas e caríssimos, sigamos hoje e sempre Galo. “O Atleticano é um torcedor que se distingue aos demais pelo dom da alegria e da fidelidade, acompanhando o Galo na alegria e nas eventuais derrotas”. Isso eu sei, incomoda. Pra cima deles, Gaaalooo!!!

*imagens: do blogueiro em Confins

11 thoughts to “Alô Paraguai e Massa Atleticana, estou chegando!”

  1. Confiança e fé nessa final! A Massa vai empurrar, e mesmo não sendo fácil, vamos conseguir. O nosso Guru e todos os demais invasores alvinegros de Assunção vão voltar felizes com mais uma bela recordação.

  2. Parabéns, força e boa sorte para nós! Vamos, Galo! E preparados para o amanhã, com a alegria, se vier, ou , se preciso, com a força que nunca nos abandonou!

  3. Bom dia Eduardo. Estes textos seus são impecáveis. Dá uma vontade danada de sair de casa e chegar em Assunção. Pena que a idade também pesa para tentar uma aventura desta. Você, realmente, consegue expressar o que se passa no coração do Atleticano. Dá gosto de ler e é muito expressivo como a leitura deixa a gente um pouco aliviado, sabendo que estamos sendo representados por um Atleticano que sabe idolatrar nossa paixão. Tomara que volte com toda a a alegria para compensar o esforço que fez. GALOOO.

  4. Bom dia e boa viagem xará e amigalos aqui, no Paraguai e em todo esse mundo preto e branco!! Que os jogadores sintam esse clima de otimismo e amor ao GALÃO DA MASSA!!! VAMO MEU GALÔÔÔ GANHAR A SUL-AMERICANA E FAZER A FESTA NA “MECA” DA SEDE DE LOURDES!!!! AQUI É GALO PORRA!!!!!!!!

  5. Bom dia Ávila. Bom dia a todos. Hoje o que me resta é o Chá de camomila para não sucumbir de inveja daqueles que tiveram a fortuna de desfrutar da festa em terras Paraguaias. A festança aí tá animada. Que esse time não borre nas calças pela terceira vez. Já basta os vexames no Marrocos na semifinal do Mundial, ano passado em Buenos Ayres contra o Botafogo. Ganhar hoje é obrigação viu Arana, Hulk, Alonso e Companhia. Chega de passar vergonha na massa!

  6. CLUB ATLÉTICO LANÚS

    EL GRANATE (O GRENÁ) nasceu em 1915, tem 110 anos de história e em 1978 viveu sua pior crise quando desceu para a terceira divisão…

    Em 1981 retornou para a segunda divisão e em 1992 consolidou posição na primeirona. Em 1996 foi campeão da Conmebol; em 2007 e 2016 sagrou-se campeão argentino; em 2013 foi campeão da Sul-Americana; e conquistou em 2016 a Copa Bicentenário e a Supercopa Argentina…

    LANÚS NO ARGENTINÃO 25

    É o 2’ colocado do Grupo B com 16 pontos (9V 3E 4D), 20 gols pró (média de 0,76 gols marcados por jogo) e apenas 13 gols contra (média de 0,62 gols sofridos por jogo), tendo uma das melhores defesas da competição (“Muro Granate”)…

    Competiu de igual para igual com os “cinco grandes” do futebol argentino, como no empate com River Plate (0 a 0), derrota para o Boca (1 a 0), vitória em cima do Racing (1 a 0), empate com o Independiente (0 a 0) e empate com o San Lorenzo (0 a 0)…

    LANÚS NA SULA 25

    Na Fase de Grupos (“G”) terminou em 1’ colocado com 3 vitórias e 3 empates, num grupo em que o Vasco terminou em 2’ lugar; contra o Vasco, empatou no Rio (0 a 0) e venceu na Argentina (1 a 0)…

    Nas Quartas enfrentou o Fluminense, vencendo a primeira em casa por 1 a 0 e empatando no RJ por 1 a 1. No 1’T no Maraca o Flu jogou melhor e saiu na frente no placar; nos minutos finais do 1’T o Lanús equilibrou a partida e assustou; no 2’T o Lanús surpreendeu o Flu com jogo de contra-ataques, conseguindo empatar a partida e buscar a classificação…

    Houve uma batalha campal entre a Torcida do Lanús com a PM, tendo o intervalo se estendido por 35 minutos em função da confusão que foi bruta…

    O resultado acabou decretando a queda de Renato Gaúcho do Flu…

    PROVÁVEL ESCALAÇÃO SEM DESFALQUES

    Nahuel Losada, Gonzalo Pérez, Carlos Izquierdoz, José Canale, Sasha Marcich; Agustín Medina, Agustín Cardozo; Eduardo Salvio, Marcelino Moreno, Ramiro Carrera e Rodrigo Castillo…

    EL ENTRENADOR

    Maurício Pellegrino, embora sem títulos de expressão, tem experiência internacional por clubes como Valência, Estudiantes, Independiente, Southampton, Alavés, Veléz e Universidad de Chile…

    Chegou ao Lanús em dez24 e tem bom aproveitamento de 55,8% (22V 16E 11D)…

    Adota o 4-2-3-1 como base tática, com variações para o 4-4-2 defensivo ou o 3-2-2-3 ofensivo…

    ESTRATÉGIA PROVÁVEL DE PELEGRINO

    Deve entregar a posse da bola ao Atlético para esperar erros e explorar contra-ataques. E fechar o meio com Cardoso e Medina para obrigar o Alvinegro a jogar pelos lados…

    Deve explorar o lado direito da defesa atleticana com Salvio e Moreno na transição. E forçar bolas longas em Castilho para aproveitar sua força física no miolo defensivo alvinegro…

    E vai baixar o bloco, se sair na frente, podendo recuar para o 5-4-1, em ferrolho, passando uma carreta na frente do gol de Nahuel Losada, para cozinhar o Galo, e espetar contra-ataques para tentar matar a partida…

    FAVORITISMO

    No mundo das apostas, o mercado vê o Atlético como favorito, mas não descarta prorrogação. O Lanús é a zebra com potencial para “zebrar” (vencer)…

    A BATALHA DE ASSUNÇÃO

    É jogo duro, com previsão de forte calor acima de 30’ graus, que pode se tornar muito desgastante pela esticada da partida na prorrogação e disputa de pênaltis…

    Não se deve descartar o risco elevado de atritos provocados pela Torcida Granate que é dada a confusão para contaminar o gramado com pressão e forçar o jogo mais no campo emocional…

    Haja Coraçãoooooo!!!

  7. Bom dia, prezados Atleticanos

    A massa merece esse título. Por tudo que passamos desde as perdas da CB e da LB, esta última com 01 jogador a mais desde o 1º min.

    Quando o goleiro é o melhor do time ao longo do ano fica claro que há algo errado.

    Eles são fortes em bolas paradas. Então, que os defensores evitem faltas perto da nossa área e escanteios de graça.

    No mais, é torcer pra que nossos craques provem que estão coletivamente unidos, mentalmente equilibrados, fisicamente fortes e tecnicamente diferenciados.

    Estes requisitos fazem a diferença numa decisão valendo taça. Voltar CAMpeão, Gaaalôoo!!

    1. Quatorze parafusos de titânio! O que? Hein? Deixa que aclaro mais adiante. Eis que hoje é oito ou oitenta. Em oito amargamos mais um vice e sangram todas as feridas e transbordam todas as decepções. Em oitenta é a restauração do que tava fragmentado, libertadores fase de grupos, hemorragia de alegria. A massa tá em Assunción vertendo animação e apoio. É título que merece sim a comemoração. No entanto, não olvidemos que o aguerrido adversário almeja o mesmo trunfo. E dentre as motivações tantas para se entregar a derradeira gota de suor alvinegra no Defensores del Chaco está o resgate definitivo da selvageria que Lanús e torcida proporcionaram nos 4×1 de 1997. Foram necessários 14 parafusos de titânio para fixar e recolocar no lugar a mandíbula do técnico Leão. Eu acho que o Galo merece. Por una copa más!

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