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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Vitória e virada sem brilho

Decididamente! Esse time não vai me fazer desistir do Galo. Tem muito Torcedor que anda desanimado, a comprovação está no público presente nos jogos, mas eu vou resistir e irei aos jogos enquanto minhas pernas aguentarem e alguma força me manter em pé. O que vimos ontem não foi nada diferente da maioria dos jogos recentes. A Massa, ainda que comemorando a vitória magérrima, voltou para casa indignada, insatisfeita e desencantada. Foi uma vergonha coletiva. Adversário não veio para jogar, juiz fraco e sem personalidade, já o nosso time sem ação diante de uma equipe fraca, sem rodagem e com treinador que acabou de assumir o comando.

O amigo Zé Eustáquio, com toda propriedade, disse que o nome do time argentino deveria ser Dodói Cruz. Usaram e abusaram do antijogo tentando segurar o empate desde os primeiros movimentos da bola rolando em campo. Acharam um gol, numa falha coletiva que começa com Alonso e conta com as participações do Lyanco e Natanael. O lateral logo no início do jogo já havia permitido ao mesmo Santino Andino surpreender ao Éverson. Enquanto o árbitro, preocupante isso, foi um verdadeiro bananão conduzindo o confronto. Contribuiu com a cera dos argentinos e deu míseros sete minutos de acréscimo quando deveria ser algo em torno de 15 minutos.

Essa opção pelo antijogo é usual, que o diga o nosso goleiro que vem sendo sempre advertido. Porém merece penalização, tanto de advertência verbal, cartões, e descontar nos acréscimos. Mas o venezuelano, horroroso, não aplicou nenhuma dessas sanções e deu prorrogação protocolar. Foi tão ordinário esse sujeito do apito, que permitiu conclusão de jogada e cobrança de escanteio com seus sete ridículos e econômicos minutos de acréscimo vencidos. Posso suspeitar sim, de algum tipo de interesse nessa decisão com os argentinos. Diante disso, concito a nossa gestão a envidar esforços junto a Conmebol. Se aqui na nossa casa foi assim, imaginem no providencial estádio sem segurança para uma partida de futebol podemos esperar na próxima quinta-feira. São coniventes com esse jeito argentino de decidir.

Ao que interessa que é o nosso time. Para enfrentar esses gringos, vamos ter de jogar muita bola. Muito mais do que aquilo que presenciamos ontem diante de 23.247 pagantes. Vergonha um público tão pequenininho diante do histórico de recordes que o Galo construiu ao longo da história. O time começou mal e foi assim até os 15 minutos do primeiro tempo, quando a Torcida cantou alto e fez os caras dentro de campo acordarem. Mas durou só 10 minutos e voltou a mesma morosidade. Até tinha um domínio aparente e mais posse de bola, entretanto sem qualquer apetite. Aí veio o tento deles, que já estavam segurando o jogo, e o Galo aceitou a situação. Empatamos com Arana no final do primeiro tempo, mas Rony estava em impedimento. Discutível a posição, que acabou alimentando ainda mais a resistência com o jogador entre os Atleticanos.

No segundo tempo foram três mudanças no intervalo, mas manteve quem também não vinha produzindo. Menino e Rony, que acredito perderam suas derradeiras oportunidades de titularidade, junto a Scarpa deram lugar a Alexsander, Igor Gomes e Biel. Aparente melhoria foi percebida, mas cresceu mesmo foi com uma substituição inusitada. Dudu entrou na função do Cuello que estava péssimo, mas quem saiu foi Natanael e o ponta esquerda foi para a lateral direita. Pirei, pois não é que o jogador que todos queriam sua substituição, deixou a condição de um dos piores em campo para se qualificar entre os melhores. Pode ser a solução para essa carência na posição. E foi dele, Cuello, o empate que valeu. Menos mal, mas o ideal era vencer, aí o Cucaboll pirou de vez. Tirou Lyanco, amarelado (novidade) e pilhado, promovendo a estreia do Reinier.

Pois que o novo contratado foi decisivo para o gol da virada. Reinier já entrou chamando a atenção e a responsabilidade. Seu toque refinado na bola encantou ao desencantado Atleticano na Arena a nas imagens de televisão. E foi num cruzamento de outro novato, Biel, que o novo dono daquela posição – sim estou decretando a titularidade para o Reinier – de peito ou de barriga fez a assistência para Hulk virar o placar. Foi festa pelo placar e o anuncio da vitória, insuficiente para apagar o péssimo rendimento do time comandado pelo Cuca nos jogos recentes e no primeiro tempo de ontem. Que que é aquilo? Um horror no gramado. Nossa sequência é pesada, que cheguem logo os dois reforços que ainda muito carecemos. Zagueiro e volante, sob pena de jogar a temporada fora pelo ralo da morosidade. O tempo conspira contra a gente. Mexam-se!

*fotos: Pedro Souza/Atlético

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