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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Todo mundo é Atleticano

Max Pereira
@pretono46871088
@MaxGuaramax2012

Já contei e recontei a historia de meu batismo em preto e branco inúmeras vezes e, mesmo tendo passado tantos anos, mantenho vivos em minha memoria aqueles dois gols de Tomazinho, um craque goiano que brilhou com o manto sagrado entre a segunda metade da década de 50 até os primeiros anos da década de sessenta do século passado.

Ali entendi o que significava aquele brilho nos olhos do meu pai, todas as vezes que o Atlético era o centro de sua atenção. Para um garoto de apenas seis anos de idade a investidura desse sentimento de atleticanidade, até então algo apenas platônico, foi algo que só o galista consegue compreender e, melhor, vivenciar. 

Mais que uma frase de efeito, aquelas palavras que ouvia ora de meu velho e saudoso pai, ora de um tio e padrinho, hoje também ausente e de tantas saudades, foram mais que compreendidas. Foram internalizadas como um princípio científico inquestionável: “todo mundo nasce atleticano. Alguns, entretanto, degeneram”.

Causos como o daquela senhora rica que, ao comemorar a derrota do rival no mundial de clubes diante do Borussia, cantou e dançou de mãos dadas, no alto da avenida Afonso Pena, com um morador de rua cuja única identidade era uma velha e surrada camisa preta e branca, expressam de forma vigorosa esse sentimento de atleticanidade que tomou conta de mim para todo o sempre, amém.

Aqueles dois seres, completamente diferentes, por alguns momentos que pareceram eternos, transpuseram todas as barreiras que a escala social lhes impunha e, acredite quem quiser, deram-se as mãos e bailaram juntos, cantando o hino mais lindo do mundo. Aqueles dedos sujos, cujas pontas eram cobertas por unhas enormes e enegrecidas, apertaram e foram apertados por mãos finas, bem cuidadas, ensimesmadas por unhas bem tratadas e coloridas por um vermelho grená, onde se destacava um anel com um valiosíssimo solitário.

Este e outros casos como o daquele atleticano que não acompanhou a mulher até a maternidade e só foi conhecer o filho recém-nascido depois do jogo do Atlético ou daquele outro alvinegro que não acompanhou o enterro da própria mãe por que no mesmo horário o Galo jogava no Mineirão, estão contados em detalhes e com pitadas de humor, no artigo “MARCAS DE UMA PAIXÃO EM PRETO E BRANCO. HISTÓRIAS OU ESTÓRIAS? QUEM SABE?, publicado em minha coluna “PRETO NO BRANCO” no Fala Galo em 14 de abril de 2020.

As histórias que contei naquele artigo dão razão àqueles que sempre dizem que o Atleticano precisa ser estudado. E lembro uma vez mais que ele já foi estudado várias vezes. Teses antropológicas, cujo tema central era o torcedor do Atlético e sua paixão ímpar, já foram defendidas. Aqui renovo a sugestão para que elas sejam pesquisadas e lidas. Vale a pena.

Já escrevi mais de uma vez que os estádios de futebol haviam se tornado o espaço naturalmente mais democrático do país, onde o pobre e o rico, o branco, o negro e o índio, o analfabeto e o doutor, o crente e o ateu, o materialista e o espiritualista, o religioso e o agnóstico, o trabalhador e o capitalista, o patrão e o empregado, o chefe e o subordinado, o homem e a mulher, a criança e o adulto, o jovem e o velho e o hétero e o homossexual se misturavam e se igualavam na paixão, na alegria, na tristeza, na agonia e no êxtase, na frustração ou na redenção, na vitória e na derrota, no grito do gol ou no gozo de uma jogada genial. 

Desculpem aqueles que a vida, por alguma razão infeliz qualquer, não os tornou atleticanos, mas não tenho nenhum pejo em afirmar que nenhuma outra arquibancada que não seja a do Atlético retrata essa discrição com tanta fidelidade. 

Impossível não lembrar sempre daqueles que, enquanto estiveram entre nós viveram suas vidas em preto e branco, i.e., viveram o Atlético e nada mais importou. E, dentre eles, os mestres Roberto Drummond e Kafunga. O primeiro assim sintetizou a alma atleticana:

“Se durante uma tempestade, houver uma camisa preta e branca, pendurada em um varal, o atleticano torce contra o vento”. E, esteja onde estiver, o genial escritor e jornalista atleticano já percebeu que o vento perdeu.

Baluartes da crônica esportiva mineira, Drummond e o velho, pré-histórico e emblemático ex-goleiro atleticano, cada qual à sua maneira e a bordo de sua verve peculiar, sustentaram o sentimento de atleticanidade durante décadas, arrostando uma narrativa predominantemente hostil ao Atlético que até hoje é destilada aqui ou ali. E deixaram um legado que hoje o guru Eduardo Ávila honra com maestria neste espaço.

Não sem razão a opinião de Kafunga era alvo de tentativas de desconstrução com aquela recorrente e abjeta observação, maldosamente dita e repetida até mesmo por seus pares na imprensa: “Ah! Mas o Kafunga é atleticano!” Era e é como se o fato de ser atleticano fosse um indicativo incontroverso de falta de credibilidade.

Mas, o saudoso Olavo Leite Bastos não foi o único alvo desta tentativa de desconstrução do sentimento de atleticanidade, que já perdura há décadas e é cada vez mais perceptível, até mesmo para o mais incauto dos observadores.

Não é de se estranhar que políticos, governantes, dirigentes de entidades diversas, artistas, empresários, jornalistas, etc., tenham a sua idoneidade questionada por não atleticanos, simplesmente porque, de fato, torcem para o Atlético. Vídeos e áudios circulam constantemente por aí “acusando” este ou aquele de ser atleticano. Mais que ridículas, essas “acusações” soam como uma espécie de criminalização desse sentimento de atleticanidade.

Embebido nesse sentimento que só o atleticano é capaz de entender, entendo que, nestes tempos em que um novo Galo parece surgir no horizonte, nada é mais propicio ao galista do que reinaugurar a sua relação com clube, se despindo daquele ranço de que se é Atlético tem que ser sofrido.

Não atoa, o hino do Atlético exalta o orgulho de ser atleticano e não a vaidade. Se a vaidade tem a ver com o que queremos que os outros pensem de nós, o orgulho está mais relacionado à opinião que temos de nós mesmos, à nossa autopercepção. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa, e é preciso destacar que, ao contrário da vaidade, nem sempre o orgulho é ruim. E a principal diferença entre orgulho e vaidade é que o primeiro é um sentimento, além de humano, positivo e natural, enquanto a segunda é um sentimento negativo.

Sim, somos todos atleticanos e com muito orgulho. E o time do Atlético somente manterá “ad eternum” a chama do orgulho de vestir e lutar pelo manto sagrado que nesses últimos jogos já começa transparecer no olhar e na postura de seus jogadores dentro de campo se e, somente se, fora dos gramados esse sentimento tiver correspondência no seio da massa. Uma retroalimentação sinergética. Um moto contínuo de paixão.

27 thoughts to “Todo mundo é Atleticano”

  1. Caros,

    N vamos BAIXAR a guardar, de jeito nenhum. CUIDADO com o conversa MOLE, distraído! O jg contra a chapecoense é a próxima grande decisão…VAMOS JUNTOS!!!

    OS DUELOS – (Oh! antigamente, tudo na mão):

    o pobre e o rico,
    o branco, o negro e o índio
    o analfabeto e o doutor,
    o crente e o ateu,
    o materialista e o espiritualista,
    o religioso e o agnóstico,
    o trabalhador e o capitalista, (o contrário do TRABALHADOR é o CAPITALISTA é? Vixe mainha, esse tal CAPITALISTA é quem então?)
    o patrão e o empregado,
    o chefe e o subordinado,
    o homem e a mulher, a criança e o adulto,
    o jovem e o velho (futebol, dentro de campo, é negócio de JOVEM…se velho ñ pode ser ENTREGADOR DE RAPADURA…a pior coisa q pode acontecer ao VELHO é chegar nessa idade ENTREGANDO RAPADURA, dureza, viu!)
    e o hétero e o homossexual (se politicamente correto a gente pode se expressar, nas resenhas apronto antes do clássicos, na externa do Mineirão, MARIA ñ passava de jeito nenhum no espaço demarcado JOÃO e vice versa, so prá constar).

    CORAGEM PRÁ DIZER A VERDADE:

    Torcer contra o VENTO, derrotar o VENTO é glorioso? NOSSO HINO, NOSSA LETRA, na contra mão! fato! Quem vos fala Prova e BOTA FOGO, qnd queiram? Viva o YOUTUBE, a Grande Literatura Brasileira e as velhas e amareladas colunas do JB/EM!

    Tá na hora de fazer valer o LUTAR LUTAR LUTAR (dizem sofrer 3x) e o VENCER VENCER VENCER! O tempo é agora!!! Ñ tá na hr da dispersão! SINERGIA TOTAL, ñ tá na hr do lullu, tá na hr do Pitbull, e se ninguém é dono da verdade, ninguém vai nos ensinar a torcer pelo NOSSO GALO, esse o NOSSO LEMA!

    O Brasileiro tá fora do prumo, …. segunda é NOIS!

    Abs aos Atleticanos de Coração (Desse Ano ñ passa, vai Explodir! Segura, velho guerreiro!)

    1. Caro, trabalhei até nesse exato momento. Aprovei seu comentário, como em outras ocasiões, fazendo leitura rápida.
      Relendo, como pode perceber, cortei duas partes. RELIGIÃO (AINDA MAIS DA FORMA DEBOCHADA QUE FEZ) E POLÍTICA (POR MAIS SUBLIMINAR QUE SEJA E NEM FOI) FOGE AO PROPÓSITO DESSE ESPAÇO.
      Recentemente, como sabe, atirei na lixeira dois comentários vindos com essa mesma conotação. Como hoje, em função do meu trabalho profissional, passei batido então optei por editar. Ainda que intempestivo. Deveria ter, a exemplo dos anteriores, atirado na lixeira.
      Se o espaço deixar de ser lugar pra expor nossa Atleticanidade, não faz sentido.
      Estou blogueiro por amor ao Galo, sobre política e religião – que tenho minhas convicções – evito aqui no blog. E tem quem me provoque diariamente querendo minha manifestação. Mas o foro é outro.
      Respeite, por favor, e não provoque. Só te peço isso.

  2. boa tarde Eduardo e massa e Max pereira. em primeiro lugar os jornais portugueses anunciam que Benfica pretende contratar o melhor lateral esquerdo do Brasil o arana por 6 milhões de euros. não acredito que esta diretoria vai doar mas um jogador se isto acontecer que interna todos no hospícios. rsrs. no mínimo arana vale 25 milhões de euros porque qualquer jogador meia boca vale dezenas de milhões de euros aqui na Europa . sobre ser galo não tive influências de familiares comecei torcer para o galo ouvindo jogos no rádio de pilhas do meu irmão escondido porque ele não gostava de futebol. aí surgiu um galo doido. ótimo final de semana a todos amigalos. vai galooo.

  3. Pois é! Todo mundo é atleticano. Mas vejo hoje anúncio de como serão os mega festejos da inauguração da arena. Será que a massa atleticana vai ter acesso? Clube que tem dono é isso mesmo. Capacidade para 40.000 é claro que não dá prá todos num só dia, Mas será que não teriam uma outra forma de exatamente na inauguração programarem eventos, de graça, ou preços módicos que dessem prá cobrir as despesas básicas apenas, a fim de que aqueles que construiram na verdade este grandioso clube de futebol pudessem dizer em alto e bom som: estive na inauguração da arena do galo? Talvez eu até esteja habilitado financeiramente a ser um dos pagantes dessa mega inauguração. Mas se a massa não puder ir, não vou.

  4. Olá amigos da bola!

    A meu ver, Emanuel Carneiro disse tudo sobre o Galo em seus comentários ontem! Comentários pertinentes…..

    O Galo sofre muito para vencer, Com baita elenco que tem, era para ser bem fácil… se tivéssemos treinador!…

    Esquema tático do Cuca é ridículo para esse baita elenco

    Vence, sofre muito! Muito retraído, não agride adversário. Toma porrada tempo todo, até quando dará certo?

    Até quando dará certo?

    Esse elenco merece treinador melhor, ofensivo/argentino!

    Cuca é pequeno para o Galo/elenco

    1. André e amigos,

      Estou resistindo a comentar os diversos posts aqui postados em relação à forma reativa de jogar que o Atlético está adotando a partir do momento em que consegue uma vantagem no placar.

      Virou mote para um próximo artigo. Por hora, alerto para os comentários de formadores de opiniões sempre hostis aos interesses do Galo.

      Saudações alvinegras.

  5. Boa tarde amigos do Galo.O Vasco anuncia venda de Talles Magno para o New York City por um valor próximo da R$62.000.000,00 . Talles Magno ainda é uma promessa, tem 18 anos e recentemente passou por uma séria contusão . Guilherme Arana, 24 anos, experiência internacional, melhor lateral direito do Brasil, ótima forma física, atleta muito profissional. Aí me aparece o Benfica e faz uma proposta de R$ 39.000.000,00? Alguém consegue me explicar isto?Com base no valor da negociação do jogador do Vasco, o Arana, pelo fubebol que joga e o momento que está vivendo no NOSSO GALO, tem que ter valor de mercado de no mínimo R$90.000.000,00. Ou por ser jogador do Galo vale menos?
    P.S. Eu penso que ele deve ficar por aqui no mínimo até o final de 2021.

    1. Concordo com sua indignação, Ricardo Divinópolis, mas uma retificação é necessária: R$ 39 milhões seriam apenas, o valo da proposta feita pelo Benfica e não o valor da venda (possível venda). Abraços!

    2. Tem outra coisa fácil de explicar o Arana é lateral esquerdo e o Talles Magno é atacante, ou seja muito mais valorizado no mercado mesmos o Arana sendo melhor do que ele

  6. Em esportes que envolvem combate entre duas partes, a postura de atacar o tempo todo só é eficiente quando há importante superioridade técnica e física. Caso contrário, a vitória está no ataque ao erro do oponente. Ano passado o Galo perdeu o título porque o burro do Sampaoli não conseguia perceber isto; alías, perdeu em contra-ataques fatais.

  7. Sinval, Afonso e Osvaldo
    Mexicano, Zé do Monte e Haroldo
    Lucas, Ubaldo, Joel, Gastão (TOMAZINHO) e Amorim

    Esse foi o time-base do Galão que conquistou o primeiro tri-campeonato da nossa história (1952/1953/1954). No jogo final derrotamos o Cruzeiro por 2 X 0, gols de Ubaldo (não tenho certeza) e Joel (esse eu cravo!), que veio de Divinópolis para o Galão. Abraços!

    Por hoje é só!

    Galooooooo!!!!!!!!!

  8. Enquanto não sairmos dessa balela de que tudo tem que ser sofrido no Galo não vamos ganhar nada. Em algum momento esse fatídico 1×0 vai dar com os burros n’água, como foi contra o Fortaleza.

    Quando meu pai veio de Dores do Indaiá com esposa, filha e este que vos fala a caminho, há 63 anos, torcia para o Vasco e com o tempo se tornou cruzeirense, mas nunca tentou influenciar os filhos em relação a isso. Quando colegas do trabalho queriam me levar para o estádio, não deixava porque não queria que eu ficasse fanático.

    Os vizinhos gêmeos univitelinos César Augusto e Augusto César (que já chegaram em casa de braço quebrado e que se alistaram na Marinha, tudo sem o outro saber, entre outras histórias) me deram o empurrão para ser tão atleticano. Mas naquele tempo criança brincava na rua e só aos 11 anos, antes da Copa de 70, eu comecei a seguir o Galo sem jamais ter parado. Dei sorte para a seleção no ano que nasci com o primeiro titulo e para o Galo ao quebrar o penta que o falido tinha.

    Quem viu esquadrões jogando muito sem voltar bola para o goleiro não se conforma com o futebol atual. E não é só do Galo, falo isso do futebol que tenho visto na Eurocopa e na Copa América, tudo mais do mesmo, com raras exceções.

  9. Saudações Alvinegras.
    GALÃO rumo ao topo e em busca de todos os títulos, elenco forte e dito em verso e prosa por todos como um time chato de ser batido e Cínico como andam nos chamando, um time cirurgíco.
    Bica Bicudo
    GALÃO É SÓ ORGULHO , SÓ ORGULHO
    Feliz por ser Atleticano.
    Forjado na dor, nas injustiças e no Amor

  10. Sou Atleticano de família alvinegra desde sempre e muito feliz, porém, nem por isso vou soltar foguetes até nas derrotas…

    Cada um de nós vive sua Atleticanidade da maneira que se sentir melhor e é assim que têm que ser…

    Controvérsias entre torcedores sempre vai ter em qualquer lugar do planeta, então, conosco não pode ser diferente e aqui mesmo neste espaço vivenciamos isso todos os dias…

    Mas uma coisa é certa, todos nós queremos o nosso CAM vitorioso dentro e fora de campo, fato!!!!!

  11. DOMINGOS SÁVIO,

    acabei de enviar meu comentário e vejo o seu publicado .

    No tocante à canga na torcida creio termos combinado o que escreveríamos .

    É cada uma que parece duas !
    Meudeusdoceu !!!

    1. Boa tarde. O que mais espanta: a insistencia.
      Parece tao obvio que as pessoas sao singulares. Essa lenda de apoio incondicional nunca existiu no Galo. Silvestre, Ortiz, Marcio Paulada, sabem muito bem disso. Mas, nos tempos modernos a maioria abdica de analisar os fatos para repetir modismos da hora. Essa de saber sofrer (desculpe a redundancia) é sofrivel.

  12. Salve Massa, Max e Guru!
    Que se f#@! o jogo reativo, eu quero é os três pontos. Em 1982 vimos a melhor seleção de todos os tempos ser eliminada pelo jogo reativo e o que ficou na história foi: futebol bonito de se ver, mas que não ganhou.

    O clube sempre foi muito criticado por não ganhar jogos fora de casa e por causa disso perdeu inúmeras oportunidades de ser campeão brasileiro, agora quando ganha aparecem os descontentes criticando o futebol praticado, mas esquecem que no ano passado demos um chocolate no Botafogo, mas no final perdemos. Então…eu quero é ser campeão!

    #Viva o futebol reativo, mas que traz resultados!

  13. Uma das melhores coisas que o futebol proporciona é a resenha .

    Numa mesa de bar , então , vara-se uma noite inteira nas discussões .

    Hoje temos o ÁVILA a nos fornecer a cerveja e o torresmo .

    E é muito bom essa parada por aqui.
    Cada qual com seu cada qual , com sua opinião e suas certezas.

    Temos até fiscal de corneta , aquele que , ao condenar as falas de uns e outros , qualificando-os de cornetas, estão, ora vejam só, cornetando!!!

    As narrativas , então , são um prato cheio .
    O time toma um sufoco monstro do adversário e o corneta que não é corneta diz que é um esquema de jogo do Cuca que , ao fazer um gol, torna o time “reativo” .

    Outros dizem que o Atlético pratica um futebol inteligente, ou seja, faz um gol e administra, e que nós, torcedores que nada entendem de bola, temos que nos acostumar a sofrer , pois só este caminho que nos levará às glórias das conquistas .

    São tantas as certezas de cada um que fico a imaginar a satisfação que lhes dá ao concluir seus textos .

    Seguramente , é a mesma que me assalta .
    Crendeuspai !!!

    Se o ÁVILA , que rege este Canto com a pureza do torcedor comum, a mim me permitir, gostaria de sugerir a leitura e os vídeos do Rica Perrone.
    Futebol RAIZ , sem devaneios !

  14. O Galo está no caminho certo. Fazendo mais pontos fora de casa do que em casa. Para maior garantia, penso que deveria alternar marcação alta, no campo do adversário, com marcação média, no seu campo, evitando a marcação baixa, com os zagueiros dentro da área. Ficar na média do técnico anterior com o Cuca atual.

  15. Após a goleada no sul , 1 a 0 , no outro dia, plpocaram manchetes na midia esportiva …… jogo covarde e medroso do galo …… Galo insiste em não voltar pro segundo tempo ….. pet acha que inter foi melhor e resultado foi injusto …… flamengo chega ao nível de perfeição no futeboi ( isto após jogar contra o poderoso curitiba , saco preferencial de pancadas na serie a e b ). O que filtrar de tudo isto, amigo Max ? O que esconde nas entrelinhas estas asneiras, amigo Max ? Respondo : Duas coisas. A primeira é que a sequencia de vitorias de nosso time começam a incomodar , sinal de que estamos no caminho certo , certíssimo. A segunda , amigo , é o ranço contra nós , contra nosso amado clube. Recorrente , e que se manifesta sempre quando as coisas começam a funcionar pro nosso lado. Um despeito, uma inveja sem tamanho , que mostram que este odio engarrafado e enrustido , no fundo, no fundo revelam que nos admiram e queriam ter um clube como o nosso ,que desperta idolatria e paixão . Jamais serão , nem

    com campanhas massacrantes da midia a seu favor, décadas após decadas. Tudo normal , abaixo da linha do equador : galo belísssimo na fita, o outro time da região atolado num lamaçal , lutando com facas nos dentes e sangue nos olhos pra não ficar confinado na B, ameriquinha , como sempre, vivendo sua realidade , ou seja , levando porrada de todo mundo . Tudo normal , esta é a realidade

    1. Caro Evandro, boa tarde.

      Vc já respondeu e bem às sua perguntas. Aliás, pegou bem o espírito da coisa. Assino embaixo.

      Saudações alvinegras e muito obrigado.

  16. Bom día Max. Bom día a todos. Tempos difícieis. Agora resolveram colocar canga na torcida. Jogo reativo, saber sofrer pra mim nada mais é do que ressuscitar Valdemar Carabina, Parreira e outros adeptos da retranca. Ja ouviram falar que ” a bola pune”,? Lamento , mas sem contratacoes de zagueiros uma hora as falhas do Rever irao pesar. Me lembro da contusao do Marques na reta final do Brasileiro, ai apareceu o Curê……Temos de reforzar esse elenco para ganhar o Brasileirao. Respeito a filosofía Lugaliana e seus seguidores, mas discordo, pois a prevalecer a máxima de que só a existencia do Galo é motivo de felicidade nao precisamos ganhar nada mesmo. Na minha opiniao quem gosta de sofrer e torcer deveria torcer para o América.

  17. Bom dia, Eduardo, Max e Canto do Galo!!!

    A 4a rodada do BR21 fechou ontem e o Galo segue em 3′ lugar em pontos ganhos e também em 3′ lugar se se olhar a campanha pelo aproveitamento.

    O Flamengo, o Athlético Paranaense e o Grêmio, principalmente, estão com menos jogos e suas classificações não espelham a realidade da tabela que não está totalmente fechada.

    Ainda sobre o jogo do Galo como visitante em Porto Alegre, ótima a goleada de 0 a 1 do CAM sobre o Inter que é sempre um adversário difícil e complicado.

    Aliás, não há neste Brasileirão jogo fácil. Todos os jogos serão difíceis, uns mais e outros menos.

    Segundo Cuca na entrevista pós-jogo, o Atlético soube sofrer na partida. Hulk, também na entrevista, disse a mesmíssima coisa. Isso é bom, de discurso alinhado entre o técnico e os atletas, pois sinaliza paz no vestiário.

    Já o jogo do Galo, de procurar saltar no placar com um gol a frente e recuar o time para dar estocadas em contra-ataques, parece ser a estratégia de “jogo sofrido” desejada por Cuca e assimilada pelo elenco atleticano, porém, ainda não assimilada pela Torcida.

    Não fosse aquela derrota para o Fortaleza na rodada de estreia do BR21, o Atlético hoje estaria com 18 jogos invictos.

    Além disso, é preciso ressaltar que o Atlético está há 9 partidas sem perder como visitante. Muito importante isso para manter acesas as chamas da esperança de conquistas no restante da temporada.

    Toda vez que o Atlético naufragou no Brasileirão foi geralmente por maus resultados do time como visitante.

    Ainda sobre esse negócio de “jogo sofrido” da equipe, em estratégia desejada por Cuca e assimilada pelo elenco, penso que o melhor seja o torcedor atleticano se acostumar com isso e também aprenda a sofrer (kkkkkkkkk).

    É bom lembrar que no Brasileirão, para ser campeão, é preciso ter defesas robustas, pouco vazadas e com poucos gols tomados.

    Em razão disso, estimo que o Galo de Cuca seguirá nesse modelo de jogo recuado, reativo e sofrido.

    Paciência…

    Eu já me acostumei com esse modelo reativo. Se Cuca deseja e os jogadores compraram a ideia o melhor será a Torcida apoiar mais e cornetar menos.

    Mas como a Torcida Atleticana virou o Reino dos Cornetas, acho que o atleticano, regra geral, vai ficar com um pé atrás nisso e não vai entrar nessa onda a quem chamará de “modinha”.

    Assim é o Galo!!!

    O Reino dos Cornetas!!!

    Vamoooooo Galooooo!!!

  18. Bom dia, Eduardo, Max Pereira, atleticanas e atleticanos felizes com o Galo prudente, cauteloso e inteligente. Aos que não estão felizes eu recomendo o chá de camomila porque o jogo do Galo agora é esse.

    Parafraseando o AmiGalo VIANA, devemos esquecer o Galo que foi e enaltecer o Galo que é. Isto mesmo, “é,” presente e indicativo de qualidade. Nós aprendemos ao longo de décadas a apoiar incondicionalmente o nosso time, apesar das inúmeras decepções que ele sempre nos proporcionou. Agora que o Galo tem uma nova postura em campo, jogando um futebol lúcido e coeso, contando com a harmonia do elenco em torno do objetivo comum a todos que é a conquista dos títulos disputados, não há motivo para questionamentos sobre o que deveria ser. Temos que nos unir em torno do que estamos vivendo porque esta é e será doravante a nossa realidade.

    De que adianta ficar lamentando uma esplêndida vitória por um a zero diante de um adversário que sempre foi sinônimo de tristeza para nós, querendo mais gols e jogo bonitinho se o resultado é o mesmo que se busca numa disputa, ou seja, os três pontos? Vitória é vitória e não importando como é conquistada ela nos leva ao topo. Subimos doze degraus na tabela com três vitórias de um a zero. Se você quer mais, não acha que está exagerando? Relaxe, esqueça o que foi, louve o que é e seja feliz.

    Este é o Galo que temos agora, este é o Galo do momento, este é o Galo que está se preparando e tem tudo o que precisamos para sair de uma quase interminável fila de cinquenta anos. Quantos atleticanos nasceram e se foram sem ter a felicidade de ter visto nosso time campeão? E agora que podemos ter nítida esperança de realizar o nosso sonho, vamos ficar choramingando? Chega. Ninguém precisa ser adepto do lugalês. Basta ser o atleticano que você sempre foi e curtir o momento vitorioso do nosso Galo.

    Não há garantia de infinitas vitórias e nem de títulos. A única garantia é a de que estamos num dos melhores e mais lúcidos momentos de nossa história. Então, relaxe e goze.

    O GALO ESTÁ VIVO E ATIVO. JOGANDO O QUE É NECESSÁRIO PARA VENCER, LUTANDO EM CAMPO COMO HÁ MUITO TEMPO NÃO VÍAMOS E COM UM TIME HARMONIOSO E COESO QUERENDO VITÓRIAS E TÍTULOS.

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