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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Sei separar reconhecimento de gratidão

Igualmente e mais ainda sei como exercer ambos. Sem estender e já entrando direto no assunto da entrevista de ontem, invoco o testemunho dos amiGalos que frequentam esse blog que estou responsável com o compromisso maior de dar vez e voz ao Torcedor. Assino o espaço e sempre me pautei por fazer dele a amplificação das diferentes opiniões que são de interesse do time do nosso coração. Não procuramos, leitores/comentaristas e blogüeiro, a condição de donos da verdade. Sim e para tanto, desde que respeitosamente, manifestar nosso livre pensar.

Eu e muitos Atleticanos com os quais mantenho conversas acerca do nosso Galo e a história que vivenciamos – no meu caso já por bem mais de meio século – reconhecemos a importância da participação dos então benfeitores para as conquistas memoráveis de 2021. Já gratidão, um pouco diferente – embora até seja sentimento de reconhecimento – trata-se de algo relacionado a quem recebeu favor, ajuda ou presente. Portanto, reafirmo meu reconhecimento, porém gratidão é algo maior e mais sublime.

E até para ser cobrado, deve e merece ter como exemplo a própria ação de quem se julga credor desse sentimento. Fomos campeões Brasileiro e da Copa do Brasil, junto dos benfeitores antes mesmo que se tornassem investidores, comemorando com toda a nação Atleticana. A Massa e eles, juntando aos nossos milhões de pretos, brancos, pardos, amarelos, indígenas e outras classificações; católicos, evangélicos, protestantes, kardecistas e mais crenças; mulheres, homens e diferentes identidades de gênero. A festa e a comemoração uniram Atleticanas/os numa só alegria contagiante.

Pois bem, já se vão quase quatro anos dessa façanha histórica. De lá para cá, chegamos ao hexa estadual, mas títulos fora do território mineiro tão e somente aquela Super Copa Brasil. Muito festejada, mais em função do que pretendeu a cbf naquela decisão de jogo único. Tentaram fazer daquele caneco um tira teima entre Galo e flamídia que foi tão e somente vice campeão nacional do ano anterior. Foi dramática, com mais de dez penalidades de cada lado. Vencemos a pretensão sórdida dos anunciantes e interessados naquela partida. De lá para cá, com todo respeito e reconhecimento, nosso elenco foi enfraquecido pela gestão dos investidores.

Sem querer me alongar, mas quantos jogadores saíram logo depois daquelas duas conquistas e as reposições sempre em prejuízo técnico. O resultado em campo comprova o que estou afirmando. Ontem estive acompanhando a entrevista até o momento que me causou constrangimento e depois li/vi partes e recortes recebidos pelas redes sociais. Esse momento foi quando o sócio encarregado, no caso Rafael que respondia cada pergunta escorregando do questionamento, apontou para Silas e Frossard com a autoridade similar de um pretenso disciplinário de colégio miliar ou religioso.

 

 

Me veio esse sentimento de desgosto, parecia cobrar gratidão. Ora! Torcedor e imprensa, cada qual no seu papel, tem sim o direito de questionar. Na minha condição exclusiva de Atleticano, sonhei com os dias melhores prometidos. Até enquanto ouvia me esforçava por reconhecer os méritos dos investidores. Mas cobrar e até ainda que sutilmente confrontar com o pensar diferente, não me agradou e desliguei. Gratidão, reforço, deve ter quem se beneficiou com ação, auxílio ou favor. E não posso achar que enquadramos neste contexto. Talvez noutros fora da relação Galo, Torcedor, Gestão. Mas não é assunto do blog. E é da consciência de cada. Meu reconhecimento, ainda que a via não seja de mão dupla. A Massa, por exemplo, foi decisiva naquelas conquistas. Fui parceiro ao adquirir cativas, agora entro na cota de receita antecipada nessa maquiagem contábil.

Por fim, a exemplo de muitos amiGalos que proseamos ontem, seja pessoal ou por mensagens e ligações telefônicas. Mantenho minha fé Atleticana de que algum título importante ainda possamos conquistar na temporada. Estão abertas as três frentes. No BR, nossa distância para o líder é de apenas sete pontos; nas Copas vamos de mata mata até o final de cada delas. Reforços seriam importantíssimos para esse sonho e desejo. Chegadas e não saídas, como chegou a admitir o representante dos investidores na entrevista. A aguardar o que pode nos esperar. Ninguém será capaz de brochar minha Atleticanidade! Ah! Se tem algo que não me convenceu, embora seja linda a nossa Casa, foi a necessidade da construção do estádio. O templo, conforme dito pelo entrevistado, é o maior vilão dessa conta que assusta a nós Torcedores. Agora é tarde! E o Mineirão tá logo ali. Eu troco, como já disse aqui, esse passivo pela obra. Alguém quer?

Em tempo: desafiei dois parceiros de Atleticanidade e de prosas sobre essa e outras afinidades, com pensamento um tanto divergente do que estou expondo, por postar amanhã e depois (segunda e terça) suas reflexões. Seria saudável!

*fotos: Pedro Souza/Atlético

24 thoughts to “Sei separar reconhecimento de gratidão”

  1. Até agora não entendi onde foi parar o dinheiro do Shopping.
    Mais, se a intenção da SAF foi mostrar o quanto os donos são arrogantes e dissimulados, escalaram o R$ certo.
    Além do vento, torceremos contra os espertalhões.

  2. Boa tarde, meu Guru!
    Continuo lendo a coluna diariamente. COMO NÃO!
    Eu só quero saber sobre o futebol do meu/nosso GALO! Sobre direção: temos os Atleticanos capazes e apaixonados.
    Futebol para nós é em campo! Portanto, comosempre aconselha o Guru: SIGAMOS!
    Agradecido por nos representar fubolisticamente, Abraços!

  3. Ao contrario desta esperança de titulos que voces tem, nem consigo imaginar num momento tão complicado como o que vivemos que importancia tem esses titulos, ah pela premiaçao, não faz nem cócegas na divida. Em relação á entrevista de ontem, antes não tivesse vindo a publico dizer nada, parece um parasita e não um empresário. Esta é sem duvida nenhuma, a pior gestão financeira da historia do galo, talvez espotivamente não, mas financeiramente sim, desastrosa. Para voces que se dizem atleticanos mas andam por aí dizendo que a divida está no CPF dos donos, só digo uma coisa, não existe associação sem a galo holding, se não existe associação, não existe galo. Esses caras chegaram no galo, os benfeitores, realmente 2021 foi nosso, memorável, inesquecível, mas trouxeram com eles as dividas, as enganações (como o tal de peter greeve que nunca existiu, não como se queria), me lembro muito bem do Rubens Menim dizendo que não precisava se exigir garantias dele pois era de inteira confiança, fala serio, você acha que esses caras fazem negocios de bilhoes em suas empresas sem garantias. Ali ficou bem claro que não passava de uma enganaçao, maquiaram de maneira absurda o balanço, criando uma divida impagável para justificar o que fizeram com o galo, levaram na mão grande. Disseram que era um avanço, um exemplo de saf a ser seguido pelo planeta, dizem que pagaram 900 milhoes, desses, 600 milhoes de reais era pra pagar dividas, pagaram??? O famigerado estadio que deveria ter custado por volta dos 400 milhoes de reais ja custou mais de um bilhão e ainda apresenta problemas, e esses caras são do setor de construção, bancario/financeiro, redes de hospitais e por ai vai, somente pessoas bilionarias e que sabem bem administrar um patrimonio, então o que aconteceu com o galo ??? Porque a divida não foi paga? Porque a divida só cresce, e no ano em que o galo mais faturou em sua historia (2024) a divida cresceu quase 400 milhoes de acordo com a prestaçao de contas que venhamos e convenhamos não convence ao maior dos idiotas. A situaçao do galo é muito mais grave do que se imagina, hoje o galo é insolvente, pra quem não sabe, insolvencia é quando o patrimonio (sem ou com baixissima liquidez) é maior que a divida, porém não se possui condiçoes de manter pagamentos; a outra situaçao é a falencia, quando a divida é maior do que patrimonio com ou sem liquidez. O galo precisa hoje de no minimo 800 milhoes de reais de injeçao de capital, para nós, impensável, já para eles donos da galo holding, uma ninharia, pois são todos BILIONÁRIOS, más pense, é interessante injetar qualquer valor que seja ? Não, não é, porque a galo holding possui um CT (quem compraria), possui um elefante branco chamado de Arena mrv (quem compraria um estádio), o que possui liquidez são os jogadores que constituem o patrimonio, o restante como o shopping por exemplo ja foram vendidos. Amigos, a situaçao do galo é muito pior do que antes, quando apenas associação e se pagava uma coisa ou outra, hoje sendo empresa, não se paga ninguem, clubes, agentes, fornecedores, jogadores e por aí vai. A pior situaçao financeira ja vivida em mais de 100 anos. Qual solução? Bom, rezar não seria a resposta porque Deus não se envolve com futebol, então, ferrou geral.

    1. Boa noite,

      O mais interessante na sua escrita é que você não acreditava na divida anterior então porque acredita nessa agora. Quando não era deles eles mentiram, agora que é, eles divulgam.
      Sinceramente é incoerente.
      E os Transferban davFIFA também foram mentira?
      E as contrapartidas da prefeitura se foram mentira porque o prefeito da época não desmentiu?
      E os 68 milhões negociados com empresário na justiça?
      E os outros 68 milhões que fizeram do banco BTG também acionista.
      Quem prestou atenção ouviu que parte dessa divida é apenas contábil, cerca de 500 milhões, traduzindo: Não será recebido devido ser composta pelos ingressos que não serão pagos pelos donos das cadeiras e camarotes.
      Outros 400 milhões foram pela construção do estádio, lembrando que 350 foram as contrapartidas.
      E 350 milhões são com Refis do Profut alongada em 30 anos.
      Então não é casa arrasada, foi apenas transparência em balanço o que não estamos acostumados e muito menos temos o costume de manipular.

      1. Bom, se você pensa assim que não é terra arrasada e que tudo está equacionado. Não vou discutir contigo por isso. Tomara que você tenha razão.

        Ah, em momento algum eu disse que as dividas não existiam, eu disse que elas foram maquiadas, isto se faz para mais ou para menos, depende da necessidade de cada um.

        A incoerencia não é minha, é dos donos que prometeram algo que não cumpriram e sequer procuram cumprir.

        abraço.

  4. Boa tarde a todos.

    Respeito o Eduardo quando diz que tem ‘reconhecimento’ a esse pessoal da SAF pelas conquistas de 2021/22. Eu não!

    Porque o reconhecimento, a meu ver, é por aqueles que fazem alguma coisa boa de forma desinteressada. Não foi o caso! Tudo que fizeram de ‘bom’ foi no interesse deles mesmos de tomarem (não ‘pegarem’ ou ‘receberem’) o Galo da forma que queriam. Vamos aos FATOS:

    1) O Galo poderia ter vendido o shopping e pagado TODA a sua dívida lá atrás. O valor apurado pelo shopping seria suficiente para isso, porém, os ‘interventores’ mandavam no Conselho e não permitiram a negociação.

    2) Os ‘jestores’ (nessa época, mero interventores) poderiam ter mantido o perfil da dívida e entrado com Recuperação Judicial, mas preferiram endividar o clube com os bancos (de quem?) para liquidar dívidas que poderiam ser negociadas na Recuperação Judicial com desconto, sob o pretexto da Selic baixa. Pois é, quanto o Galo perdeu ao não entrar em Recuperação Judicial como todas as outras SAF? Quanto dos juros da dívida atual não é fruto da decisão estúpida desses ‘jestores’ de pegarem empréstimos sujeitos à alta da Selic? Quanto prejuizo esse pessoal deu ao Galo com essas medidas equivocadas?

    3) O Galo não precisava construir uma arena. Sobretudo enquanto não pagasse a sua dívida. O Mineirão era suficiente. Por vaidade pessoal dos interventores, o Galo entrou numa aventura de uma arena que deveria ter custado menos de $500 milhões (preço fechado, alguém lembra?) e que custou $1,150 bilhão!

    4) Os naming rights da futura arena, é claro que foram ‘vendidos’ para eles mesmos. ‘Doados’ seria o termo mais próximo da realidade. Só para termo de comparação, pagaram $71,8 milhões por 10 anos ($7,18/ano) enquanto os NR da arena do Athletico Paranaense foram vendidos por $200 milhões por 15 anos ($13,3/ano) ou a arena do Bahia, vendidos por $52 milhões por 4 anos ($13,0/ano). Nem vamos falar do Pacaembu que foi vendido por $1 bi por 30 anos ($33,3/ano).

    5) Os meios de comunicação dos interventores anunciaram que 75% das ações da SAF do Galo estavam sendo vendidas para um tal de Peter Grieve (uma espécie de fake news oficial) por $1,8 bilhão (numa época que a dívida do clube era de 1,57 bilhão). Pois bem, do final da historinha desse tal Peter Grieve até os interventores se tornarem donos do Galo foram em torno de dois meses. Sendo que o $1,8 bilhão do preço oficial de 75% das ações da SAF se tornaram $913 milhões, sendo $313 milhões trocados em dívidas com eles mesmos (que, conforme promessa, seriam os últimos a receberem). Ou seja, entraram $600 milhões, ou um terço do valor que eles mesmos estipularam para a venda de 75% das ações da SAF. Dinheiro que pagaria toda a dívida do clube.

    6) Se o Brasil fosse um país sério, essa negociata em que pessoas assumem a direção de um clube e depois vendem para eles mesmos, pela metade do valor que eles mesmos avaliaram, deveria ser objeto de investigação pelo ministério público e pela polícia! Infelizmente não vai dar em nada. E ainda vamos ter que ouvir as pessoas defendendo a destruição que fizeram com o nosso clube do coração.

    Para mim, uma frase na entrevista de ontem resume a entrevista e tudo o que fizeram com o Galo: “Não tenho vergonha nenhuma”, disse um dos que tomaram o Galo. Ao menos foi sincero!

  5. Muito desanimado, infelizmente! Embora sempre exista uma possibilidade, óbvio, de conquista de algum título neste ano, além do HEXA, o cenário me impede de ter muita esperança. Contudo, TORÇO, inclusive voltando à ARENA na quinta próxima, porque aqui é Galo até morrer!!!!

  6. Bom dia a todos! Assim como o Domingos Sávio, achei a entrevista muito boa, esclarecedora. Tirando os arroubos tiranos do entrevistado, houve disposição para responder a todas as perguntas e abertura para todos jornalistas e nao aqueles ensaiados, como imaginávamos.

    O fato é que a coisa é muito complexa e nao tem solução mágica, como nos atleticanos queremos (talvez de forma mimada também).

    A realidade é que teremos que nos contentar com um elenco mais mediano e ser eficientes em formar jogadores para ir saindo desse embroglio. Se fosse fácil como pensamos, estaria cheio de gente para colocar grana no clube, o que nao é verdade.

    Achei bacana e mudou minha percepção. Sobretudo quando contesta com dados as narrativas de que roubaram o galo e reduziram investimento.

    Baixamos nossa expectativa, vamos com o que temos.

    Abs

  7. Blogueiro, me elucida uma coisa, por favor. Li recentemente, por esses dias, que o Pedrinho intenciona comprar participação na SAF do Galo, Procede?! Fiquei meio estarrecido, entretanto, com esse 4Rs tudo é possível. São muito pragmáticos!

  8. Eu achei a entrevista boa. O Rafael tem ótima retórica, é inteligente e conhece sim de futebol, apesar dos comentários contrários.
    Mas o cerne da questão é que o Atlético não precisava NUNCA ter feito um estádio de futebol. Belo Horizonte já possuia dois equipamentos que atendiam a demanda.
    A verdade é que trocamos um shopping altamente rentável por um estádio caríssimo, que deixou uma dívida absurda. E esse “templo”, nas palavras do Rafael, é na realidade uma extensão da empresa familiar dele. Nunca será do Atlético. Qual é o nome mesmo daquele campo?

    Pra finalizar, qual a solução para a saúde financeira do Galo? Aporte. E esse aporte tem que ser bem robusto. Só assim vamos sair da escravidão dos juros. Ou eles injetam a grana, ou arrumem quem tem pra colocar.

    1. Boa noite,

      Depois de ler os comentários do blog posso dizer que boa parte do pessoal não assistiu a entrevista, outros assistiram e perderam alguma coisa e outros entrou num ouvido e saiu pelo outro por já possuír opinião formada e pre conceito sobre a situação.
      O pior é que ainda vem aqui dizer exatamente coisas que ontem foi exaustivamente explicada.

  9. Salve amigalos! Leio as postagens diariamente desde 2020 e comento muito pouco aqui.

    Sou agradecido por termos esse espaço para falar do noss querido Galo!

    Minha sugestão: Porque os jornalistas neutros não procuram esse tal de Peter Grieve para escutar a sua versão dessa história de SAF que é bem obscura para 99% dos atleticanos?

    Forte abraço a todos e um ótimo domingo!

  10. “Ah! Se tem algo que não me convenceu, embora seja linda a nossa Casa, foi a necessidade da construção do estádio.”
    Permita-me fazer um contraponto nobre escriba.
    Respeitando a opinião daqueles que comungam com o seu pensamento , não penso que a Arena seja a vilão como foi posto, mas posso repensar minha opinião se as perguntas abaixo forem respondidas:
    – Será que o faturamento do shopping, chegaria ao patamar do que a Arena fatura?
    – “E o Mineirão tá logo ali”. Se o Mineirão é esta Coca Cola toda, porque nosso ex rival tem reclamado da arrecadação e das taxas exorbitantes que paga?
    – Em uma renda de 3 milhões quanto o clube arrecadaria no Mineirão e quanto arrecadaria na Arena?
    – No Mineirão quem é que tem a preferência, o clube ou os shows?
    – Alguém acredita que os rivais iriam fazer uma parceria para administrar o Mineirão?
    – A divida pela Arena está contaminada pelas contrapartidas. Isso foi esquecido?
    – Se a Arena foi um mal negócio, porque outros times têm ou estão pensando em construir as suas?
    – Nossa grande vilã no endividamento, são as dívidas onerosas e de onde eles vêm?

    Para mim, estamos com um olhar muito imediatista em relação a Arena, que já se provou rentável e creio, depois de paga, será uma excelente fonte de renda.
    Bem, é o que eu penso mas como dito por aqui, não quer dizer nada.

    1. opa, eu posso responder algumas de suas perguntas: o rival tem arrecadado mais que o Galo jogando no mineirão;
      o rival desta vez fez um acordo com a administradora do estádio e agendou seus jogos com antecedências , tendo preferência em relação aos shows;
      outros times estão pensando em construir, mas times de grande torcida já viram que estádio de – de 50 mil é pouco. o ticket médio fica muito caro para ter o retorno e elitiza a torcida, principalmente em grandes metrópoles, que tem capacidade, sim , para públicos maiores corriqueiramente, que é o caso da grande Beagá.

  11. Prezados Ávila, atleticanas e atleticanos!
    Estamos vivendo o último “canto dos cisnes”. Entramos num teorema de difícil solução. De uma expectativa promissora ba época, para um desastre real. Muitos de nós acreditávamos que o estádio próprio configuraria a salvação do galo. A realidade é cruel. Delapidamos patrimônio e hoje vivemos de pires na mão. Solução fácil não existe. Ou corta despesas, estabelecendo limite salarial, com limite digamos de 600mil mensais, ou caminhamos para um desastre sem precedentes. De boas ações o inferno está cheio. Ou voltamos os olhos para a base ou vamos continuar acreditando em “papai Noel ” . Disse numa das minhas postagens ” a desilusão dos iludidos” confrontando as minhas ideias com a fábula ” o corvo e a raposa. Vamos ser realistas: ninguém faz graça de graça. Entramos numa fria e não sei quando poderemos ver o sol novamente. Sei que não devemos mas temos que acreditar que a única solução das dívidas do galo passa pelo aproveitamento da sua base. É como penso, entendendo posições divergentes.
    Hoje e sempre, galo!!!

  12. Salve Massa e Guru

    Vou ver a entrevista como copo meio cheio, ao ouvir algumas verdades, que precisavam ser ditas, para trazer nós torcedores enxergarmos a realidade e parar de criar expectativas.
    Não vamos ter contratações midiáticas, a divida não será reduzida a curto e médio prazo, não temos como competir com Flamerda e Palmeiras em elenco, estamos atrás de investidos para colocar grana no clube.
    Então meus amigos, vamos para de nos enganar e viver a realidade do clube, que será ter um elenco dentro de nossa realidade, torcendo para que o técnico, jogadores e até nós torcedores possamos fazer a diferença.

  13. Não tive estômago p ver a tal ‘ intrevista ‘ pelo simples fato de logo após o Bhering passar a palavra ao menino herdeiro, senti q seria um desperdício de tempo. Aliás! Sobre o tempo; a arrogância e o ego altíssimo desse cidadão lembra o ‘coronelismo’ lá em 1830 e lá vai tampinha de guaraná. Que sujeito egotrip dum caralho,MDC! A egocêntridade desse mimadinho é o exemplo perfeito de como essa saf caminha a passos largos p o fracasso. Lembrando q a ARROGÂNCIA precede a QUEDA.’ Como não tive estômago, desliguei a tv, além de economizar energia elétrica não fod* com minha saúde mental e nem com meu fim de semana. Algum Atleticano desse Canto q teve coragem de seguir a coletiva até o fim poderia por gentileza apontar 3 soluções definitivas e positivas q foram apresentadas pelo herdeiro mimadinho das promessas até aqui não cumpridas,ou, p eles” ninguém prometeu o q foi prometido, só foi tempo perdido” ?! Dá-lhe Legião/Aborto Elétrico
    Pela atenção,grato!
    Saudações Atleticanas

  14. FALEMOS DA SAF

    Do BAHIA, com o CITY GROUP, o mesmo que poderia lá atrás ter fechado uma parceria com o ATLÉTICO…

    Uma pergunta óbvia seria se tivesse mantido uma parceria com o GROUP CITY o ATLÉTICO agora seria protagonista no Brasil, no continente e uma potência mundial do futebol?!!

    Pois bem…

    O balanço financeiro de 2024 da SAF City Bahia acendeu um alerta no cenário do futebol brasileiro. Apesar de uma receita recorde, o clube-empresa viu seu passivo aumentar consideravelmente, atingindo a casa de R$ 1,31 bilhão, e registrou um prejuízo milionário…

    Em meio a esse cenário financeiro complexo, fontes ligadas ao Grupo City, que controla o clube, e análises de mercado, conforme diversas matérias e no GE, indicam uma reavaliação da projeção de investimentos no Brasil, motivada por um mercado considerado “inflacionado”…

    Os números da SAF City Bahia em 2024 revelam um aumento significativo nas despesas, principalmente com a folha salarial e a aquisição de jogadores, que impulsionaram o passivo do clube…

    Informações de bastidores e análises de especialistas que acompanham a gestão do CITY GROUP no Brasil apontam para um certo “choque de realidade” e a percepção de que os custos para a formação de um elenco competitivo no futebol brasileiro se mostraram muito acima do que era inicialmente projetado, forçando uma postura mais cautelosa em relação ao futebol e o mercado brasileiro difícil…

    Voltando ao começo, pode-se admitir que o ATLÉTICO, se entrasse numa SAF com o CITY GROUP, certamente agora não seria uma potência do futebol brasileiro, continental e mundial no futebol, da mesma forma que o BAHIA não é e não se transformou…

    Padre T. dirá, em modo lacônico e dúbio, que o Brasil não é amadores, nem para juvenis, é o país do futuro e este é um país que vai pra frente…

    “Eu Acredito!!!”

  15. Bom dia Guru, AmiGalos! Blá, blá, blá…
    De boas intenções o inferno está cheio.
    Até parece que “eles” colocaram dinheiro lá e não receberam nada em troca. Levaram um terreno que, antes, fora doado, o CT do Galo, o estádio com as vendas das cadeiras, shopping, o nome do estádio que é uma p#ta propaganda. Então, como diria um amiGalo:
    “A divida é deles, mas a vergonha é nossa”
    Vou aguardar, de quem entende, ansioso as explicações mais detalhadas dessa divida em :1.4;1.8 e 2.1 bilhões. Eu, entendo de Galooo!!! de safadeza , não entendo nada.

  16. Pelo que entendí não vamos ter reforços e ainda corremos o risco de perder mais jogadores
    A nossa única saída ê a base
    Devolvam o nosso Galo

  17. Bom dia Ávila. Bom dia a todos. Ouvi a entrevista toda. Foram mais de duas horas e meia. Ninguém ficou sem ser respondido e o entrevistado se colocou e ao Clube a disposição para esclarecer qualquer dúvida dos jornalistas e ainda divulgou material escrito. Em relação ao que foi exposto, cada um tem a sua opinião, mas o Rubens Memin foi muito didático, quando utilizou as metáforas dos pratinhos e do Hospital. E depois de investirem mais de 01 bilhao( os dados foram explicados e disponibilizados), o Galo tem uma dívida onerosa que gera 200 milhões de juros ao ano. Ai ou os donos fazem novos aportes para reduzir a dívida ou arrumam alguém para fazê-lo, ou terá de reduzir o custo operacional do futebol para tirar dinheiro do futebol e pagar a dívida. Eles estão tentando arrumar um investidor. Se não conseguirem restará as duas opções citadas. Interessante notar que no Fundo de investidores do Galo( FIGA) só apareceram cinco interessados nas cotas. Eu me considerei informado e a minha percepção é que, se fosse hoje, eles não fariam o negócio, pelos mesmos motivos que o Grupo City, preferiu adquirir o Bahia e não o Galo: tamanho da dívida e pressão por resultados imediatos. Os dados que foram expostos demonstram que os adquirentes já colocaram mais de um bilhão no negócio e tem uma dívida de um bilhão de 400. Estão com uma bomba no colo. Terão que resolver. O interessante : NINGUÉM CONTESTOU OS DADOS. Sugestões: uma do Tiago Araújo, que seria colocar ações na bolsa para a torcida investir. O Rubens disse que seria maravilhoso, porém, no Brasil não existe cultura de investir a longo prazo e o futebol não gera lucros imediatos, ou seja, dividendos para os investidores. A mim os pontos que eu tinha dúvidas foram esclarecidos. Eu penso que os Menins irão investir mais uns 600 milhões para resolver essa dívida onerosa, porém não irão colocar dinheiro nos pratos do custo operacional e o prato investimento ( compra e venda de jogador) terão de se tornar autossustentáveis. O custo operacional já é, segundo os dados. A compra é venda ainda não. É óbvio que se esses dois pratos não forem equilibrados, o Galo vira um saco sem fundo para os donos.

    1. Boa Tarde,

      Perfeita a sua percepção, tive as mesma impressão e tirei as mesmas conclusões.
      O que tenho a dizer quanto a colocação de alguns com relação a achar que o entrevistado demonstrou arrogância.
      Pessoas que possuem cargos de gestores de pessoas não podem em hipótese alguma se deixar ficar inferiorizado com relação aos demais porque se não esses mesmos montam e fazem dele gato e sapato.
      Se quem acha que ele deveria se portar de outra forma é porque nunca teve essa condição na vida profissional.
      Me decepcionaria e muito se um administrador que possui milhares de subordinados nas suas empresas chegasse a frente de uma dúzia de jornalistas e outros curiosos que ganha a vida de fazer youTouber e disseminar fake News para colocar fogo no parquinho e ganhar Lake, o colocasse na parede.
      Falta completa de noção de quem pensa assim.
      É por isso que ele hoje é dono e quem pensa assim é apenas torcedor tanto quanto os outros 10 milhões.
      Inclusive ele deixou claro que criticar é bom e necessário mais não confundir com ilações e calúnias.

      1. Pois é Wellington, um amigo me ensinou: muitos querem ter opinião, porém nem todos querem observar e refletir e poucos admitem mudar de opinião. Eu sigo a filosofia de Padre Torga: se me apresentam fatos, argumentos solidos mudo de opinião. E a gente sabe que a cata de seguidores e likes, as vezes investir na mentira é mais vantajoso. Quando o título é SAF VERGONHOSA, VEXAME, Chama-se mais atenção. O Rafael disse só Sérgio Coelho: o Galo faz o maior trabalho social de uma clube de futebol no Brasil e o espaço a isso é pequeninho…. Eu estou torcendo para a SAF superar seus desafios….

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