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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Carnavalizando e de olho nas decisões

Nem o período momesco permite o Atleticano tirar o foco do time e projetar a temporada que está apenas iniciando. Afinal já na quarta-feira de cinzas, antes mesmo do retorno à rotina, o Galo já tem jogo eliminatório pela Copa do Brasil. E três dias depois, a primeira partida – de duas – da decisão do campeonato mineiro. Nesse caso em busca do segundo hexa da nossa história, fato que só nosso time e o adversário desse confronto já conseguiram em terras mineiras.

Se o coelho foi hexa, nos primórdios, entre 1916 até 1921 (ocasião da façanha do hexa), o Galo em tempos mais recentes atingiu seis títulos consecutivos de 1978 até 1983. E só não teve melhor sequência em função da perda do título de 1977, que Deus o tenha Maurílio, mas aquele gol mal anulado por pressão do banco adversário não apaga na memória de um Atleticano atento. O tempo não me permite deixar de fazer esse registro. Poderia faria mais considerações sobre o fato e sua repercussão, mas tento pensar no que vem pela frente.

Sem querer ser repetitivo, mas não tem como evitar, até em razão do período carnavalesco. Fato é que, no caso estadual, vamos para mais uma decisão do campeonato que – indiscutivelmente – temos a supremacia entre todos os concorrentes. Afinal, não consigo identificar por onde quer que seja – refiro aos campeonatos regionais em terras brasileiras – um clube que tenha decidido o título por 19 vezes consecutivas. Das anteriores, conquistado 11 vezes a taça e sendo vice nas outras sete finais.

Lembrando ainda que nesses confrontos decisivos enfrentamos os dois outros de Belo Horizonte e mais três equipes do interior de Minas Gerais. Vale dizer, foram cinco adversários diferentes tentando conter o Galo, que segue além da busca pelo hexa também do nosso 50º campeonato mineiro de futebol. Interessante, nas cinco últimas decisões, incluindo essa, o América esteve presente em três delas. A anterior fora com a Tombense, quando teve início a essa atual sequência de títulos. Até torcedores de outras escolhas reconhecem essa condição predominante no território mineiro.

Antes dessa primeira partida decisiva, em busca do tri da Copa do Brasil – antes foram 2014 e 2021 – o Galo que já foi vice (2016 e 2024), pega o Manaus para avançar à próxima fase. Superamos o Tocantinópolis num campo de várzea, agora vamos jogar no Mineirão. Creio que com casa cheia pela reação que o time vem demonstrando sob o comando do Cuca. Se para sábado – mineiro – a pré venda já vai avançando, imagino que ao liberar para esse confronto a Massa irá dar a mesma resposta.

Serão três jogos importantes antes do início do Brasileirão. A Massa quer e espera a chegada de mais alguns reforços para a maratona da temporada. Em caso de seguir na CB, a próxima fase será apenas no final de abril, tempo suficiente para consolidar essas eventuais contratações e definições de elenco. Resumidamente, a boa expectativa segue dando lugar ao período de desconfiança e insegurança que a Massa viveu e sobreviveu depois da última virada de ano. Que não nos decepcione e ameace nossa fidelidade. Traição é algo difícil de cicatrizar e o Atleticano é fiel, mas não nos desrespeite. Pra cima deles Galo do Cuca!

*fotos: Atlético

6 thoughts to “Carnavalizando e de olho nas decisões”

  1. Boa tarde. Hoje me chamou a atenção essa questão dos maiores campeões regionais do Brasil. Não é a primeira referência ao tema nessa resenha. Acho muito boa.
    Times com mais títulos estaduais no Brasil
    Títulos da Região Norte
    Acre: Maior campeão – Rio Branco (49 títulos) | Último campeão – Independência (12 títulos)
    Amapá: Maior campeão – Macapá (16 títulos) | Último campeão – Trem (9 títulos)
    Amazonas: Maior campeão – Nacional (43 títulos) | Último campeão – Manaus (6 títulos)
    Pará: Maior campeão – Paysandu (50 títulos) | Último campeão – Paysandu (50 títulos)
    Rondônia: Maior campeão – Ferroviário (17 títulos) | Último campeão – Porto Velho (4 títulos)
    Roraima: Maior campeão – Baré (26 títulos) | Último campeão – GAS (1 título)
    Tocantins: Maior campeão – Palmas (8 títulos) | Último campeão – União (2 títulos)
    Região Nordeste
    Alagoas: Maior campeão – CSA (40 títulos) | Último campeão – CRB (34 títulos)
    Bahia: Maior campeão – Bahia (50 títulos) | Último campeão – Vitória (30 títulos)
    Ceará: Maior campeão – Ceará / Fortaleza (46 títulos) | Último campeão – Ceará (46 títulos)
    Maranhão: Maior campeão – Sampaio Corrêa (37 títulos) | Último campeão – Sampaio Corrêa (37 títulos)
    Paraíba: Maior campeão – Botafogo (30 títulos) | Último campeão – Sousa (3 títulos)
    Pernambuco: Maior campeão – Sport Recife (44 títulos) | Último campeão – Sport Recife (44 títulos)
    Piauí: Maior campeão – Ríver (32 títulos) | Último campeão – Altos (4 títulos)
    Rio Grande do Norte: Maior campeão – ABC (57 títulos) | Último campeão – América de Natal (38 títulos)
    Sergipe: Maior campeão – Sergipe (36 títulos) | Último campeão – Confiança (22 títulos)
    Títulos da Região Centro-Oeste
    Distrito Federal: Maior campeão – Gama (13 títulos) | Último campeão – Ceilândia (3 títulos)
    Goiás: Maior campeão – Goiás (28 títulos) | Último campeão – Atlético Goianiense (18 títulos)
    Mato Grosso: Maior campeão – Mixto (24 títulos) | Último campeão – Cuiabá (13 títulos)
    Mato Grosso do Sul: Maior campeão – Operário (13 títulos) | Último campeão – Operário (13 títulos)
    Região Sudeste
    Espírito Santo: Maior campeão – Rio Branco (38 títulos) | Último campeão – Rio Branco (38 títulos)
    Minas Gerais: Maior campeão – Atlético Mineiro (49 títulos) | Último campeão – Atlético Mineiro (49 títulos)
    Rio de Janeiro: Maior campeão – Flamengo (38 títulos) | Último campeão – Flamengo (38 títulos)
    São Paulo: Maior campeão – Corinthians (30 títulos) | Último campeão – Palmeiras (26 títulos)
    Títulos da Região Sul
    Paraná: Maior campeão – Coritiba (39 títulos) | Último campeão – Athletico Paranaense (28 títulos)
    Rio Grande do Sul: Maior campeão – Internacional (45 títulos) | Último campeão – Grêmio (43 títulos)
    Santa Catarina: Maior campeão – Avaí / Figueirense (18 títulos) | Último campeão – Criciúma (12 títulos)
    Fonte: https://www.google.com/amp/s/www.lance.com.br/lancepedia/times-com-mais-titulos-estaduais.html.amp

  2. Com o nosso GALO não têm oba oba de véspera… não têm o já ganhou… futebol se decide dentro de campo e assim vamos enfrentar o Coelho nessa final do Mineiro… com o Cuca é muito trabalho, concentração total e respeito ao adversário.

    Dito isso, a torcida Atleticana acredita num time muito bem treinado e sabedor daquilo que precisa ser feito para levantar o HEXA… vamos lotar o Mineirão no primeiro jogo e fazer a nossa parte de sempre… apoiar e incentivar.

  3. Saudações Alvinegras!!!

    Ávila, sobre o “agora vamos jogar no Mineirão”, onde o Atleticano gosta de estar, tem uma notícia que achei interessante…

    A boa nova se relaciona ao Cruzeiro, mas interessará ao Atleticano, a meu sentir, na perspectiva comparativa entre os dois rivais mineiros e sempre será bom comparar situações para ver, e tentar enxergar, o patamar de um em relação ao outro e vice-versa.

    Na “Band – Os Donos da Bola – MG”, anteontem quinta 27, o PEDRINHO BH foi o entrevistado do Programa, por Éverton Guimarães e bancada, e disse mais ou menos o seguinte, em paráfrases e resumidamente:

    “(…) time por time e na partida contra o Atlético, o jogo estava pau a pau, até que Gabigol foi expulso; não fosse isso e o Cruzeiro decerto poderia estar na Final”…

    “(…) em jogos Atlético x Cruzeiro o ideal é o estádio com torcidas divididas meio a meio”…

    “(…) que as despesas do Mineirão são insuportáveis; que numa renda de 2 milhões contra o América o Cruzeiro ficou com 300 mil; que o Mineirão é bom só pra ele; que o contrato com Minas Arena vence no final deste ano; que não cogita construir um estádio próprio para o Cruzeiro; que o Mineirão foi construído para o futebol e para o povo; que será preciso rever esse contrato para os próximos anos numa condição que seja justa para as partes…”…

    Vejam só o tamanho do problema que o Cruzeiro está enfrentando…

    Tenho cá comigo, desde lá atrás, quando inexistia a AMRV, que seria factível, sem nenhum absurdo, Atlético e Cruzeiro administrarem o Mineirão ao modelo italiano em Milão…

    Lá foi possível ver uma administração conjunta de um estádio por dois grandes clubes e rivais. Trata-se do Estádio San Siro, oficialmente conhecido como Estádio Giuseppe Meazza, o estádio do Milan e da Inter de Milão (Internazionale)…

    Curiosamente, os torcedores da Inter referem-se ao estádio como Giuseppe Meazza, enquanto os adeptos do Milan tendem a chamá-lo de San Siro…

    Voltando ao Mineirão, a “Toca 3” para eles e o “Salão de Festas” para nosotros, cabe admitir que depois que depois da reconstrução para a Copa do Mundo de 2014, Atlético e Cruzeiro poderiam ter partido para uma parceria de administração conjunta do Gigante da Pampulha…

    Porém, forças ocultas entregaram o Mineirão para a Minas Arena e bem fez o Atlético, depois dessa sandice, partir para a casa própria, a AMRV, um estádio-arena magnífico e sensacional, segundo minha opinião que o Teobaldo dirá que não tem nenhum valor, e concordaremos…

    Claro, e vou entender, quem achar que o Atlético não deveria ter partido para a casa própria, a AMRV, e motivos não faltarão nas justificativas. Vou perfeitamente compreender as razões disso e nem vou discutir.

    Haverão razões, sim, para quem disser que o CAM não deveria ter partido para essa opção, né Domingos Sávio?!! Lembra-se do “Parem as máquinas!!!”, frase sua quando a primeira retroescavadeira chegou no terreno onde está a AMRV e começou a tratorar o local que depois um cruzeirense lá do Engenho do Ribeiro chegou e enterrou uma cabeça de burro tentando minar espiritualmente o projeto casa própria?!!

    Entretanto, penso também que não compensa mais esticar discussão nessa questão, porquanto a realidade está aí: o América tem o Indepa; o Cruzeiro manda seus jogos no Mineirão; e o Atlético tem a AMRV e assim as coisas estão e assim ficarão…

    Para finalizar, entendo que o Atlético, a despeito de qualquer equívoco estratégico histórico, terá, ainda sim, decidido bem pela casa própria…

    Basta ver o choro de agora do Pedrinho e a agonia cruzeirense resultante do “enfia a faca e roda” da Minas Arena que está “rindo à toa”!!!

    Sigamos…

    1. Bom dia Avila. Bom dia Ernest. Essa Arena MRV é tudo, menos um estadio magnífico e sensacional, pelas seguintes razões:

      1.Construiram um estádio onde não bate sol em parte do campo, o que inviabilizou gramado natural. Teria sido de propósito ou incompetencia mesmo?

      2.Estadio com pontos cegos e acústica manqueba. Estão tentando elevar o campo e fazer uma gambiarra na cobertura para mitigar esses defeitos.

      Na minha opinião, a dupla Pedrinho& Rubao, já começaram uma parceria: Primeiro os jogos só no Mineirao com torcida dividida. Depois virá a proibicao do gramado sintético ( 2027). Como a Arena MRV não bate sol, qual seria a solução?

      Uma parceria da dupla R&P para a gestão conjunta da Arena MRV e Mineirao, com a Arena ficando reservada para shows e o Mineirao para o Futebol. O gramado do Mineirao não seria prejudicado pelos shows e o futebol não seria prejudicado pela grama de plástico.

      Ernest, trouxas somos eu e você. Pedrinho & Rubao, como dizem no Engenho do Ribeiro enxergam longe.

      Ah mas tem a Minas Arena. Oras o Pedrinho paga 300 milhões e o Rubao 300 e ainda fazem um contrato para a Minas Arena gerir os palcos de shows e de futebol em Belo Horizonte.

      1. Domingos Sávio,

        Bela análise de um cenário futuro possível, mas não necessariamente provável…

        Embora eu não acredite, tudo é possível…

        Todavia, é preciso combinar com os russos…

        O que os torcedores de Atlético e Cruzeiro acham disso?!!

    2. “Forças ocultas entregaram o Mineirão para a Minas Arena”

      Meu amigo, a MInas Arena ficou com o Mineirão num processo de licitação pública. GANHOU NA MORAL!!! Reformou o estádio conforme determinado pelo Estado de Minas numa PPP e gastou na obra a bagatela de R$ 1 bilhão, a preços de 2012. Não adianta chorar: Eles vão explorar o estádio até 2037, podendo renovar a Concessão, como estabelecido em edital, até 2044. E ninguém pode fazer nada, a não ser que o Estado de Minas quebre o contrato e pague a multa estabelecida na Lei da Concessão aprovada pela Assembleia Legislativa. Em 4/4/2023 os nossos deputados, com o apoio da Rádio Palanque e seu deputado vagabundo, fizeram uma Audiência Pública para roubar o Estádio da Minas Arena, mas quando o Zema, alertado pelo TCE, viu o tamanho da rôla, afinou. Se não sabe do assunto não propague asneiras.

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