
Nem o período momesco permite o Atleticano tirar o foco do time e projetar a temporada que está apenas iniciando. Afinal já na quarta-feira de cinzas, antes mesmo do retorno à rotina, o Galo já tem jogo eliminatório pela Copa do Brasil. E três dias depois, a primeira partida – de duas – da decisão do campeonato mineiro. Nesse caso em busca do segundo hexa da nossa história, fato que só nosso time e o adversário desse confronto já conseguiram em terras mineiras.
Se o coelho foi hexa, nos primórdios, entre 1916 até 1921 (ocasião da façanha do hexa), o Galo em tempos mais recentes atingiu seis títulos consecutivos de 1978 até 1983. E só não teve melhor sequência em função da perda do título de 1977, que Deus o tenha Maurílio, mas aquele gol mal anulado por pressão do banco adversário não apaga na memória de um Atleticano atento. O tempo não me permite deixar de fazer esse registro. Poderia faria mais considerações sobre o fato e sua repercussão, mas tento pensar no que vem pela frente.
Sem querer ser repetitivo, mas não tem como evitar, até em razão do período carnavalesco. Fato é que, no caso estadual, vamos para mais uma decisão do campeonato que – indiscutivelmente – temos a supremacia entre todos os concorrentes. Afinal, não consigo identificar por onde quer que seja – refiro aos campeonatos regionais em terras brasileiras – um clube que tenha decidido o título por 19 vezes consecutivas. Das anteriores, conquistado 11 vezes a taça e sendo vice nas outras sete finais.

Lembrando ainda que nesses confrontos decisivos enfrentamos os dois outros de Belo Horizonte e mais três equipes do interior de Minas Gerais. Vale dizer, foram cinco adversários diferentes tentando conter o Galo, que segue além da busca pelo hexa também do nosso 50º campeonato mineiro de futebol. Interessante, nas cinco últimas decisões, incluindo essa, o América esteve presente em três delas. A anterior fora com a Tombense, quando teve início a essa atual sequência de títulos. Até torcedores de outras escolhas reconhecem essa condição predominante no território mineiro.
Antes dessa primeira partida decisiva, em busca do tri da Copa do Brasil – antes foram 2014 e 2021 – o Galo que já foi vice (2016 e 2024), pega o Manaus para avançar à próxima fase. Superamos o Tocantinópolis num campo de várzea, agora vamos jogar no Mineirão. Creio que com casa cheia pela reação que o time vem demonstrando sob o comando do Cuca. Se para sábado – mineiro – a pré venda já vai avançando, imagino que ao liberar para esse confronto a Massa irá dar a mesma resposta.
Serão três jogos importantes antes do início do Brasileirão. A Massa quer e espera a chegada de mais alguns reforços para a maratona da temporada. Em caso de seguir na CB, a próxima fase será apenas no final de abril, tempo suficiente para consolidar essas eventuais contratações e definições de elenco. Resumidamente, a boa expectativa segue dando lugar ao período de desconfiança e insegurança que a Massa viveu e sobreviveu depois da última virada de ano. Que não nos decepcione e ameace nossa fidelidade. Traição é algo difícil de cicatrizar e o Atleticano é fiel, mas não nos desrespeite. Pra cima deles Galo do Cuca!
*fotos: Atlético

Boa tarde. Hoje me chamou a atenção essa questão dos maiores campeões regionais do Brasil. Não é a primeira referência ao tema nessa resenha. Acho muito boa.
Times com mais títulos estaduais no Brasil
Títulos da Região Norte
Acre: Maior campeão – Rio Branco (49 títulos) | Último campeão – Independência (12 títulos)
Amapá: Maior campeão – Macapá (16 títulos) | Último campeão – Trem (9 títulos)
Amazonas: Maior campeão – Nacional (43 títulos) | Último campeão – Manaus (6 títulos)
Pará: Maior campeão – Paysandu (50 títulos) | Último campeão – Paysandu (50 títulos)
Rondônia: Maior campeão – Ferroviário (17 títulos) | Último campeão – Porto Velho (4 títulos)
Roraima: Maior campeão – Baré (26 títulos) | Último campeão – GAS (1 título)
Tocantins: Maior campeão – Palmas (8 títulos) | Último campeão – União (2 títulos)
Região Nordeste
Alagoas: Maior campeão – CSA (40 títulos) | Último campeão – CRB (34 títulos)
Bahia: Maior campeão – Bahia (50 títulos) | Último campeão – Vitória (30 títulos)
Ceará: Maior campeão – Ceará / Fortaleza (46 títulos) | Último campeão – Ceará (46 títulos)
Maranhão: Maior campeão – Sampaio Corrêa (37 títulos) | Último campeão – Sampaio Corrêa (37 títulos)
Paraíba: Maior campeão – Botafogo (30 títulos) | Último campeão – Sousa (3 títulos)
Pernambuco: Maior campeão – Sport Recife (44 títulos) | Último campeão – Sport Recife (44 títulos)
Piauí: Maior campeão – Ríver (32 títulos) | Último campeão – Altos (4 títulos)
Rio Grande do Norte: Maior campeão – ABC (57 títulos) | Último campeão – América de Natal (38 títulos)
Sergipe: Maior campeão – Sergipe (36 títulos) | Último campeão – Confiança (22 títulos)
Títulos da Região Centro-Oeste
Distrito Federal: Maior campeão – Gama (13 títulos) | Último campeão – Ceilândia (3 títulos)
Goiás: Maior campeão – Goiás (28 títulos) | Último campeão – Atlético Goianiense (18 títulos)
Mato Grosso: Maior campeão – Mixto (24 títulos) | Último campeão – Cuiabá (13 títulos)
Mato Grosso do Sul: Maior campeão – Operário (13 títulos) | Último campeão – Operário (13 títulos)
Região Sudeste
Espírito Santo: Maior campeão – Rio Branco (38 títulos) | Último campeão – Rio Branco (38 títulos)
Minas Gerais: Maior campeão – Atlético Mineiro (49 títulos) | Último campeão – Atlético Mineiro (49 títulos)
Rio de Janeiro: Maior campeão – Flamengo (38 títulos) | Último campeão – Flamengo (38 títulos)
São Paulo: Maior campeão – Corinthians (30 títulos) | Último campeão – Palmeiras (26 títulos)
Títulos da Região Sul
Paraná: Maior campeão – Coritiba (39 títulos) | Último campeão – Athletico Paranaense (28 títulos)
Rio Grande do Sul: Maior campeão – Internacional (45 títulos) | Último campeão – Grêmio (43 títulos)
Santa Catarina: Maior campeão – Avaí / Figueirense (18 títulos) | Último campeão – Criciúma (12 títulos)
Fonte: https://www.google.com/amp/s/www.lance.com.br/lancepedia/times-com-mais-titulos-estaduais.html.amp
Com o nosso GALO não têm oba oba de véspera… não têm o já ganhou… futebol se decide dentro de campo e assim vamos enfrentar o Coelho nessa final do Mineiro… com o Cuca é muito trabalho, concentração total e respeito ao adversário.
Dito isso, a torcida Atleticana acredita num time muito bem treinado e sabedor daquilo que precisa ser feito para levantar o HEXA… vamos lotar o Mineirão no primeiro jogo e fazer a nossa parte de sempre… apoiar e incentivar.
Saudações Alvinegras!!!
Ávila, sobre o “agora vamos jogar no Mineirão”, onde o Atleticano gosta de estar, tem uma notícia que achei interessante…
A boa nova se relaciona ao Cruzeiro, mas interessará ao Atleticano, a meu sentir, na perspectiva comparativa entre os dois rivais mineiros e sempre será bom comparar situações para ver, e tentar enxergar, o patamar de um em relação ao outro e vice-versa.
Na “Band – Os Donos da Bola – MG”, anteontem quinta 27, o PEDRINHO BH foi o entrevistado do Programa, por Éverton Guimarães e bancada, e disse mais ou menos o seguinte, em paráfrases e resumidamente:
“(…) time por time e na partida contra o Atlético, o jogo estava pau a pau, até que Gabigol foi expulso; não fosse isso e o Cruzeiro decerto poderia estar na Final”…
“(…) em jogos Atlético x Cruzeiro o ideal é o estádio com torcidas divididas meio a meio”…
“(…) que as despesas do Mineirão são insuportáveis; que numa renda de 2 milhões contra o América o Cruzeiro ficou com 300 mil; que o Mineirão é bom só pra ele; que o contrato com Minas Arena vence no final deste ano; que não cogita construir um estádio próprio para o Cruzeiro; que o Mineirão foi construído para o futebol e para o povo; que será preciso rever esse contrato para os próximos anos numa condição que seja justa para as partes…”…
Vejam só o tamanho do problema que o Cruzeiro está enfrentando…
Tenho cá comigo, desde lá atrás, quando inexistia a AMRV, que seria factível, sem nenhum absurdo, Atlético e Cruzeiro administrarem o Mineirão ao modelo italiano em Milão…
Lá foi possível ver uma administração conjunta de um estádio por dois grandes clubes e rivais. Trata-se do Estádio San Siro, oficialmente conhecido como Estádio Giuseppe Meazza, o estádio do Milan e da Inter de Milão (Internazionale)…
Curiosamente, os torcedores da Inter referem-se ao estádio como Giuseppe Meazza, enquanto os adeptos do Milan tendem a chamá-lo de San Siro…
Voltando ao Mineirão, a “Toca 3” para eles e o “Salão de Festas” para nosotros, cabe admitir que depois que depois da reconstrução para a Copa do Mundo de 2014, Atlético e Cruzeiro poderiam ter partido para uma parceria de administração conjunta do Gigante da Pampulha…
Porém, forças ocultas entregaram o Mineirão para a Minas Arena e bem fez o Atlético, depois dessa sandice, partir para a casa própria, a AMRV, um estádio-arena magnífico e sensacional, segundo minha opinião que o Teobaldo dirá que não tem nenhum valor, e concordaremos…
Claro, e vou entender, quem achar que o Atlético não deveria ter partido para a casa própria, a AMRV, e motivos não faltarão nas justificativas. Vou perfeitamente compreender as razões disso e nem vou discutir.
Haverão razões, sim, para quem disser que o CAM não deveria ter partido para essa opção, né Domingos Sávio?!! Lembra-se do “Parem as máquinas!!!”, frase sua quando a primeira retroescavadeira chegou no terreno onde está a AMRV e começou a tratorar o local que depois um cruzeirense lá do Engenho do Ribeiro chegou e enterrou uma cabeça de burro tentando minar espiritualmente o projeto casa própria?!!
Entretanto, penso também que não compensa mais esticar discussão nessa questão, porquanto a realidade está aí: o América tem o Indepa; o Cruzeiro manda seus jogos no Mineirão; e o Atlético tem a AMRV e assim as coisas estão e assim ficarão…
Para finalizar, entendo que o Atlético, a despeito de qualquer equívoco estratégico histórico, terá, ainda sim, decidido bem pela casa própria…
Basta ver o choro de agora do Pedrinho e a agonia cruzeirense resultante do “enfia a faca e roda” da Minas Arena que está “rindo à toa”!!!
Sigamos…
Bom dia Avila. Bom dia Ernest. Essa Arena MRV é tudo, menos um estadio magnífico e sensacional, pelas seguintes razões:
1.Construiram um estádio onde não bate sol em parte do campo, o que inviabilizou gramado natural. Teria sido de propósito ou incompetencia mesmo?
2.Estadio com pontos cegos e acústica manqueba. Estão tentando elevar o campo e fazer uma gambiarra na cobertura para mitigar esses defeitos.
Na minha opinião, a dupla Pedrinho& Rubao, já começaram uma parceria: Primeiro os jogos só no Mineirao com torcida dividida. Depois virá a proibicao do gramado sintético ( 2027). Como a Arena MRV não bate sol, qual seria a solução?
Uma parceria da dupla R&P para a gestão conjunta da Arena MRV e Mineirao, com a Arena ficando reservada para shows e o Mineirao para o Futebol. O gramado do Mineirao não seria prejudicado pelos shows e o futebol não seria prejudicado pela grama de plástico.
Ernest, trouxas somos eu e você. Pedrinho & Rubao, como dizem no Engenho do Ribeiro enxergam longe.
Ah mas tem a Minas Arena. Oras o Pedrinho paga 300 milhões e o Rubao 300 e ainda fazem um contrato para a Minas Arena gerir os palcos de shows e de futebol em Belo Horizonte.
Domingos Sávio,
Bela análise de um cenário futuro possível, mas não necessariamente provável…
Embora eu não acredite, tudo é possível…
Todavia, é preciso combinar com os russos…
O que os torcedores de Atlético e Cruzeiro acham disso?!!
“Forças ocultas entregaram o Mineirão para a Minas Arena”
Meu amigo, a MInas Arena ficou com o Mineirão num processo de licitação pública. GANHOU NA MORAL!!! Reformou o estádio conforme determinado pelo Estado de Minas numa PPP e gastou na obra a bagatela de R$ 1 bilhão, a preços de 2012. Não adianta chorar: Eles vão explorar o estádio até 2037, podendo renovar a Concessão, como estabelecido em edital, até 2044. E ninguém pode fazer nada, a não ser que o Estado de Minas quebre o contrato e pague a multa estabelecida na Lei da Concessão aprovada pela Assembleia Legislativa. Em 4/4/2023 os nossos deputados, com o apoio da Rádio Palanque e seu deputado vagabundo, fizeram uma Audiência Pública para roubar o Estádio da Minas Arena, mas quando o Zema, alertado pelo TCE, viu o tamanho da rôla, afinou. Se não sabe do assunto não propague asneiras.