Neymar: chorar ou não chorar; eis a questão

Coxinha ou mortadela; Atlético ou Cruzeiro; Esquerda ou Direita. Neymar é a mais recente disputa da estupidez nacional

Haja carência afetiva, viu! (Imagem: FifaTV)

Dias atrás, escrevi um post criticando a índole latino-americana e sua eterna mania de dramatizar tudo; da política ao esporte, passando pelas próprias relações interpessoais. Sem sangue, suor e lágrimas, a vida fica meio sem sentindo para a turma ao sul do Equador.

Eis que, ratificando tudo o que eu havia escrito anteriormente, após a dramática vitória da Seleção brasileira contra a fraquíssima Costa Rica, Neymar chorou sozinho, sentado no meio do campo, atraindo apenas para si os holofotes da fama e da infâmia.

Escrevi também sobre isso, e o que mais me chamou a atenção foi a quase unânime incapacidade dos leitores — prós e contras minha opinião — de compreenderem ‘o todo’ e não apenas ‘a parte’ daquilo que escrevi. Leram só o que queriam e não o que de fato estava escrito.

Os que defendem o camisa 10 insistem na pouca idade do craque e na correta observação de que há uma exagerada cobrança sobre ele, deixando de lado os malefícios que a sua conduta traz ao time brasileiro, como à própria sociedade que o observa e o tem como referência.

Os que o atacam — sim, atacam! — centram o foco da sua ira naquilo que o jovem atacante possui (sucesso, fortuna, romances). Na verdade, naquilo que os próprios haters não possuem, mas que adorariam ter. Deixam de criticar para apenas exorcizar algumas frustrações.

Já os críticos — tipo de espécie diferente dos raivosos — enxergam que a fragilidade emocional até pode ser normal e adequada à idade, origem e trajetória do rapaz, mas que, de fato, é prejudicial ao grupo e aos objetivos coletivos da Seleção.

Esse pode! (Foto: Google Images)

Acreditem,  mas recebi um comentário dizendo que as críticas são apenas reflexo da inveja do povo brasileiro, que não suporta assistir a um  “negro pobre”  fazendo sucesso e fortuna. Só faltou finalizar com o patético… “fascistas, golpistas, não passarão”.

Pessoalmente, pouco me importa se Neymar recebe milhares ou milhões;  se pega a Marquezine ou um traveco qualquer (sorry, Fenômeno!); se era pobre de marré ou não. Me importa, isso sim, o que ele faz em campo e representa para o time de futebol que torço.

 

O dia em que a capacidade analítica do brasileiro médio conseguir escapar dos lugares comuns — e dos fantasmas de quem a hospeda — , abandonando paixões rasas e focando na razão que a realidade pede, nossa era de subdesenvolvimento restará por um fio.

Adoraria estar aqui para ver. Mas, infelizmente, acho que não vai rolar, não.

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20 thoughts to “Neymar: chorar ou não chorar; eis a questão”

  1. Vai embora logo seu bostinha. Ninguem vai votar nos seus candidatos fascistas “neo liberais” eles ja mostraram a que vieram. Aprovar reforma trabalhista, da previdencia de madrugada é uma coisa agora no VOTO é outra completamente diferente. Fora fascistas e levem o psdb com voces golpistas mediocres

    1. Brasileiro não gosta de calor,não gosta de frio,nem de chuva.Brasileiro gosta é de reclamar de tudo e encher o saco,principalmente essa minoria lulofascista que não tem compromisso com nada nem ninguém,apenas com seus interesses mesquinhos.

    2. Pede pra cagar e vai pra venezuela veio.. O ciro ja falou que lá é democracia. Então vai pra la.. gasolina barata, segurança, fartura, emprego..
      vc nem trabalha e fala mal da reforma trabalhista..
      para de fumar maconha e financiar o trafico,

  2. boa tarde. Eu concordo com a sua critica Ricardo Kertzman, quando o jogador faz gols, da chaleira no adversário, dribla apenas para humilha-lo, então ele não é menino” o garoto wxyz. Agora quando não responde as expectativas ai entra a parte “menino” , e não quer arcar com responsabilidades. nós temos que acabar com essa hipocrisia. Se o jogador está lá é porque tem capacidade de vestir a camisa e jogar bola. Agora ficar defendendo o jogador que ganha milhões é uma babaquice sem precedentes.

  3. Na minha humilde opinião, a MIDIA criou um monstro! Agora, não sabe lidar com ele, pois o monstro é literalmente um menino de 25 anos! E qq jovem nesta idade teria dificuldades em suportar esta pressão. Acrescente uma dose de ego mega inchado pela fama e mau administrado pela sua pouca idade… e um gênio mais exaltado..
    BUMMMMMMM ! temos aí o resultado:
    Um monstro que faz gol, dribla pra caralho mas tb manda tomar no *, perde a cabeça, pede o juiz pra nao tocar nele…

  4. Cito que o próprio Neymar eleva a pressão sobre ele porque busca muito o sucesso individual. Ele quer ser o camisa 10, bater todas as faltas, pênaltis, ser o capitão (essa o Tite retirou). Caso queira mais sucesso coletivo, a pressão individual diminui. Assim foram os grandes que marcaram a seleção.
    Lembro que ao chegar no PSG, conseguiu uma polêmica com o maior artilheiro da equipe (Cavani) porque “tomou” a bola dele pra bater pênalti.

  5. Ninguém “ataca” Neymar pelo o que ele tem. Fosse assim R10, R9, Guga, Romário, Gisele Bundchen, etc seriam atacados.
    Vocês da imprensa estão ajudando a criar o monstro profetizado por Renê Simões. “Jovem”, “menino”… um HOMEM que não passa de um moleque mimado, arrogante, produto da mídia, supervalorizado, desrespeitoso.
    No jogo contra a Costa Rica, o Moleque Mimado fez firula (chapéu no defensor) apenas quando COUTINHO (esse sim um grande profissional) ter aberto o placar.
    As notícias que vemos são de “parças” atacando jornalista, papai empresário no hotel e reunido com emissora, “estafe” de Neymídia aprovando (que insolência) Coutinho, choro de crocodilo… Quer pressão maior a de Romário nas eliminatórias de 94?
    NUNCA será o melhor do mundo. Não tem futebol. Ainda que tivesse, não seria eleito por técnicos e capitães.

    1. Concordo com você. E sinto saudade do tempo em que os grandes craques eram mais lembrados pelo que faziam em campo e menos pelo cabelo, pelo carro, pela namorada, etc. Tive o prazer de ver jogadores como Éder, Cerezo, Zico, Sócrates, além de alguns que, embora midiáticos, representavam bem a história do futebol brasileiro, como Ronaldo, R10 e Romário. Pode até ser que a sexta conquista seja liderada por esse rapaz, afinal muitos fatores interferem em um torneio curto como a Copa. Mas acho difícil. Finalizo com um texto muito interessante do Juca sobre nosso camisa 10:

  6. O Neymar chorou, e daí? Nós estamos aqui perdendo tempo com isso! A Globo chamando especialistas para explicar! Sai emn todos os jornais! O Ricardo tentando nos fazer entrar na profundidade da mente humana para fazernos entender! Qual profundidade eu preciso para entender que o Neymar chorou? E daí?

  7. Vez ou outra entro nesse blog e só vejo textos regados de lugares comuns, hospedeiro de toda a espécie de fantasmas, e decorrente de uma paixão barata com nenhuma racionalidade. Ah, e escritos por um brasileiro um pouco abaixo da média!
    COmo pode exigir dos outros o que você não faz, senhor Ricardo?

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