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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Atleticano é estado de espírito

Tem um artigo que assino, na então Revista Oficial do Galo – datada de junho de 1997 (ano 2 nº 5) -, intitulado “Elevadíssimo estado de espírito”. Já se vão quase 30 anos. Além de ter um exemplar guardado na minha casa, ali no Bar do Salomão – o maior reduto de Atleticanos por metro quadrado do planeta -, em meio aos quadros expostos, tem esse registro da fé e paixão pelo time do nosso coração. Relato o impacto de uma criança do interior entrar no Mineirão e se encantar com a maravilha que é torcer pela maior e melhor de Minas Gerais.

Se já se vão quase três décadas dessa publicação, aproximo de sete de existência e mais de seis de profundo exercício da Atleticanidade. Divido essa condição com mais de dez milhões de Torcedores espalhados pelos quatro cantos do mundo. Me sinto um privilegiado por escolher o Galo, ainda que não tenha sido de berço, sendo opção pessoal. Carrego no peito a dor de alguns momentos sofridos (a maioria garfado) e a alegria de cada vitória e cada conquista.

Se assumo ser um privilegiado pela Atleticanidade, não fujo do orgulho (expressão que tá no hino) de – talvez – ser um dos mais (se não o mais) presente em jogos do Galo ao longo da história. Nunca me preocupei em anotar, mas desde o primeiro que foi em 1968 e especialmente a partir de 1974 fui em quase todos os jogos mandantes. Me lembro de ter perdido um único em 2004 e também outro em 2005, de lá para cá tão e somente em 11 de junho de 2022 (Atlético x Santos – 1 a 1 – gol do Savinho). Operado e uma triste perda familiar horas antes me impediram. Ia escondido do médico da cirurgia, mas a irmã que partiu precocemente  teve responsabilidade na minha Atleticanidade. Era viúva do cunhado que me fez torcer pelo Galo.

Digo isso, sem mencionar grandes jogos fora de BH, em momentos inesquecíveis. Tanto de triunfos quanto de decepções como a exemplo da final da Libertadores, que acabamos revertendo no jogo de volta em Belo Horizonte. É uma vida. Não me arrependo de nada. Ao contrário, como disse carrego no peito e na garganta, a Atleticanidade e o grito de Galo. Conheci países como a Espanha (depois até voltei noutra situação) a caminho do Marrocos, México, Paraguai, Uruguai e Argentina para ver o meu (nosso) Galo em competições internacionais. Cá no Brasil foram várias e longas viagens, desde ônibus em tempos passados e recentes voando. Voa também Galo!

Não quero me valer desse relato para me vangloriar e tampouco chantagear quem tem nos causado sofrer com a angustia da incerteza. Mas, que multipliquem isso por dez milhões de Torcedores – como eu -, afinal aqui não tem mais ou menos Atleticano. Somos todos retilineamente uniformes nesse estado de espírito em vestir de preto e branco e emoldurar Belo Horizonte e outras cidades mineiras e até no Brasil e pelo mundo. Nunca vou me esquecer de uma cena no Mercado de Barcelona. Minha filha e eu deparamos com uma família, pai, mãe e um casal de filhos. Festejamos e gritamos Galo, afinal todos – sem exceção – vestidos com a camisa do nosso time lá no velho mundo.

E é pensando em mim, pensando em nós em todo esse mundo Atleticano que rogo por que essa gente que se tornou proprietária da saf Atleticana entenda nosso sofrimento. De imediato diria que compraram as dívidas e não nosso Atleticanidade. Propagam que o Galo não tem dívida e que esse passivo é deles, mas o que acompanhamos é diferente. Não podem contratar em função desse déficit. Como nunca entendi nada de orçamento, me entreguei ao fascínio propagado e acreditei no time potência mundial, sem débitos e contratando quatro a cinco jogadores por ano. E o que vemos? Meu estado de espírito não admite ser contrariado. Muito menos ser enganado!

Em tempo: Ontem, numa das programações alternativas que curto, no caso a filarmônica na Sala Minas Gerais, tive a alegria de encontrar com o Geraldo Galo Doido e sua Cláudia. Achei interessantíssimo, ela gosta de ouvir os jogos pelo rádio e ele de olho na televisão. Foi uma prosa rápida e descontraída, sem esconder nossa preocupação com o futuro dessa nossa paixão em branco e preto. Acorda gestores da saf!

*imagens: 1) Atlético; 2) print

18 thoughts to “Atleticano é estado de espírito”

  1. Meu estado de espírito, como Atleticano, é o seguinte: alegrias, muitas ao longo de mais de 60 anos, tristezas e sofrimentos. Mas, só admito que falem do meu Galo, em família com atleticanos ou entre AmiGalos, como, por exemplo, aqui neste espaço democrático. Até porque, já disse e repito que, em qualquer circunstância ruim, não tenho “vergonha na cara” mesmo, no sentido da atleticanidade até morrer!

  2. Bom dia a todos.
    Eu gostaria de fazer a seguinte pergunta ao Rafel Menin, na coletiva agendada para amanhã, caso fosse dado esta oportunidade.

    Vocês negociaram a Saf por um tempo com um tal de Peter Greeve. Essa pessoa tinha o intuito de levantar o dinheiro através de fundos de investimentos nos EUA, para posteriormente poder comprar e aplicar na SAF do Galo.
    A venda não foi concretizada por falta de comprovação de renda do interessado para compra do Galo.
    Hoje o discurso dos gestores é tentar conseguir mais dinheiro através de investimento com novos parceiros para gerir o Clube. A intenção de vocês, donos da SAF do Galo, é a mesma que o Greeve tentou fazer e não conseguiu?
    Como vocês esperam atrair novos investidores se a imagem repassada ao mercado é total desorganização e falta de compromisso com as obrigações básicas?

  3. A SAF é a devedora de tudo mas isso reflete diretamente no futebol do clube e daí, nota-se claramente nesse momento de necessidade de reforços e sem grana, que nada pode ser feito.

    Verdade seja dita, essa SAF já nasceu falida e hoje, vende o almoço para comprar a janta ou vice versa, não faz diferença.

    Essa falácia dos investidores de que botaram dinheiro sem juros e que nada disso os impediria de investir pesado e fazer do clube uma potência blá blá blá é uma mentira sem fim e só piora.

    Outro dia seria o tal CEO que faria uma entrevista com declarações sobre o que realmente acontece com a SAF mas, obviamente, desistiram da idéia pois esse cara nunca está preparado para nada.

    Dessa vez foi escalado o menino mimado e luxento para ir a público explicar aquilo que não conseguem fazer que é tocar uma SAF que disseram lá trás, ser a mais forte e mais bem organizada do Brail… kkkkkk… que piada ridícula.

    É claro e evidente que este moço deve estar preparado para defender com unhas e dentes seu time de investidores, principalmente o papai.

    Como o torcedor Atleticano não têm a mínima moral com estes caras e só somos bons para apoiar e acreditar no time, vamos ficar de fora esperando e torcendo por dias melhores… é claro que sentados para não cansar de esperar.

    Será que a GALOUCURA vai chamar pelo grito que os investidores merecem???

    Vergonha, SAF sem vergonha!!!

    Ei Menins, ……
    !!!

  4. Caro Eduardo, pode ter certeza que o prazer foi reciproco! Minha esposa também ficou muito encantada de conhecê-lo. É sempre um prazer encontrar o amigo e gastar um dedinho de prosa sobre o nosso Galo querido (muitas vezes judiado, garfado e mal administrado), mas que nunca deixaremos de ama-lo! Como disse, por uma ou duas vezes por semana posto aqui os meus pitacos, expressando minha paixão, mas leio o blog todo santo dia! Continue sempre com este cantinho que é a nossa retaguarda atenta e presente para expressar nossa alegria ou indignação, mas sempre atentos ao maior e mais querido de Minas! Abraços para Juliana!

  5. Salve Massa e Guru

    Terminando a análise do elenco, hoje vamos de Cuca. Sim o maior técnico que já passou pelo clube.
    Não é o mesmo de 2021, exceto pelo fato de que, como naquele ano, vive as turras com Hulk.
    Vem fazendo um trabalho de razoável pra ruim, porém tem a seu favor, o elenco horroroso e cheio de buracos do clube, que o impede de fazer coisa melhor.
    Não é nada fácil olhar para o banco e ver as opções: Fausto Vera, Bernanrd, Palácios, Caio, Jr santos, Igor Gomes.
    Como seus antecessores, caiu no conto do vigário, quando os encantadores de serpente prometeram reforços.
    Terá a oportunidade de se redimir se eliminar o Flamerda da CB. Se fizer isto, a moral vai lá em cima.
    Ainda aposto nele, já que as opções de mercado que andam por ai são muuuiiito piores, mas precisa definitivamente largar a mão de Bernard, que se um dia foi o Alegria, hoje não passa de Agonia das pernas.

  6. Bom dia Ávila. Bom dia a todos. Ontem fui assistir o jogo do Brasil. Rapaz o que foi aquilo? O futebol brasileiro tá uma draga. E a esperança é um técnico? Aí eu penso nos jogadores do nosso Galo. Saravia, Fausto Vera, Alonso, Allan Franco, Palácios, Cuello, São estrangeiros que ” jogam ” no Galo. Quando a gente tem necessidade de importar jogadores desse quilate é porque a coisa tá feia mesmo. Antigamente, o Uberaba tinha jogadores melhores que estes: Toinzinho, Marquinhos, por exemplo. O Issac do Vila jogava mais bola que esse Alonso. O Batista do Berlandia tbem. E o que tá ruim pode piorar mais ainda, pois amanhã teremos entrevista do Rafael Menin. Quem é esse cara no contexto do futebol? Apenas um cara que teve a fortuna de nascer em berço de ouro e recebeu o Galo de presente do papai. E pior será a renca de jornalistas que irão participar da entrevista. As perguntas são feitas para agradar o entrevistado. Alguém terá coragem de confrontar o Rafael Menin numa entrevista? Não creio! Na minha opinião a pergunta que deveria ser feita ao Rafael Menin: Antes de adquirir o Galo você é seu pai emprestaram dinheiro para o Galo, dizendo que era sem juros e que seriam os últimos a receber. Vocês honraram esse compromisso ou era enganação?

      1. Paulo Luciano, meio campista. Nós bons tempo a Ponte Preta tinha o Dicá, a Portuguesa o Enéias, o América do Rio o Ivo. Os times tinham jogadores habilidosos. Hoje até Kadu consegue ser jogador profissional do Galo. O tal de Isaac foi emprestado para o Nacional de Portugal e está sendo devolvido. E o tal de Bruninho hein? Foi vendido! Aleluia: 800 mil euros. Mas o Issepe já voltou treinar com o profissional. Onde nós atleticanos fomos amarrar nossa égua: Issepe?

        Já não bastaram o Renan Oliveira e Tchoweschenco? É como diz o Ernest, se o atleticano não tiver um lugar reservado diretamente no Céu, não existe justiça. Ter de aguentar jogador ruim já é dose. E de quebra ainda tem de aturar entrevista de Vitor e Rafael Menin….

        1. Perfeito, isso, Paulo Luciano. E o Ganso?
          Fred; Claudio, Esmeraldo Salton e Eduardo (seu Edu, que trabalhou no Galo); Francklin e Spencer (campeão brasileiro de 71); Paulinho, Aguinaldo, Nato e Geraldino.

      2. Jogadores do Uberaba nas décadas de 1970 e 1980 que faziam tremer qualquer time grande que jogava no “Engenheiro João Guido, o Uberabão:

        Diron (goleiro); Celso Roberto (lateral direito); Vandinho (cabeça de área); Tim (zagueiro); Dirceu Batata (meia direita); Toinzinho (meia direita); Paulo Luciano (meia esquerda); Naim (ponta direita). Treinador: Lori Sandri.

        E não nos esqueçamos da Caldense, treinada pelo Juquita, que tinha Augusto (ponta direita);
        Buzuca (zagueiro), Luís Dário (lateral direito); Jeremias (meia direita); Jota Lopes (centro-avante) e o maior de todos AILTON LIRA… esse último se jogasse hoje, sem nenhum exagero, seria titular em qualquer time do mundo. Sim, em qualquer time do mundo. Foi para o Santos e formou um dos maiores tripés de meio-campo das décadas de 1970/1980: Clodoaldo, Ailton Lira e Pita.

        E alguém ainda tem dúvidas da decadência do futebol brasileiro?

        1. Eu era zagueiro e me inspirava nesse Buzuca, Márcio Paulada e no Moisés do Bangu. Esse Juquita tinha uma fama igual a de um massagista do Vasco. Hoje se a gente falar de que se tratava é linchado. Se surtia efeito eu não sei, mas reza a lenda que o Juquita e o Massagista do Vasco não abriam mão.kkkkk

          1. Boa lembrança, Domingos Sávio! O massagista do Vasco era o Santana e todos o chamavam de “Pai Santana”. Segundo os alunos do Colégio Salesiano Dom Bonco de Araxá, o inesquecível Padre Torga, sempre enérgico e com um catolicismo exacerbado, chegou a excomunga-lo. Kkkkkkkk!!!!!

        2. Mestre Teobaldo, ótimo dia

          Minha opinião a respeito da decadência do futebol brasileiro é que começou após a lei Pelé. A partir desta lei várias “quadrilha” apossaram do comando das equipes(os tais empresários) e deu no que deu.

      3. Bom dia.

        Eu me lembro do Paulo Luciano.

        Inclusive em homenagem ao jogador, eu coloquei o nome de Paulo Luciano em um canário belga que eu tinha.

        Abraço

    1. Amigalo DS

      Só espero que o menino luxento, não aproveite a entrevista para queimar mais um dos seus desafetos, como vem fazendo.
      Com certeza as perguntas já estão todas prontinhas e sem expor esta bandidagem chamada SAF do Galo.
      A única coisa positiva na entrevista deste enganador de serpentes será ficar livre de ouvir o baba saco e pau mandado do CEO, que só aparece pra dar notícia ruim.

    2. Domingos, permita-me?!
      Eu faria dois questionamentos em uma só pergunta: por que no dia da votação do processo p a constituição da saf, o acordo dos acionistas só foi disponibilizado p consulta aos vendilhões_ leia-se conselheiros_ poucos minutos antes de acontecer a votação no Auditório Elias Kalil, sendo q a reunião não seria presencial e sim através de sistema eletrônico? Emendando: Onde entra e qual o interesse do bgt pactual no financiamento da compra (compra????) da saf pela galo holding _ família menin _? Seria receber ações caso haja descumprimento de algum item no contrato firmado e qual a influência dessa instituição na decisão de ingressar na LIBRA sendo q o Sérgio Coelho era um dos cabeças da LFU?
      [•••]”E o que tá ruim pode piorar mais ainda, pois amanhã teremos entrevista do Rafael Menin. Quem é esse cara no contexto do futebol?”[•••]
      Como diz um ditado antigo:
      É fato notório em empresa familiar, o pai construir p o filho destruir, e no caso da saf ,uma pena q enfiaram o GALO no meio dessa história aí. A ver como será a condução da coletiva, se irão na canela_ du.vi.de.ó.dó_ ou se vão levantar bola limpa p o menino luxento cortar sem bloqueio. Fico com a segunda opção!
      Saudações Atleticanas

      1. Caro José Roberto, a única pergunta que deveria ser feita, seria: O PLANEJAMENTO NÃO ERA PARA QUITAR AS DIVIDAS (PELO MENOS AS ONEROSAS) ATÉ 2.026. EM VEZ DISSO UMA DIVIDA DE 1 BI, JÁ PASSOU DE 1,4 BI, E SEGUNDO O PORTAL GE CHEGA AO 2BI. O QUE ESTÁ ACONTECENDO? QUAL CAROÇO ESTÁ DEBAIXO DESTE ANGU?

        1. [•••]” O QUE ESTÁ ACONTECENDO? QUAL CAROÇO ESTÁ DEBAIXO DESTE ANGU?” Pois é caro Geraldo, já pensou como seria interessante caso abrissem espaço á nós Torcedores nesta coletiva, de fazermos uma pergunta tipo estas q foram sugeridas só hj aqui no Canto?! Pois é ! Como os caras resolveram pegar o Clube pra si e chamar de saf não vai rolar,basta ouvir o que eles dizem e observar o que eles fazem. Só nos resta esperar qual é o real motivo dessa coletiva e quantas peneiras serão necessárias p ver se vale a tentativa de tapar o sol com elas após o término dela.
          Forte abraço.
          Saudações Atleticanas
          Obrigado pela interação.
          Sigamos!

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