Foi um dos homens mais afetuosos que conheci

Nossa turma ficou triste, mas o céu ficou mais feliz. Se depender deste senhor aí, os dias no Paraíso jamais serão os mesmos

Entre seus queridos, como mais gostava

O Tio Paulinho morreu. Pena. Apesar que, diante do quadro dos últimos meses, menos pior assim. Nos vimos pela última vez em dezembro, no tradicionalíssimo Convescote do Noiva. O Noiva sou eu. Não estava pleno, mas estava bem. Estava mais quieto, calado, é verdade. Mas feliz como sempre esteve quando ao nosso lado.

O Tio Paulinho morreu…

Caramba, só agora me dei conta que sequer sei seu nome. O conheci como Tio Paulinho, ou Uncle Paul, e só. Aliás, nem tio era, pensando bem. Nem meu, nem dos mais que queridos “MQS Brothers”, a quem deixo meu abraço. Acho que a diferença de idade fez com que fosse chamado desde sempre de tio. E assim foi. Assim se foi.

Arquivado!

Também o chamavam de arquivado. Este apelido nunca entendi bem. Nunca procurei saber também. Nesta turma, o que nos importa é o amor; é a fraternidade; é, como me escreveu certa vez um dos M´s, “uma explosão de alegria entre amigos queridos”. Como o Tio Paulinho, jamais vou me esquecer desta frase.

Sua sobremesa nos convescotes era especial: pêssegos em calda com requeijão. Eu nunca me esquecia. E ele nunca se esquecia: “Ricardo, você é um anfitrião maravilhoso”. Putz, como aquilo era sincero. Como aquilo me fazia feliz. Preparar e servir suas caipis era melhor que bebe-las eu mesmo. Sempre foi.

Ontem fui dormir muito tarde. Hoje não acordei muito cedo e logo saí. Reunião, telefonemas e finalmente fui me atualizar nos grupos (de WhatsApp). Num deles a notícia. Acabei de ler. Acabei de saber. Perdi as últimas homenagens pela manhã e a chance de me despedir. Faço agora:

Que honra foi tê-lo como amigo, Tio Paulinho. Que alegria foi beber, comer, ouvir música, rir e, sim!, vomitar (até isso Uncle Paul já aguentou, coitado) até as tripas ao seu lado. Obrigado por me ajudar a encontrar o caminho do quarto, hehe.

Sentirei muitas saudades do senhor a cada reunião nossa. Sentiremos todos muitas saudades do senhor. Mas de onde estiver, fique atento, viu? Jamais haverá novamente uma bebedeira desta nossa turma, sem um sincero, emocionado e mais que justo brinde ao senhor. À sua vida entre nós.

Cheers, Uncle Paul!

8 thoughts to “Foi um dos homens mais afetuosos que conheci”

  1. Não conheço vc pessoalmente….mas sempre leio o que escreve.
    E Hoje conseguiu me emocionar….senti como se eu fosse amigo e como seu eu tbm convivesse com o Tio Paulinho,esse amor ao próximo como foi declarado ao Tio Paulinho é um exemplo a ser seguido pois na vida nada é melhor que uma boa amizade. Palmas….palmas ….Palmas.
    Um salve ao Tio Paulinho. Que Deus o recebe de braços abertos.

  2. Como a vida é breve, realmente um sopro! Literalmente, ontem se comemorava, hoje chora-se a perda. Mas isso, deveria nos tornar mais humanos, mais reais, fazer a gente pensar de fato, que não somos máquinas, que a carne e o osso perecem e com o tempo se vão… Mas, se serve de consolo, ficam as boas lembranças. Estas sim, jamais serão apagadas, jamais serão esquecidas. Basta uma música, um lugar, um vento e vem a doce lembrança daquele bom momento com aquela pessoa . Por isso digo, vivamos mais, amemos mais, assim ao término de nossa passagem, restarão também boas lembranças para aqueles que nos tenham apreço e ainda por aqui permaneçam.

  3. Só morremos quando ninguém mais se lembrar de nós … e que seja sempre por motivos que valham a pena lembrar … como aqueles que Tio Paulinho privilegiou quem com ele conviveu …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.