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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

A Diferença é Modelo de Gestão!

Roberto Caldeira

Ultimamente, muito se tem falado no Brasil sobre a necessidade de modernização dos Clubes para que se tornem instituições viáveis e sustentáveis. Mas, o que vemos acontecer é um debate raso, pautado exclusivamente na ideia de que bastaria tornar os Clubes Empresas.

Como se num passe de mágica, uma vez que os Clubes tenham donos e investidores preocupados em não perder seu dinheiro, todos os problemas seriam resolvidos. SQN!

Existem sim pontos positivos a respeito do Clube Empresa. Mas os pontos negativos, as exigências, a forma de implementação, etc, precisam ser melhor avaliados e debatidos. Bons e maus exemplos existem em diversos países. Mas, infelizmente, o projeto de lei nº 5082/2016, atualmente no Senado, nem de longe aborda essas questões.

Entretanto, nesse importante e complexo debate há uma verdade absoluta, passando despercebida, e ao que parece, intencionalmente, esquecida: “O que muda a vida de uma empresa ou um clube de futebol é a forma como eles são geridos, e não seu modelo societário.” (@cesargrafietti)

Cesar Grafietti, Especialista em Gestão e Finanças no Esporte, nesse excelente artigo publicado na InfoMoney traz à tona esse imprescindível debate (Menos modelos societários e mais qualidade na gestão: seu clube de futebol é como deveria ser?).

Na opinião de Cesar, o problema é justamente que estão tratando do modelo de controle acionário como a solução dos problemas, quando, na verdade, ele é apenas meio, não fim. Nesse contexto, o artigo faz uma análise desses modelos, apontando os riscos e benefícios, listando alguns dos modelos societários que são aplicados no mundo e poderiam ser aplicados no Brasil.

https://www.infomoney.com.br/
https://www.infomoney.com.br/

Ao ler esse artigo, nos intriga constatar, e não encontrar respostas plausíveis, que justifiquem porque a maioria de nossos Clubes, especificamente em nosso caso o Galo, ainda não se modernizaram? Que tabu é esse, intransponível, pouco falado pelos Dirigentes, Jornalistas, Comentaristas e Torcedores?

Que mal haveria em tornar os Clubes melhor governados e mais transparentes? Será que implementar uma gestão profissional com responsabilidade fiscal e maior participação do sócio torcedor iria atrapalhar ou melhorar? Planos de gestão e planejamentos estratégicos de curto, médio e longo prazo são menosprezados, porquê? Por que ainda nem começaram a falar isso?

Desde que começamos a falar disso, até hoje não encontrei argumentos contrários a essas questões. Geralmente, além do debate raso, o que mais vemos são ataques: oportunistas, desejam apenas poder, ganhar uma boquinha, querem plantar crise.

Pra quem ainda não leu as Propostas do Renova Galo, o modelo de modernização para o Estatuto do Atlético que desenhamos está totalmente alinhado ao que Cesar Grafietti entende como um Estatuto moderno, seguro e que pode dar certo.

Ficamos muito felizes ao perceber que fizemos bem nosso dever de casa! Criticar é fácil! Mas criticar o que está errado e propor uma nova ideia é para poucos. Pessoas sérias e bem intencionadas, geralmente o fazem dessa forma.

Vale sempre ressaltar que fizemos esse trabalho por livre inciativa, pra ajudar o Atlético e sua Torcida, da qual fazemos parte! Somos torcedores comuns, assim como você que está lendo esse texto, apaixonados e preocupados com o Galo.

Não somos oposição à Diretoria! Não almejamos cargos! Somos oposição sim, ao SISTEMA! Lutamos pela modernização do Estatuto do Atlético, capaz de tornar nosso Galo Forte, Vingador e Vencedor!

O Clube Atlético Mineiro, nossa Torcida, demais Clubes do Brasil e toda Sociedade, precisam entrar verdadeiramente nesse debate, que não se trata apenas de Clube Empresa. O que precisamos é entender, discutir e estabelecer mecanismos e regras que façam com que os modelos de gestão modernos sejam obrigatórios.

Torne seu Clube privado, e você dele será privado!

A diferença está no Modelo de Gestão!

Para saber mais

29 thoughts to “A Diferença é Modelo de Gestão!”

  1. Boa Noite,

    Sabem qual a diferença entre Di Funto e Ricardo Oliveira?
    Ricardo Oliveira perde todos os gols na cara do gol.
    Di Funto, não perde nenhum gol, porque nunca está no lugar certo para perder.
    Já que o Filipe não foi relacionado para viagem, então, neste jogo eu seria primeiro falso 9, depois Ricardo Oliveira , e por último o Di fumto. Aff.
    Quanto ao texto, muito bom, mas não tenho comentários.

  2. Dentre tantas explanações, se extrai algumas de cunho sensato, outras de natureza bastante insensata.
    Há relatos de erros históricos do passado que bem poderiam servir de reflexão para evitar que esses mesmos erros continuem se repetindo. Até o presente, muitos erros persistem. O que é questionável é alguém se posicionar como apóstolo do apocalipse e antever o fracasso de algo que ainda nem começou. O certo é buscar um caminho para se chegar em algum momento à solução ideal. Errado é não ir em busca do rumo.

  3. A primeira coisa que tinha que acabar nessa pseudo gestão austeridade é a farra dos vôos fretados.
    Esses comem e dormem vão de vôos fretados em todos os jogos e que retorno eles deram????
    Só prejuízo, o SPA da Cidade do Galo tem que acabar, essa gestão e esses jogadores estão mal acostumados.

  4. Boa tarde para todos!
    Falando francamente até doí o coração ler textos como esse e muitos outros que vocês do “Renova” publicam, sendo Atleticano e vendo herros atrás de herros de todas as diretorias “atleticanas” , no Atlético as coisas erradas são sempre presentes, basta olhar os quatro últimos presidentes que tivemos: Ziza,Kalil, Nepussono e Sette , dos quatro o único que trouxe resultados esportivos foi o bocarra ,mesmo que com prejuízos financeiros enormes,ou outros foram e está sendo fiascos em todos os sentidos.

  5. O MAIOR ESCÂNDALO DA HISTÓRIA DO ATLÉTICO FOI A VENDA DE 50,1% DO SHOPPING POR UM TERÇO DO REAL VALOR.
    E O SEGUNDO MAIOR ESCÂNDALO SERÁ A CONSTRUÇÃO DESSE ESTÁDIO. ISSO É , SE REALMENTE ESSAS OBRAS INICIAREM , NO MEIO DA OBRA O SERVIÇO VAI PARA.
    IMAGINEM O MOTIVO.???
    COM A PÉSSIMA ADMINISTRAÇÃO O DINHEIRO VAI ACABAR.
    AÍ , VÃO APONTAR A SOLUÇÃO :
    “” VAMOS VENDER O RESTANTE DO SHOPPING “”.
    PODEM ANOTAR AÍ CARO BLOGUEIRO E JOSÉ ROBERTO.
    DEFINITIVAMENTE :
    “” ESSE ESTÁDIO NÃO VAI SAIR””.
    ACREDITE QUEM QUISER.
    É MAIS UMA MENTIRA PARA ENGANAR A MASSA ATLETICANA.

    1. Boa noite, Paulo Roberto!

      Se você observar que, no acordo de venda de 50,1% do shopping, o Galo abriu mão dos 49,9% de receita a que teria direito, por 4 ou 5 anos, se não me falha a memória, recebendo uma taxa menor, acabará concluindo (como eu) que o preço de venda foi 1/4 do que deveria ter sido, e não 1/3…

      É uma pena.

  6. Boa tarde. Lendo vários comentários aqui postados, só tenho uma observação. De tudo que aconteceu e acontece na gestão do Galo e diria até em todos os clubes do país, nada é fruto apenas de incompetência. Muito do resultado se deve aos interesses escusos. Não me venham com essa falácia de má gestão. É uma gestão muito bem aplicada ao longo de décadas para atender interesses pessoais e corporativos! E o futebol? Bem… esse de vez em quando dá algum resultado no meio disso tudo.

  7. Bom dia Amigalos. Belo texto Roberto.
    A gestão responsavel, tansparente e profissional passa pelo carater das pessoas que fazem parte da administração do clube – dirigentes, Conselho. E pq não. Os sócios dos clubes sociais. Pois são eles q elegem uma parte do Conselho. Q por sua vez elegem o presidente e seus assessores.
    Como disse um amigalo. Não há vontade em clarear sobre as transações q são feitas. Pq aí perderiam a boquinha. Ou bocona, das rachadinhas. Comissões ilícitas e favorecimentos outros.
    O futebol é um meio bandido. Onde os espertalhões e oportunistas abusam da paixão do torcedor comum, apoiados por parte da imprensa paga e pelas torcidas organizadas, q sobrevivem de verbas e presentes do clube e são massa de manobra e uns idiotas q também se julgam donos do CAM.
    Qq hora vai ser preciso o MP, a receita e a Polícia entrarem no circuito. Por una questao social e moral…e dar um Basta nessa folia sem regras de responsabilidade.
    Quero ver se vao ter peito de vender a outra parte do shopping ou a sede.
    Uma solução seria aumentar o número de sócios sociais, eleger parte do Conselho com homens de bem e honestos. A fim de quebrar a base de poder do Conselho e viabilizar mudanças tão necessárias…
    Um abraço a todos os amigalos e fora os ladroes de plantao do nosso galo

  8. DOMINGOS SÁVIO ,

    o contrato com a Minas Arena é um dos negócios
    mais obscenos que um governo poderia ter feito
    com a iniciativa privada .

    O consórcio empreendedor jamais terá prejuízo ,
    pois o governo funciona como avalista, cobrindo
    todo e qualquer eventual rombo nas contas , é
    só dar uma olhada no contrato .

    NÓS pagamos a farra , inclusive o calote que o
    time azul vem dando sistematicamente , com
    uma dívida de utilização que só aumenta .

    Um escândalo , como tantos outros , afinal .

    1. E de vez em quando, estranhamente os Deputados Estaduais ameacam com uma CPI e depois alguns retiram assinaturas. Reforma com dinheiro do BDMG( Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais). Enfim, as coisas no Brasil, na minha opinião sao sinistras!!

    2. Boa tarde, José Eduardo Barata. Bota obsceno nisso.
      E quanto você acha que certa gente e seu bando ganham com isso?
      E os “fiscais” TCE, MP e ALEMG? Algum deles leu esses contrato?

  9. Gestão,este ato ou efeito de gerir no CAM se perdeu nos anos 90. Mais precisamente na gestão do sr. Paulo Cury. Ali o Clube foi saqueado sem dó, em tds os sentidos. Denúncias de irregularidades, atrasos de salário, aumento de dívida, matéria negativa nos principais veículos de imprensa do país, empréstimos suspeitos, racha no conselho e péssimos resultados dentro de campo. Num 1º momento o sr.Paulo Cury foi afastado pela Justiça e dois meses depois houve o pedido de renúncia. Este sr. saiu(?) deixando um rombo de R$ 15 milhões aos cofres do Clube. Corre na boca miúda q a péssima administração dele e de seu antecessor, Afonso Paulino, foram decisivas para os anos de trevas que o CAM viveu e ainda vive, sendo inclusive rebaixado para série B anos depois. Se hoje o @Atletico é um dos clubes mais endividados do país,o início de tudo tem relação com o amadorismo e incapacidade administrativa q veio de gestões passadas.
    >> Naquela época o papel da torcida foi atuante,por não aceitarmos as irregularidades na era Paulo Cury. Foram inumeros os protestos exigindo a saída dele da presidência e a limpeza de vários q infestavam o 2º andar no Lourdes, o que acabou acontecendo! Lembro q na época houve uma mobilização monstra, na qual, conselheiros e torcedores se uniram e criaram o movimento “””SOS Atlético, por uma Administração Honesta””””, assunto noticiado até na Folha de São Paulo.
    >> Ao q parece,caro Roberto e Atleticanos (as), a roda gigante continua estacionada girando apenas no seu próprio eixo e a história se repetindo. SAN

  10. Boa tarde, amigos!

    Excelente a coluna de hoje!

    Respondo os questionamentos com outros dois questionamentos:

    1-Os amigos acham que um clube bem gerido venderia 50,1% de seu maior patrimônio por 1/4 do que vale, seguiria tentando vender os 49,9% restantes (nos mesmos moldes?), e contrataria jogadores em final de carreira, com pouco resultado técnico, ganhando 500 mil por mês, em contratos de 3 anos? Acho que não, né?
    2-Considerando-se a resposta à pergunta (1), por que será que os clubes (inclusive o Galo) não demonstram interesse em mudanças como a proposta pelo colunista e pelo autor do artigo, meu xará?

    Infelizmente a gente termina ficando com a impressão de que muita gente envolvida no futebol o prefere como está…

    Saudações alvinegras!

  11. Bom dia Massa Atleticana!
    Caldeira, excelente explanação, como disse o amigalo Paulo Silva, uma verdadeira aula de administração, digna das melhores instituições.
    Domingos Sávio, simplesmente contundente, na veia, no meio da canela acima da caneleira.
    Só uma pergunta, como esperar que sejam promovidas mudanças estruturais no clube por aqueles que são favorecidos pelas condições atuais???
    Saudações alvinegras.

  12. Nós atleticanos torcedores e ficamos orgulhosos com a provável construção da Arena MRV, mas como disse o Domingos Sávio já existem dois estádios na capital que atendem a demanda do Galo, porque desfazer de um patrimônio tão valioso para construir o próprio estádio? Espero pelo menos que nesta construção haja competência, transparência e HONESTIDADE, como disse o Paulo Roberto.

  13. CALDEIRA ,

    os meus aplausos para suas considerações
    e estudos sobre como GERIR um CLUBE de
    futebol .

    No entanto, permita-me, para que se tenha
    UM TIME de futebol, não será o especialista
    em gestão empresarial que fará acontecer.

    Hoje o futebol deixou o campo de jogo para
    estar nas mesas redondas , nos gabinetes e
    nas relações contratuais .

    Sei que o avanço da “modernidade” impacta
    todos os segmentos da sociedade , mas com
    certeza o futebol tem variáveis que , se não
    consideradas , põem a perder tudo aquilo
    que se decide nas teorias acadêmicas :
    A ARTE , O IMPROVISO , A MALÍCIA !!!

    “Futebol se joga no estádio ?
    Futebol se joga na praia , se joga na rua ,
    futebol se joga na alma ”
    Carlos Drummond de Andrade

    “Futebol é muito simples .
    Quem tem a bola , ataca .
    Quem não tem , defende ”
    Neném Prancha

    “Técnico bom é o que não atrapalha”
    Romário

    “O jogador vê , o craque antevê”
    Armando Nogueira

    Houvesse aquele que desse atenção para a
    essência do futebol , o TIME consagraria o
    tal modelo de gestão do CLUBE .

    Assim foi como o futebol começou .
    Afinal , primeiro o TIME , depois o CLUBE .

  14. NOTÍCIAS QUE ME ENTRISTECEM:
    “Viagem, gramado e iluminação. Guga elenca as dificuldades para o Atlético contra o afogados.”
    Ou seja, o cara é altamente negativo e dissociativo.
    Nem pensa nas vantagens que o time possa ter enfrentando outra equipe semi profissional, cuja folha de pagamentos é menor que o seu próprio salário.
    Antes de embarcar o limitado jogador já pensa nas dificuldades e possíveis desculpas por um provável fracasso. É com essa mentalidade que ele entrará em campo. Dá pra confiar numa coisa dessas?

    “Atlético empresta volante Lucas Cândido para a Chapecoense”
    Uai! O contrato do Lucas Cândido com o CAM é vitalício?
    Se ele é do CAM por que não joga no lugar do Zé Butinada?
    Dirigente que não entende de futebol é assim. Pensa que o Di Funto pode jogar mais do que isso que não joga.
    E não sabe que o Lucas Cândido com um joelho só joga mais que o Zé Butinada.

    NOTÍCIAS QUE ME ALEGRAM:
    Presidente do Flamengo vende sua empresa petrolífera.
    Motivo? Dedicar-se inteiramente ao Flamengo.
    Quanto altruísmo. Só falta dizer que o dinheiro da venda será doado ao Fla.
    Por essas e outras é que modelo de gestão não faz diferença nenhuma na administração dos clubes brasileiros. Diferença está no caráter dos dirigentes.
    Quem vai pagar por isso? O Flamengo, sem dúvida.

  15. Bom dia Caldeira, xará e amigalos decepcionados versão 2020! Uma Gestão que não sabe contratar um jogador não consegue administrar um carrinho de cachorro quente. Imagina um Clube Empresa! É só fazer uma pesquisa da incompetência administrativa do Galo nós últimos 20 anos pelo menos!!!

  16. Análise perfeita, sem retoques! A falta de gestão e transparência na atual administração do galo, levou o clube ao endividamento, com contratações absurdas que inviabilizaram as finanças e o futebol do clube.

  17. Bom dia amiGalos Roberto e Eduardo.
    A resposta do porque deixar tudo como está, é muito fácil. É mais fácil encher o bolso de pixuleco, pois nenhum dirigente tem que dar satisfação para ninguém. Por isso o Galo tem hoje a segunda maior dívida do futebol brasileiro, só perdendo para o Corinthians.
    Contrata-se os Bolts da vida, Fred, Robinho, etc, etc, paga-se uma fortuna, todo mundo ganha, menos o clube. Os dirigentes entram pobres e saem ricos, ou, então, eleitos para algum cargo público.
    No mais, torcer para ficarmos na série A e torcer para o pequeno time azul também, para ele continuar na série B por longos anos.
    Saudações Alvinegras.

  18. Roberto, enquanto tivermos dirigentes como os que comandam o Galo no momento, nada será alterado, eles têm certeza que o clube é deles, não escutam a torcida praticamente nunca, fazem o que bem entendem, contratam “bolts” a peso de Ouro, depois simplesmente rescindem e pagam uma fortuna na rescisão, e esse ciclo vicioso perpétua na instituição desde de que torço e a acompanho. No final de seu mandato eles saiem e deixam o clube cada vez mais afundado em dívidas, a diferença é que em 2013 e 2014 a gastança desmedida rendeu títulos, mas depois a gastança continuou e nós infelizmente não ganhamos mais nada. Espero como quase todos torcedores com quem converso e também esperam, que o atual presidente realmente esteja colocando a parte financeira nos trilhos, pois dentro de campo estamos um fiasco. Tomara que as idéias do Renova Galo sejam ao menos analisadas pela Diretoria, o que não acredito, pois já nos mostraram muitas vezes que são autossuficientes.

  19. Bom dia Eduardo, atleticanas e atleticanos.
    Bom dia, Roberto Caldeira. Excelente artigo, aula de administração digna das melhores faculdades.
    Como foi dito, não é o modelo de gestão que fará grande diferença na vida dos clubes de futebol brasileiros. A diferença foi, é, e sempre será o caráter dos dirigentes.
    Exemplo claro está bem diante de nós. O Flamengo.
    Em dois mandatos o Bandeira de Mello e seus companheiros de gestão tiraram aquele clube de uma situação falimentar e elevaram-no a um patamar sem igual no Brasil. sem alterar o modelo de gestão.
    Dívidas? Não foram totalmente pagas, é claro. Num regime capitalista, empresa que não tem dívidas está fadada ao fracasso. Já disse isso aqui em outro comentário que versava sobre as dívidas do CAM.
    Não foram totalmente pagas mas foram totalmente equacionadas e reduzidas a um montante suportável pelas receitas e crescimento patrimonial.
    Dever não é problema para quem sabe gerir. Quanto mais dívidas regulares, maior a certeza de crédito e crescimento.
    E capitalismo é essencialmente crédito.
    Se o Bandeira e sua turma souberam gerir e equilibrar, os atuais gestores estão nadando em sentido contrário e o que veremos é que dentro de algum tempo o Flamengo estará à míngua novamente. É tudo uma questão de caráter.
    No CAM tivemos gestores que se não souberam gerenciar o futebol, daí a escassez de títulos, souberam conduzi-lo a uma situação patrimonial invejável, com dívidas muito abaixo do patrimônio e com receitas compatíveis com o endividamento. A coisa começou desgringolar com a recente gestão cheia de títulos e com um endividamento descontrolado que até hoje penaliza os seus sucessores, impedindo-os de acrescentarem patrimônio ao clube e com dívidas irregulares explodindo em sua cara todo dia graças a um gestor perdulário, reconhecidamente incapaz administrativamente, falido e populista.
    Ao contrário, pensam, e se Deus nos ajudar, não conseguirão, é em liquidar o patrimônio existente.
    Pena que esse espaço não permite um alongamento do assunto. Em outras oportunidades poderemos ser mais explícitos.
    Uma boa terça-feira com folia controlada.
    Abraço a todos.

  20. Bom dia a todos.
    O que falta a quase todos os clubes brasileiros é competência , honestidade e transparência das Diretorias.
    Sem esses três requisitos nenhum modelo vai dar certo.
    COM COMPETÊNCIA , TRANSPARÊNCIA E PRINCIPALMENTE “HONESTIDADE ” QUALQUER MODELO DE GESTÃO CERTAMENTE DARÁ CERTO.

  21. Boa terça. Essa discurssao clube empresa tem varias ramificaçoes e passa pelo estatuto. Falando do jogo de amanha, me preoculpa desde uma concentraçao desde ontem a noite conjugada a um treino hoje as 7 horas da manha antes de iniciar uma longa viagem que vai durar em tornos de 10 horas se nao houver imprevistos, jogador nao gosta disso e ja vimos derrubarem tecnico com isso. Se derrubarem tecnico na copa do brasil e no mineiro nao ganharemos mais nada esse ano. Jogo de alto risco em Afogados e domingo em Varginha.

  22. Bom dia Caldeira. Bom dia a todos. Na minha opinião o problema é de uma clareza tsunamica: o atual modelo é o ideal para enriquecer dirigentes, empresarios e jogadores alguns ate medíocres, tais como Hernandes, Emersom Conceição, Bolt, etc..Nao há interesse em mudar, pois se mudar ficará dificil roubar! Veja bem amigo: uma mudança simples poderia ser o estabelecimento de fairplay financeiro que proibisse os clubes de estabelecer em seus orçamentos despesas que ultrapassem as receitas fixas previstas para o ano seguinte. Dessa forma, o clube só poderia gastar as receitas fixas, quais sejam: cota de televisão, socios torcedores e patrocinios e arrecadação de bilheteria, com base nos números do ano anterior. É um absurdo os clubes fazerem previsao de gastos com vendas de jogadores e premiações, pois isso pode nao se concretizar. A venda de jogadores e premios deveriam fazer parte dos lucros para pagamentos de dividas ou inclusão no orçamento do ano seguinte como receitas. Mas nao espere nada disso Caldeira, nossa cultura é de conivencia com ladroes, sejam eles de dinheiro público ou privado. E o modelo de gestao do futebol foi estabelecido para enriquecer jogadores, empresarios e dirigentes. Fossemos um pais sério depois de gastar dinheiro público para reformar dois estadios da capital, estes estadios estariam privatizados aos clubes. Mas fizeram um modelo de gestão que criou uma MinasArena que só fatura, sem gastar um centavos de investimento, pois a reforma foi feita com dinheiro publico( financiamento do BMG). No entanto, apesar do atual Governo ser favorável a privatização do estadio aos clubes, a opcao da Galo é investir 480 milhoes na construção de um terceiro estádio e continuar devendo 700 milhões, inclusive quase 400 milhoes de impostos( dinheiro este que faz falta nos serviços públicos destinados a população mais carente). É por tudo isto que ja disseram que o Brasil não é um país sério!

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