Entendendo Trump e a redução de impostos

Todos os dias pedimos impostos menores. Daí Trump faz isso — lá nos EUA, claro — e a turma da GloboNews dá chilique

Simples assim, meu caros

Recebi uma historinha sensacional do meu grande amigo Alexandre Costa, advogado e professor de Direito Tributário dos melhores. Vou tentar traduzir (veio em inglês) da forma mais clara o possível. É mesmo sensacional!

Dez amigos saíam para beber todas as noites. A conta sempre dava 100 reais e desde o começo resolveram dividir a dolorosa da mesma forma que eram cobrados nos impostos. Assim, os quatro primeiros (mais pobres) não pagavam nada. O quinto pagava 1 real, o sexto 3 reais, o sétimo 7 reais, o oitavo 12 reais, o nono 18 reais e o décimo (o mais rico deles) arcava com 59 reais. Apesar de beberem todos a mesma quantidade de cervejas, lhes parecia justo.

Um dia, o dono do bar resolveu lhes dar um desconto. Ele disse que como eram bons clientes e vinham todos os dias, a conta passaria a ser de 80 reais, ou seja 20% menor. Daí resolveram praticar a mesma lógica tributária e a divisão passou a ser: os cinco primeiros não pagariam nada. O quinto, desta forma, deixou de pagar sua parte (economia de 100%). O sexto passou a pagar 2 reais (economia de 1 real ou 33%), o sétimo 5 reais (economia de 2 reais ou 28%) , o oitavo 9 reais (economia de 3 reais ou 25%), o nono 14 reais (economia de 4 reais ou 22%) e o décimo 50 reais (economia de 9 reais ou 16%). Assim, seis deles foram beneficiados e os quatro anteriores, que já não pagavam nada, mantiveram-se iguais. Mas…

O sexto homem, que economizou 1 real, começou a sentir-se prejudicado. “O mais rico economizou 9 reais, ora”, disse choroso. O quinto homem logo concordou, já que também fora beneficiado com apenas 1 real. O sétimo homem seguiu a ladainha, já que sua economia fora de 2 reais somente. Todos, então, insurgiram-se contra a economia de 9 reais (nominalmente a maior; percentualmente a menor) do mais rico.

Chateado com aquilo tudo, na noite seguinte o homem mais rico não apareceu. Os demais nove amigos deram de boa e beberam assim mesmo. Ninguém nem se lembrou daquele que, até a noite anterior, respondia sozinho por ao menos 50% do rateio.

Pois bem. Ao final da noite, na hora de pagar a conta, todos perceberam um detalhe. Na verdade, O Detalhe!! Sem a parte do amigo mais rico, já não havia dinheiro suficiente para pagar pelas cervejas que beberam.

Pois é. Desenhando, talvez o Jorge Pontual e a Leilane Neubarth compreendam.

Saúde!

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19 thoughts to “Entendendo Trump e a redução de impostos”

  1. Muito bem explicado. O dinheiro tem obrigação de migrar para onde é mais seguro e vantajoso. Sim, capitalismo é assim vermelhinhos, mortadelas e comunistas inúteis. Se os vagabundos “sociais-democratas” não dessem as caras no nosso querido, judiado e maltratado Brasil, estaríamos, pelo menos, no nível de desenvolvimento do Chile. Vergonhoso. Temos que fechar as fábricas de graduados estúpidos, nas faculdades públicas espalhadas pelo país. Vamos fechar os cursos de sociologia, filosofia e afins, e investir essa dinheirama em cursos de engenharia e teconologia. Até, pasmem, o Japão está trabalhando para fazer isso.

  2. O seu raciocínio está correto quando analisamos sob o ponto de vista da redução dos impostos. A grande questão no caso dos EEUU é saber como será feito o fechamento das contas, ou seja, irão reduzir os custos da máquina pública? Vão cortar em quais áreas, educação, saúde, gastos militares?
    Lá nos EEUU o imposto já é progressivo, mas também tem gastar dentro do que arrecada, esta é a grande questão.

    1. Bem, Evaldo, isso eu deixo com aqueles burros economistas que existem por lá e com aquele Congresso incompetente que aprovou as medidas. Estou certo que só fazem cagada mesmo!!! Abrs

  3. Injustiça tributária
    “…a divulgação desses dados é uma ação inédita do governo. Além de demonstrar a desigualdade de renda, os números denunciam também a injustiça tributária praticada no país. Para se ter uma ideia, essa camada mais rica tem 6,4% de sua renda retida na fonte pela Receita, em média. Já os extratos intermediários, gente que tem rendimentos anuais entre 20 e 40 salários mínimos (R$ 162.420 e R$ 325.440) pagam 11,7% de imposto retido na fonte.”

  4. Vou fazer minha analogia a respeito da distribuicao de riquezas usando o mesmo exemplo.
    Imagine estes mesmos dez amigos trabalhando para o dono do bar durante um dia, fazendo reforma e limpeza no estabelecimento. O mais rico foi o responsavel pela negociacao com o dono do bar, e foi ele quem recrutou e organizou o grupo:
    O rico chamou o nono pois este entende tudo sobre reforme e limpeza.
    Ele chamou o Oitavo, pois este alem de trabalhar duro eh otimo para motivar os outros.
    O setimo e o sexto alem de bons trabalhadores, são inteligentes.
    O Quinto, quarto e terceiro são os verdadeiros carregadores de piano. Trabalham duro e não questionam sobre como o pagamento sera feito.
    O Segundo ajudou pouco, mas pelo menos tentou… deu o maximo que ele podia.
    O primeiro ajudou nada, atrapalhou mais do que ajudou, alguns disseram.
    O dono do bar deu comida e bebida para todos.
    No fim do dia o Rico foi receber a recompensa. O dono do bar deu a ele 100 cervejas para ele e os amigos levarem para casa. O rico então resolveu dividir com os amigos da seguinte forma:
    Ficou com 59 para ele. Deu 18 para o Nono, 12 para o Oitavo e 7 para o setimo. Estes trabalharam duro e sabiam qual seria a recompensa.
    Para o Sexto ele deu 3 e para o Quinto 1. Estes trabalharam muito duro. Ficariam chateados se não recebessem nada.
    Para o quarto, terceiro e segundo, o rico não deu nada. Ele sabe que eles trabalharam duro, porem ele sabe que eles se contentariam com apenas o que comeram e beberam enquanto trabalhavam.
    E o primeiro já que não fez nada mesmo saiu no lucro comendo e bebendo de graca.
    Resumo, Todos que trabalharam duro ficaram com, em media 5 cervejas, o rico ficou com 59. Eh basicamente isto que esta acontecendo no mundo de maneira geral. Os CEOs ficam com muito mais do que a media dos outros trabalhadores. Se você quer saber mais a respeito procure pelo video “ Wealth Inequality in America”
    https://www.youtube.com/watch?v=QPKKQnijnsM
    traduzido

    1. O problema da é que cada um vende o que tem, negociadores vão ganhar mais que carregadores por simples lei de oferta e procura, vc vai encontrar batalhões de carregadores e poucas pessoas com habilidades de liderança e negociação. As pessoas se revoltam com a diferença do ganho entre todos mas querem fazer “justiça” distribuindo bens alheios não funciona. É necessário entender o mundo e se diferenciar da massa, não é fácil mas se fosse fácil não ia nem chamar trabalho pra começo de conversa.

      1. Oi Finao, Gostei da sua resposta e concordo com voce. Em resumo pessoas com potenciais diferentes tem que ser recompensadas de acordo. Caso contrario caimos na ideologia do comunismo, que como sabemos nao estimula as pessoas a darem o seu melhor.
        So para esclarecer eu nao defendo a distribuicao de bens alheios, estou apenas chamando a atencao para o fator da desigualdade da remuneracao: um cara ganhando 380 vezes mais que a media me parece uma diferenca exagerada e desnecessaria.

    2. Experimente ter uma empresa apenas com os carregadores de piano, os que você diz que trabalham duro, sem os “negociadores” que você considera exploradores (que na maioria da vezes são as cabeças-pensantes, os empresários, os CEOs). Depois nos conte como foi, qual foi o lucro distribuído pela sua empresa e quanto tempo ela durou. Belê?

  5. Gostaria de entender as opiniões sempre contrarias destes jornalistas da bobonews, pois seus comentários e nada , e a mesma coisa, eles não tem influencia nem aqui, e muito menos nos EUA, ou eles pensam que mudaram alguma coisa na América, eles são na verdade uns bando de chatos e insuportáveis, para de ver este jornal, o que eu mais engraçado de tudo isto e que quando tem férias vão pra onde, SIM PARA A EUA.

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