Afinal, quem é o patrão de quem

A conta, só das mordomias, já ultrapassa a casa de R$ 5 bilhões ao ano. Sim, 5 bi do nosso bolso transferidos para quem deveria nos servir

burro
Os eternos burros de carga

Você, leitor amigo, empregou-se em outra cidade, foi transferido pela empresa ou está temporariamente trabalhando fora de sua cidade? Parabéns! Mesmo que não tenha gostado, ao menos está trabalhando, né? Nestes tempos pós-PT, ter trabalho e renda já é uma dádiva. Mas… onde vai morar, como vai pagar?

Bem, problema seu, ora. Procure aquilo que lhe parece melhor dentro da sua possibilidade financeira. No máximo, negocie um aumento de salário. Mas com muito cuidado, para não dar sopa para o azar. Vá em frente, mas lembre-se que atrás vem gente.

Beleza. E os nossos empregados, os funcionários públicos que por vontade própria, sem nenhum de nós lhes pedir nada, resolveram seguir tal carreira? Se forem alocados em outras cidades também terão de se virar?

Claro que não, né? Pergunta mais idiota essa minha. Que absurdo seria isto! Onde já se viu um funcionário público concursado, que ganha muito mal, que não recebe benefícios surreais, que não tem aposentadoria especial, que trabalha feito um cão ter de pagar por sua moradia com seu próprio salário? A escravidão já acabou, pô. Juízes, por exemplo, recebem até R$ 6 mil por mês extras como auxílio moradia. Para eles, amigos, temos de bancar a tríade casa, comida e roupa lavada integralmente. É barba, cabelo e bigode.

Aliás, antes fosse, né? Afinal, além de termos de pagar também pela casa, além dos salários e de todas as mordomias, nos sobra também a prole dos felizardos: creche, escola, faculdade. Isto mesmo! Vários estados concedem auxílios nestas áreas aos filhos dos bacanas, obviamente com nosso dinheiro.

Me perdoem os amigos funcionários públicos, mas tenho verdadeira ojeriza por este sistema escravocrata inventado pela burocracia estatal. Sei que a maioria são trabalhadores honestos e esforçados, que nem ganham tão bem assim e que passam por extremo aperto financeiro. Mas a casta privilegiada — que além de receber ótimos salários ainda concede-se benefícios escandalosos — não me desce pela goela. Ou melhor, desce, mas à força!

Por que tenho de subsidiar qualquer coisa que seja para alguém que, por vontade própria, resolveu ingressar no serviço público? Por que tenho de, ainda pior!, ajudar a este alguém a educar seus próprios filhos? Por que tenho de, apesar da aposentadoria integral que os bonitões recebem, pagar por suas despesas médicas?

Eu não quero, pô! Eu não pedi que fossem meus empregados. Se querem ser, quem deve decidir o quanto irão ganhar, o quanto irão trabalhar, de que forma e onde, sou eu, o patrão. Não o contrário. Está tudo errado. Imaginem uma empresa onde os funcionários se contratam, resolvem os próprios salários e benefícios, concedem-se férias extras, prêmios anuais sem contrapartida alguma, aposentadorias precoces e integrais, mesmo não tendo contribuído para tanto, e ainda estendem diversos destes benefícios aos seus filhos.

Imaginou? O que acha? A tal empresa estaria saudável ou quebrada? Pois é…

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6 comentários em “Afinal, quem é o patrão de quem

  1. Olá Distinto, os juízes, os congressistas o Presidente da República e os Governadores não são funcionários públicos, são governantes. Eles são exercentes do poder estatal, são, portanto, a personificação do próprio Estado. O poder do Estado é divido em três funções: legislativo, executivo e judiciário.
    De outro ângulo não se pode esquecer que o Brasil é um país elitista e concentrador sendo esse fenômeno perceptível no funcionalismo público onde a grande maioria não goza de benefícios abusivos nem recebe remuneração exagerada. Porém na cúpula do serviço público – o velho e perverso elitismo – mantém remuneração alta e muitos benefícios sendo que grande parte deles são abusivos para não dizer escandalosos.
    Assim, essa análise generalizante pouco contribui para a melhor compreensão dos problemas e menos ainda para a superação desses entraves. Aliás, esse jargão de valorização do patrão lembra muito um certo animador de televisão e o conjunto de seus bajuladores. Grato.

  2. Por esta e diversas outras mazelas, que acho um ABSURDO querer que o sofrido povo brasileiro se aposente aos 65 anos. Estes vagabundos deveriam sumir do mapa e só depois de estancar esta sangria que o governo poderia pedir algum sacrifício para a sociedade. Em tempo, esta corja não é PT. Estas vergonhas são antigas, Vidas Secas, eis um relato fidedigno de como a sociedade política brasileira é NOJENTA e Formada por SOCIOPATAS

  3. Aceitem, ou não, os funcionários públicos são, sim, uma classe privilegiada. Só o fato de terem estabilidade, algo negado aos empregados da iniciativa privada, já é incompreensível. Produzam ou não, dificilmente são demitidos.

    1. Olá Geraldo, existem mecanismos para exigir e aferir a produtividade e eficiência do funcionário público, as quais devem e podem ser aperfeiçoada, porquanto não devemos matar a vaca para eliminar o carrapato. De outro ângulo, se não houvesse a estabilidade certamente que haveria muita perseguição no serviço público para não dizer no custo – que seria suportado pela coletividade – de alterar todo o quadro de servidores quando eleito governante opositor do governante que passa o cargo. Sorte, Saúde e Sabedoria.

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