Ala feminina da PF em Curitiba

Além de Gleisi Hoffmann, já ré na Lava Jato, Dilma Rousseff poderá ser uma outra futura hóspede em breve

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“Alô, Palocci, como está o clima aí, meu porquinho?”

Conforme previsto, passadas as eleições municipais a cena política-policial tornou-se pra lá de movimentada outra vez. A revista IstoÉ desta semana está explosiva. Traz reportagem com trechos das delações de Marcelo Odebrecht, de seu pai Emílio e dos principais executivos da empreiteira. Lula, Dilma e Palocci estão cada vez mais encrencados. É bom a turma de Curitiba iniciar a construção de uma ala feminina bem rápido, pois parece que irão precisar.

Lula já está no pau da goiaba” há muito tempo. Não entendo como ainda não está no xilindró, mas enfim. Palocci, coitado, só sai na próxima visita do Cometa Halley. A novidade agora é ela! Sim, amigos, ela. Dilminha, a criminosa, segundo o Senado Federal. Marcelo Odebrecht afirmou que negociou pessoalmente com ela dinheiro sujo para sua campanha. Disse mais: A Rainha da Mandioca botou pra quebrar no BNDES e mandou liberar a bufunfa do Porto de Mariel, em Cuba. A empreiteira, o PT, os irmãos Castro e sabe-se lá mais quem encheram as burras com os bilhões de reais do povo brasileiro otário.

A diferença da situação atual com as demais delações de outrora é gigantesca. Se antes haviam depoimentos soltos, espaçados, fragmentados, agora formou-se um conjunto só. Uma história (documentada) com início, meio e fim. Com fios desencapados conectando-se entre si, e um depoimento corroborando o outro. Não haverá mais espaço para simples negativas e respostas-padrão por parte dos acusados. Serão todos processados e presos! Tão certo quanto o nascer do sol amanhã. Quem já está em cana ficará ainda por um bom tempo, e quem não está pode ir preparando a malinha de mão, que é para não ser pego de surpresa.

Eu sei que essa gente não é trouxa e sabe disso tudo. Lula, como amplamente noticiado, ensaia um auto-exílio por aí. Ou fumará charuto em Cuba ou maconha no Uruguai. Talvez um vinho na Itália, o que é mais difícil. Já Dilma, parece, terá de começar a repensar seu futuro. O Brasil sempre foi — e certo modo ainda é — o país da impunidade. Mas a coisa mudou bastante de patamar após a Lava Jato. Agora, com as delações da Odebrecht, um novo salto será dado em direção à uma justiça bem mais ampla. Assim, caso a “encanadora de ventos” resolva mesmo ficar e enfrentar os fatos, é bom procurar logo um excelente advogado criminal. E que escolha gente melhor do que escolheu seu ex-chefe, pois certamente irá precisar.

Aguardemos os próximos capítulos, que serão em breve e bastante intensos. E que os laboratórios de ansiolíticos liguem suas chaminés e as farmácias reforcem os estoques, pois vai ter gente precisando de muito Rivotril nos próximos dias.

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5 thoughts to “Ala feminina da PF em Curitiba”

  1. Prezado Ricardo; a lamentar a “cultura” adotada no Brasil. Sempre fomos lenientes, procurando enxergar problemas sociais nos mais variados crimes e absurdos cometidos. No caso dos elementos citados, ainda há quem acredite e justifique-lhes os crimes cometidos. Quem nunca ouviu a célebre frase: “política é assim mesmo”? Durante muito tempo acreditei que uma educação de qualidade colocada à disposição dos brasileiros seria a solução para todos os problemas. Hoje em dia tenho grandes dúvidas sobre a capacidade nacional brasileira, de oferecer esta qualidade indispensável, inda mais com o aparelhamento de entidades, professorado e consequentemente o alunado.

  2. Na realidade, os professores esquerdistas sempre fizeram esse trabalho de alienação estudantil visando o ganho deles próprios, com o intuito de se manterem em cargos interessantes. O mesmo com sindicalistas, movimento sem terra, certos setores da Igreja Católica e etc. A massa de manobra são os universitários, secundaristas, camponeses e operários. Poucos mandando e fazendo a cabeça dos ”idiotas úteis”. Só olhar sobre a fortuna acumulada por Fidel Castro e o povo cubano na miséria. Basta assistir no Youtube um documentário feito com um ex agente da KGB falando sobre o trabalho junto a essa parcela da população. É por isso que me considero conservador, palavra essa no sentido de administrar o que já está aí, sabendo que não não há muito como mudar que ocorre pelo mundo afora.

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