por Marcelo Seabra
Ellen DeGeneres fez uma introdução bem levinha, até comportada, e deu a palavra a Anne Hathaway para o Oscar de melhor ator coadjuvante. Conforme esperado, Jared Leto levou. Fez um discurso bem abrangente e bonito, lembrando a luta da mãe para criar os filhos, passando por toques políticos sobre a Ucrânia e a Venezuela, as vítimas da AIDS, pessoas com estilos de vida considerados diferentes e, claro, a equipe do filme Clube de Compras Dallas.
Jim Carrey mostra um clipe sem qualquer razão de ser com cenas de animações diversas. Nada é premiado, nada é apresentado, apenas a moral de Carrey é levantada. Segue o primeiro número musical de uma indicada a melhor canção: Happy (de Meu Malvado Favorito 2), de Pharrell Williams, que chamou Lupita Nyong’o, Meryl Streep e Amy Adams para dançar de pé com ele.
Melhor figurino para O Grande Gatsby e maquiagem e cabelo para Clube de Compras Dallas. Primeiros clipes dos indicados a melhor filme: Clube de Compras Dallas, Trapaça, O Lobo de Wall Street. Matthew McConaughey e Kim Novak apresentam melhor curta animado: Mr. Hublot. E depois os indicados a melhor longa de animação, que foi Frozen. Sally Field mostra um clipe com diversas cenas de personagens heroicos, líderes e lutadores – também sem nenhuma razão de ser.
Melhores efeitos visuais fica com Gravidade, como previsto. Zack Ephron (com o cabelo do Syndrome, de Os Incríveis) apresenta o segundo número musical da noite: Karen O cantando o tema de Ela, a balada The Moon Song. O melhor curta metragem é Helium, o melhor documentário em curta metragem é The Lady in Number 6 e o melhor documentário em longa metragem é Twenty Feet from Stardom. A sequência se encerra com o melhor filme em língua estrangeira: A Grande Beleza, de Paolo Sorrentino.
Nos dois prêmios de som, mixagem e edição, dá Gravidade. Christophe Waltz entra para chamar a melhor atriz coadjuvante, que não poderia ser outra a não ser a estreante Lupita Nyong’o. Ela faz um agradecimento emocionado a Solomon Northup, o personagem e autor do livro 12 Anos de Escravidão, a todo o elenco, à família e a todos mais que pôde. Uma piada com pizza, com Ellen recebendo o entregador no palco e a distribuindo a convidados escolhidos a dedo, e temos a mensagem da presidente da Academia. O melhor diretor de fotografia é ninguém menos que Emmanuel Lubezki, mais um prêmio para Gravidade. Bill Murray, que chamou o prêmio com Amy Adams, aproveitou para homenagear o falecido Harold Ramis, já saudoso.
Como melhores editores, levam Mark Sanger e o próprio Alfonso Cuarón, diretor de Gravidade, no quinto prêmio do longa. A música corta seu discurso, mas a cara de feliz diz tudo. E logo ele deve voltar como melhor diretor. Whoopi Goldberg, renascida dos mortos, anuncia uma homenagem não explicada ao Mágico de Oz, e Pink entra para cantar o clássico (Somewhere) Over the Rainbow. Após o comercial, Ellen volta como uma fada e anuncia o próximo prêmio, o de design de produção, que fica com o elaborado O Grande Gatsby.
A homenagem aos falecidos do ano conta com o nosso Eduardo Coutinho ao lado de muita gente boa, como Peter O’Toole, Harold Ramis, Elmore Leonard, Richard Matheson, entre outros. Citando até o crítico Roger Ebert, numa lembrança mais que apropriada, o clipe termina com o recém falecido Phillip Seymour Hoffman. Só não houve tempo para incluir o grande Alain Resnais, que nos deixou no sábado. Faltas sentidas e inexplicáveis: Tom Clancy e Dennis Farina.
Ellen volta afirmando ter quebrado os recordes de compartilhamento do Twitter com a foto que tirou com atores na plateia. Clipes de Philomena, Capitão Phillips e 12 Anos de Escravidão, indicados a melhor filme. John Travolta anuncia a indicada Let It Go, com uma mulherzinha esgoelando, da trilha de Frozen. Idina Menzel quem? OK, da Broadway, mas chata do mesmo jeito. Entre as cinco melhores trilhas sonoras, o prêmio é o primeiro de Steven Price, de Gravidade. E a canção é Let It Go, que levou tudo o que havia pela frente, e os compositores são basicamente os Flanders.
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Só pra constar foi cantado o tema de O Mágico de Oz, para homenagear o filme que comemorou 75 anos.
O Lobo foi o injustiçado da noite, uma pena.