Em meio àquela loucura que foi a reta final do Brasileirão-2021, quando os espíritos atleticanos estavam em total transe, foi lançado o documentário “Lutar, lutar, lutar – O Filme do Galo” – disponível atualmente em streaming.
Destaco naquele momento a pertinência do lançamento do filme, mas também comentários impertinentes que andei ouvindo, tentando estabelecer alguma relação entre as garfadas homéricas de 1980/81 com eventuais pênaltis mal marcados para o Galo em 2021.
Resumindo, ouvi em uma dessas mesas redondas do eixo, na internet, que era para os atleticanos pararem de reclamar da roubalheira gritante de 1980/81 diante dos supostos erros de 2021.
Não acho que vale a pena voltar a falar dos supostos erros e acertos do Brasileirão que acabou, a favor e contra o Galo, diga-se.
Primeiro porque vários atleticanos já fizeram isso, inclusive aqui neste Canto do Galo. E quero dizer que nunca tive problemas em reconhecer quando a arbitragem erra a nosso favor. Mas não vale a pena também porque o nível da nossa arbitragem é muito fraco mesmo. Juízes e até o VAR se mostram inseguros.
Quero falar aqui dos momentos de 1980/81 mostrados no filme. É simplesmente impossível tentar passar por cima daqueles fatos e muito menos esquecer e não se revoltar com o que aconteceu mais de 40 anos depois.
É fundamental dizer que em 1980/81 não se tratou de erro de arbitragem, não.
A sensação que me ocorre sempre que vejo aquelas imagens é de ver um clima de constrangimento entre os próprios jogadores do Flamengo. Vergonha é pouco.
As imagens trazidas pelo documentário mostram mais do que homéricas garfadas. Mostram o achincalhe da roubalheira. Elas fazem voltar a sensação de impunidade que sempre houve no imaginário do futebol brasileiro e reforçaram em mim a certeza de que aqueles fatos jamais devem ser deixados de lado pelos atleticanos. Jamais!
E quando digo jamais quero dizer que devemos relembrar isso todo ano, chamar a atenção para esse fato ano a ano, instituir aqueles dois fatídicos dias como o Dia da Vergonha. Será talvez o mais célebre aniversário da vergonha no futebol brasileiro.
História não se apaga, seja ela alegre ou triste. Vai Galo, vai fazer história e relembrar sempre a sua construída com muita luta.
Definitivamente não gosto de perder, nem mesmo de empatar, mas considerando as circunstâncias do momento…
Não será hoje, frente ao Grêmio, que vamos ter um treinador definitivo no comando do…
Já mencionei aqui, por vezes, essa nova realidade do futebol brasileiro gerou expectativas não cumpridas…
O primeiro confronto dessa semifinal, pelo histórico do jogo e aliado a fatores que ocorreram…
Se tem algo que não conseguem tirar do Atleticano é a irreverência. Lógico que acompanhada…
“Depois da tempestade vem a bonança”, esse dito popular pode embalar o Galo nas semifinais…
View Comments
Acho desnecessário ficar REPETINDO essa história de 80/81, não tem como corrigir aqueles erros, ponto final, digo isso pois nas conquistas recentes 80/81 NÃO FOI O COMBUSTÍVEL ( Idem Levir em 2014), foi a MASSA, criamos o fantástico EU ACREDITO, vivenciamos grandes viradas, assim sendo vamos parar de falar de roubalheira, já deu no saco essa história.
Querem melhorar nossa arbitragem?
Comecem a cobrar do CAM para ele EXIGIR A PROFISSIONALIZAÇÃO DA ARBITRAGEM, isso sim iria qualificar e melhorar nosso futebol, mas como aqui não tem nenhum bobo, nós sabemos que será muito difícil o CAM abrir mão de um pouco $$$ da CBF para ela investir na arbitragem.
Creio ser necessário sim, porque até outro dia a própria Globo glorificava uma gestão de excelência no Flamengo, no ano exato em que o clube conseguiu a proeza de deixar jovens pegarem fogo em instalações péssimas.
Metade dos títulos desses times, pelo menos, vieram de garfadas e eles se gabam e gabaram, por décadas, disso. E agora vem falar de erro de VAR. Foi uma delícia contrapor a torcedores do fluminense e flamengo ano passado com esse pequeno argumento: garfada x erro de VAR, sem comentários... 18 pontos do flu em 2012 com erros de arbitragem, apenas.
Surgiu o VAR e o jogo mudou. Foi à toa? E concordo com você. Entidades sombrias como Wright, nunca mais! É preciso profissionalizar sempre. Tecnologia já tem há muito.
Bom dia, Massa, Paulo e Guru.
Que fomos prejudicados no passado, isto é notório e incontestável, porém houve momentos que também fomos incompetentes.
Mas ainda bem que os tempos são outros e hoje mesmo sendo ainda prejudicados, temos força, temos capacidade e temos jogadores que carregam em seu DNA espírito de vencedores.
Bom dia!
Quem viveu jamais vai esquecer a safadeza da cbf e seus apadrinhados.
Fora Rezende!!!