O samba da União da Ilha do Governador, da distante década de 80 (muito antes de o Brizola construir o sambódromo), vai ditar o ritmo da volta do Mineirão na noite de hoje. Metade festejando e a outra parte lamentando. “Será … que eu serei o dono desta festa?”, embalou aquele carnaval das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e depois fez sucesso com artistas da nossa MPB, como Caetano Veloso e outras/os. “O mundo inteiro espera, hoje é dia do riso chorar”.
Confesso que estou, como nas décadas de 70 e 80, naquela ansiedade pela decisão e – evidentemente – querendo o título como foram naquelas duas décadas. Dos vinte campeonatos de 1970 até 1989 vencemos 12 vezes (1970/76/78/79/80/81/82/83/85/86/88/89); o csa/Mg sete (1972/73/74/75/77/84/87) e o América em uma ocasião (1971). Negritados nosso primeiro hexa e o tetra do rival adversário da tarde deste domingo. Mas a razão de estar me sentindo como naquela ocasião, ainda que seja pessoal, é a perceptível motivação especial entre os amiGalos pela possibilidade do hepta.
Não que seja primordial, ainda mais considerando o tempo perdido no início de temporada e a tentativa de retomar rumos, prumos e destinos agora sob a batuta de outro argentino. Este Eduardo Barba, ao que se apresenta, muito mais comprometido que outros que passaram pela Cidade do Galo. Hoje seria um grande teste a essa expectativa, porém – com os pés no chão – por mais que o desejo do título nos estimule, o resultado não pode ser determinante para qualquer avaliação. Ainda que com a desejada vitória e conquista, por mais que possa ser festejada e comemorada pela Massa. O tempo ainda é curto.
Ao que pude sentir durante a semana e ontem com mais tempo e disposição para ouvir convergentes e divergentes (nesse caso meia dúzia que se dizem Atleticanos e adversários), o Torcedor do Galo está confiante e prudente. Diferente da euforia que pode ou não ser exagerada da concorrência. Isso não sugere favoritismo, pois estou entre aqueles que acreditam que clássico não tem quem ganhe de véspera. Diria Ernest Soares, jogo é jogado e lambari é pescado. Reagiria Domingos Sávio “verdade incontornável”, deixando no ar qual a intenção dessa manifestação. Ao seu melhor estilo de polemizar, ironizar e provocar.
A diferença que percebo, não por ser Torcedor declarado e tampouco por estar até quando nem sei na condição de blogueiro do nosso time do coração, é o fato de o Atleticano ser irreverente e divertidamente brincalhão. De bem com a vida! Ao passo que a soberba sugere tão e somente a dissimulada intenção de ter a mesma irreverência, mas não consegue esconder a inveja do jeito maneiro de ser da Massa. E é assim que estão lidando, em sua maioria, com o clássico e decisão quase que pro forma, pois são donos do mundo, da melhor saf, de elenco superior, do estádio que jogam como inquilino, até da torcida. Sobre essa última referência, sugiro avaliar comportamento dos dois torcedores. Quando perdemos o título para o São Paulo (1977 decidido em 78) e até no rebaixamento (2005). Saímos do mesmo Mineirão, ordeiramente, cantando o hino do Galo. Nunca quebramos estádio alugado e menos ainda de quem tem casa.
Pra fechar a resenha do dia da grande decisão, reafirmando nem tanta importância será dada para quem ganhar (exceto pelo hepta nosso caso ou poder comemorar algo depois de seis temporadas do outro) e que causa imensa dor em quem perde, desejo que seja um dia histórico pela presença das duas torcidas no mesmo confronto. Oportunidade extra (última talvez) de mostrar a civilidade dos mineiros, exemplo a ser dado pelos torcedores e talvez pelos dirigentes. Quanto às autoridades, que cumpram o seu papel constitucional de dar segurança aos cidadãos, sem querer tirar proveito – como ocorreu recentemente – em favor desse ou daquele lado. No mais, espero eu, que o meu Galo volte para casa cantando alto. Caso contrário, vou sentir, mas jamais abandonar minha Atleticanidade. Afinal como na mesma letra invocada no início “É hoje o dia da alegria. E a tristeza nem pode pensar em chegar”. Isso é para os fracos!
Em tempo: Não vou arriscar escalação, estou confiante no trabalho do Eduardo Barba e da comissão técnica – até prova em contrário -, depois desse curto espaço de tempo creio que já possa ter percebido tudo aquilo que seu antecessor negou e atrapalhou no rendimento Atleticano. Força!
*fotos: Pedro Souza/Atlético
Não me faltaria argumentos para questionar o campeonato estadual encerrado ontem com o título escapando…
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Mudam-se as moscas, mas a bosta continua a mesma. Igor Gomes, Bernardo, Natanael e lá vamos nós para o quinto ou sexto técnico argentino, todos Pardais e burros! Muito difícil, a Série B é logo ali.....
Bom dia amiGalos! Hoje só posso TORCER MUITO, sem assistir também pela TV, para que possamos ganhar a parada, porque, como "dona morte não avisa o dia que chega", tenho que ir a um velório de um amigo próximo, justamente de 17 às 19 horas! Que vença o nosso Galo!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!
2020, 21, 22, 23, 24, 25 e 26…
EU ACREDITO!
Ps: Rumo ao DECA (20, 21,22,23,24,25,26,27,28 e 29)…
A ver…
Torço para a metade que comemorará seja a do nosso querido GALÃO.
Bom dia, prezados Atleticanos
É final e dos maiores clássicos do país, no “Dia Internacional da Mulher”, que nos remete a 02 sentimentos: vergonha e alegria.
A vergonha é que os homens mineiros estão em 2º lugar em crimes de feminicídio no Brasil. Os paulistas estão em 1º.
A alegria é que só um grupo de mulheres queridas, amadas e apaixonadas por futebol comemorará o título.
A espinha dorsal humana possui 33 vértebras (ossos). No futebol, a espinha dorsal refere-se a 05 jogadores decisivos. Eles têm: Cássio-Fabrício Bruno-Romero-Mateus Pereira-Kaio Jorge.
E meu amado Galo tem: Éverson-a grata surpresa Victor Hugo-Hulk.
Quem vai preencher as lacunas desta espinha dorsal será a Massa gritando, cantando o hino e fazendo muito mais barulho do que a torcida deles. Tudo na paz, na paixão, no respeito ao adversário.
Que as atleticanas tenham alegria neste Dia tão especial. Que venha a taça e comemoração para CAMpeãs e os homens de bem CAMpeões, Gaaloôô!
Bom dia MASSA!
Semana de anoversário de um de nosso ídolo: Dadá Maravilha, o Peito de Aço.
Nada melhor do que o título como presente para sua majestade Rei Dada.
Jogo pegado, moroso, horroroso, a ser vencido nos detalhes. Como relembrou o Guru, a máx que ouço desde os tempos dos tempos: jogo é jogado e lambari é pesacado. Só o peru que morre de véspera.
Placar de hoje 9 x 2, mas estarei satisfeito com qq outro que o 9ALO fizer. Qto a escalação, acredito que será a mesma do jogo anterior. Se houver alguma mexida pode ser que venha com Franco na direita, Patrick no meio e Dudu de titular.
Acordei com fé na vitória do 9ALO. E andar com a fé eu vou, pois fé não costuma faia.
BBBOOOOORRRRAAAAAA 9999AAAAAALLLLLLLÔOOOOOOOOOOOOOO..............