por Marcelo Seabra
Mais uma vez, Cage faz o sujeito pacato que esconde uma ligação com a violência. Paul Maguire era um criminoso, como não cansam de reafirmar a todo momento, mas largou o crime para cuidar da filha, sua razão de viver. Quando a menina some, então, espera-se que ele vá mover o mundo para encontrá-la. Os amigos da garota não têm nenhuma pista e o pai precisa começar uma investigação do zero, batendo em informantes do submundo ou indo atrás dos poderosos. A polícia, enquanto isso, não faz nada, dando todas as oportunidades para Maguire fazer justiça com as próprias mãos. É nessa parte que dá saudade de Charles Bronson e seu Desejo de Matar.
Nada em Fúria é perto de memorável. O elenco traz dois veteranos em pontas para chamarem alguma atenção, mas Peter Stormare (de Anjos da Lei 2, 2014) não é bem um nome que atraia multidões, e Danny Glover (dos Máquina Mortífera) já teve seus dias de glória. O diretor, Paco Cabezas, é um espanhol estreando em inglês, e continua sem nada digno de nota no currículo. Os dois roteiristas, Jim Agnew e Sean Keller, assinaram um tal Giallo – Reféns do Medo (2009), o que mais merece destaque dentre os trabalhos listados.
Em defesa da produção, deve-se mencionar que há um ar setentista, que parece tentar dar uma impressão daqueles clássicos com Steve McQueen ou de William Friedkin. E não é das piores interpretações de Cage, que se contém e evita aqueles já famosos estouros e olhares psicóticos, apesar da indicação contrária do título. A mensagem contra violência e vingança, e como isso pode consumir e perseguir uma pessoa, é sempre adequada e interessante quando bem utilizada. Mas essas várias tentativas de fazer algo que preste passa longe do sucesso, e esse Tokarev merecia nada mais que as prateleiras de uma locadora.
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