Hoje, 23 de janeiro, foi o dia do anúncio dos indicados ao Oscar 2025! A ser realizada no domingo de Carnaval, 2 de março, a cerimônia pode ser aquela em que Fernanda Torres sai com uma estatueta nas mãos! Ainda Estou Aqui (2024), longa estrelado por ela e Selton Mello e dirigido por Walter Salles, tem o recorde de três indicações ao prêmio norte-americano: Melhor Atriz, Melhor Filme e Melhor Filme Internacional. Se tem chances de levar, é uma questão discutível, já que cada categoria tem seus favoritos. Já é uma vitória o reconhecimento do longa e do Cinema Brasileiro, ainda mais se tratando de um prêmio americano, feito para americanos, com poucas exceções.

À medida em que os filmes indicados chegam ao Brasil, O Pipoqueiro traz aqui uma visão geral, para te situar nesse cenário.

Anora (2024) – indicado em seis categorias: Filme, Direção (Sean Baker), Atriz Principal (Mikey Madison), Ator Coadjuvante (Yura Borisov), Roteiro Original e Montagem.

Uma dançarina erótica de uma boate (Madison) conhece um jovem russo (Mark Eydelshteyn) de família milionária e começa a fazer programas sucessivos com ele, até que, num impulso, eles decidem se casar. O que parecia ser um tíquete para uma vida melhor se torna um pesadelo para Ani.

Com direção, roteiro, produção e montagem de Sean Baker (do badalado Projeto Flórida, 2017), Anora já chegou ao circuito comercial com a Palma de Ouro de Cannes, uma bela chancela para um cineasta já querido e esperado pelo público mais antenado. A história é bem realista, jogando personagens do submundo novaiorquino e milionários russos numa mistura que dá uma liga interessante. Da protagonista, sabemos o suficiente para nos importarmos com ela e não muito além disso, e os demais personagens vão aparecendo de forma marcante.

A fotografia urbana é bem eficiente e a montagem é enxuta, deixando o que importa e imprimindo um ritmo adequado, nem arrastado, nem acelerado. O senso de urgência que a história assume impacta no espectador e nos vemos torcendo por Ani, por mais que ela não se encaixe em nenhum estereótipo de mocinha em perigo. Ela é forte, mas vivendo situações de perigo real que podem oferecer risco. Todo esse quadro bem montado faz de Anora o melhor trabalho de Baker, que segue sendo um nome a ser acompanhado.

Marcelo Seabra

Jornalista e especialista em História da Cultura e da Arte, é mestre em Design na UEMG com uma pesquisa sobre a criação de Gotham City nos filmes do Batman. Criador e editor de O Pipoqueiro, site com críticas e informações sobre cinema e séries, também tem matérias publicadas esporadicamente em outros sites, revistas e jornais. Foi redator e colunista do site Cinema em Cena por dois anos e colaborador de sites como O Binóculo, Cronópios e Cinema de Buteco, escrevendo sobre cultura em geral. Pode ser ouvido no Programa do Pipoqueiro, no Rock Master e nos arquivos do podcast da equipe do Cinema em Cena.

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