por Marcelo Seabra
A exemplo do primeiro filme, Sobrenatural: Capítulo 2 (Insidious: Chapter 2, 2013) é um filme de terror que não engana o público. Pelo contrário: ele se passa antes, durante e depois de seu antecessor, explicando muitas coisas que ficaram no ar e ninguém reparou. Com basicamente o mesmo elenco, esta sequência vai mais longe na premissa, abusando das viagens ao mundo espiritual e das verdades já estabelecidas. Se você não é dos que compraram a ideia no primeiro filme, não será este que irá agradar. Para os demais, será um prato cheio.
No início, muita coisa é explicada para situar o espectador desavisado que chegou ao cinema sem ter visto a parte um, o que é aconselhável fazer (inclusive, pode haver spoilers à frente sobre a parte um). Na verdade, a intenção dos realizadores não é só reapresentar os fatos, mas ir além deles, do que já sabemos. Algumas informações chegam a serem repetidas três vezes, mas de ângulos diferentes, acrescentando detalhes importantes para a trama. E o diretor e roteirista James Wan mostra mais uma vez saber exatamente o que está fazendo, abusando de quartos escuros, objetos suspeitos e movimentos rápidos de quem não deveria estar lá para criar o clima de suspense que todo fã do gênero procura.
A história, mais uma vez bolada por Leigh Whannell, com ajuda de Wan, reencontra a família Lambert de onde os deixamos anteriormente. O pai, Josh (Patrick Wilson, o Coruja de Watchmen, 2009), conseguiu buscar o filho no além, mas sabemos que há algo errado com ele. A mãe, Renai (Rose Byrne, de X-Men: Primeira Classe, 2011), continua vendo coisas e se assustando na nova casa, já que eles foram morar com a mãe de Josh (vivida por Barbara Hershey, de Cisne Negro, 2010). Como o cartaz deixa claro, o que quer que estivesse assombrando os Lambert foi junto com eles para a casa onde Josh morava quando novo. Como eles não podem mais recorrer a Elise (Lin Shaye, em participação pequena), entra Carl (Steve Coulter, da série Banshee), outro investigador paranormal que vai auxiliar a dupla Specs e Tucker (Whannell e Angus Sampson).
Como a mitologia já está estabelecida, os roteiristas puderam dar uma enlouquecida e ir mais longe. Eles chegam, por exemplo, a explorar melhor a personagem da velha viúva, responsável por uns bons sustos em ambas as produções. O casal protagonista permanece dentro do esperado, e vale mencionar a boa maquiagem de Wilson, que externa o que se passa dentro dele. O resto do elenco também cumpre bem a função. Shaye divide sua Elise com sua versão mais nova, Lindsay Seim, e elas parecem estar bem em sintonia, assim como Hershey e Jocelin Donahue (de The House of the Devil, 2009), que repetem o mesmo tipo de dinâmica.
Com outro sucesso de bilheterias em cartaz, Invocação do Mal (The Conjuring, 2013), Wan se consolida como um dos grandes nomes do terror da atualidade. O Capítulo 2 não recebeu as mesmas críticas positivas que o Capítulo 1 ou mesmo que Invocação, isso é fato. Mas a renda levantada já garantiu o Capítulo 3, previsto para 2015. Se continuar nas mãos de Wan, podemos esperar coisa boa por aí.
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