por Marcelo Seabra
Depois do sucesso de Creed (2015), era claro que viria um novo episódio da franquia Rocky. A questão era: qual será a desculpa agora? Afinal, colocar Rocky para lutar não dá mais e a sensação do momento é Adonis Creed. O longa conseguiu usar um pouco do carisma de Sylvester Stallone para Michael B. Jordan em seu favor, renovando a série. “Se já temos um novo herói, precisamos de um novo vilão”, devem ter pensado os responsáveis.
Era o momento, então, de reapresentar um velho conhecido do público. Drago foi o segundo papel de Dolph Lundgren e garantiu a ele a vaga em Mestres do Universo (1987), como He-Man. Em 1985, Rocky IV (acima) traz o campeão da Filadélfia defendendo o cinturão contra o lutador da União Soviética que, durante uma luta, matou Apollo Creed (Carl Weathers). O longa termina com Rocky vencendo e vingando o amigo, com o soviético em desgraça.
Mais de trinta anos depois, Drago considera o filho (Florian “Big Nasty” Munteanu) pronto para trilhar o caminho que ele próprio havia feito: ir à América e desafiar o campeão atual. A mídia especializada fica louca com a reedição da histórica e trágica luta Creed X Drago. Seria o estilo ágil de Adonis páreo para a brutalidade de Viktor? E como será para Rocky e Ivan se reencontrarem? São perguntas que o longa responde bem.
Por outro lado, os estereótipos da obra de 1985 se repetem à risca. Os russos são maus, frios, jogam sujo. Viktor não deve falar uma só palavra pelos 130 minutos de exibição, ficando apenas na carinha de quem comeu e não gostou. Uma surpresa é a aparição de Brigitte Nielsen, ex de Drago, outra personagem muda. O roteiro tenta desenvolver seus dois protagonistas e releva todos os demais, que não são importantes o suficiente. Tessa Thompson, por exemplo, segue como “a namorada”, sem ter chance para voar. O desentendimento de Rocky com o filho nunca é explicado, apenas temos que aceitar.
Todos os clichês de filmes de luta podem ser observados em Creed II – o final só falta trazer cebolas para a plateia, tamanho é o esforço para fazer todos chorarem. Várias situações dos filmes anteriores são recicladas, e o mesmo é observado na trilha sonora. Ludwig Göransson mais uma vez é o responsável, segurando-se para não abusar do tema clássico, soltando notas aqui e ali até que não aguenta e cede. Steven Caple Jr. assina seu segundo trabalho como diretor, buscando repetir os feitos de Ryan Coogler. Com o carisma de B. Jordan e de Stallone, seria difícil errar. Mas inovar seria pedir muito.
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Bicha velha! Esse filme é horrível
Hahahahahaha pra tudo tem uma primeira vez... hahahaha