por Marcelo Seabra
Com o sucesso de Homeland e de todo o gênero policial, já era de se esperar o surgimento de mais produtos parecidos. O medo que os Estados Unidos têm do inimigo interno foi tema de vários filmes e agora ganha nova encarnação na TV na figura de James Spader. Só que ele inverte os papéis: em The Blacklist (2013), Spader vive um grande criminoso, com diversos contatos no submundo internacional, que pretende entregar um a um ao FBI. Essa seria a tal lista negra do título. E as motivações do sujeito nunca ficam claras.
Quando a série começa, conhecemos a agente novata Elizabeth Keen (interpretada por Megan Boone, de Law & Order: Los Angeles), uma especialista em traçar perfis que é recrutada por Raymond “Red” Reddington (Spader). Red se entrega depois de anos fugindo, desde que era um agente do governo e traiu seu país. Ele passou a negociar segredos e a se relacionar com assassinos, terroristas, espiões e todo tipo de gente de caráter duvidoso. Um belo dia, sem motivo aparente, ele entra no prédio do FBI, se identifica e aguarda a confusão que se seguiria. Após uma correria louca de agentes incrédulos, sua identidade é confirmada e ele faz a primeira exigência: só falaria com Keen.
A partir daí, se segue o esquema de “criminoso da semana”, com Red levando Keen e companhia à captura de alguém muito perigoso, um dos integrantes da lista. Mais segredos vão sendo revelados e o quadro vai piorando, ao invés de clarear. Red certamente está usando o FBI, que não deixa de se beneficiar prendendo os procurados. Mas qual seria o plano? E por que Keen? Essas são as duas principais perguntas, mas há diversas outras. Sobra até para Tom Keen (Ryan Eggold, da finada 90210), marido de Elizabeth, e logo entendemos que até ele tem seus mistérios.
Felizmente, as reviravoltas na trama soam verossímeis e os personagens se mostram inteligentes e capazes, ao contrário de outras séries por aí. E as interpretações ajudam, começando por Spader: sempre firme, seguro, seu Red consegue ser ameaçador e terno na cena seguinte. Bem vestido e educado, Red é um protagonista de várias camadas, que realmente motiva o espectador a querer ver o desenrolar e, ainda mais importante, o passado dele. A subtrama de Elizabeth começa a decolar quando passamos a suspeitar, junto com ela, que Tom possa estar envolvido com algum crime. A relação entre Red e ela também é um atrativo, e é impossível não traçar um paralelo com Hannibal Lecter e seus agentes de estimação, Will Graham e Clarice Starling.
A maior surpresa quanto a The Blacklist, no entanto, está atrás das câmeras e fica a cargo do criador da atração, Jon Bokenkamp. Ele é o roteirista de nada menos que Roubando Vidas (Taking Lives, 2004), A Estranha Perfeita (Perfect Stranger, 2007) e Chamada de Emergência (The Call, 2013), três bombas em níveis variados que têm em comum, além de Bokenkamp, o fato de deixar o público morrendo de raiva. Que ele tenha criado algo interessante e engenhoso é muito estranho, e podemos considerar a série um pedido de desculpas. A série logo teve garantida a produção de sua primeira temporada, com uma média de 12 milhões de espectadores por episódio nos EUA. O piloto, inclusive, teve ninguém menos que Joe Carnahan (de Narc, 2002, e Esquadrão Classe A, 2010) na direção. A segunda temporada certamente está a caminho.
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James Spader, como sempre, dá um show de interpretação. Desde Sexo, Mentiras e Videotapes, ele é um dos meus atores preferidos. Não vejo a hora de chegar a segunda temporada. Será que Lizzy é filha do Red?
O jeito é ver outras coisas até a segunda temporada chegar...
Estou amando essa série e o trabalho do James Spader é arrasar. Vida longa a The blacklist
Sou fã de carteirinha dos seriados de TV, indiferente ao país de origem. sejam eles os famosos americanos Perdido no espaço, Lost in space , Jornada nas estrelas, Star Trek, passando pelos Japonês Jaspion e outros,o alemão Helicopter e o brasileiro A justiceira entre outros.
The blacklist é de longe um dos melhores, e veja bem sou super fã de CSI Las Vegas o ótimo de Jerry Bruckheimer.
O vilão Raymond como é chamado pelos inimigos formalmente ou Red diminutivo Reddington pelos outros personagens incluindo Lizzy, Elizabeth Keen personagem Megan Boone. Tem charme inteligencia e um toque de mistério, e claro a excelente interpretação de James Spander , tudo na conta certa, é sem duvida meu vilão preferido. Vida longa e prospera Red, e que ele nos proporcione por muito tempo diversão de qualidade algo que anda um pouco rara nas TVs de todo o mundo.
Sou Carlos Otávio de Rezende Fã de carteirinha.