por Marcelo Seabra
Escrito por Ted Griffin (de Roubo nas Alturas, 2011) com colaboração do produtor Sean Bailey (de Tron: O Legado, 2010), o texto ainda passou nas mãos de Peter Morgan (de Rush, 2013) e James Vanderbilt (dos dois Homem-Aranha mais recentes) antes de ser filmado. Toda essa confusão é visível, há uma mudança brusca de ritmo a partir de uma hora de exibição e muitas coisas são resolvidas de qualquer jeito, além de vermos clichês pulando na nossa cara em muitos momentos.
O personagem de Hopkins (de Jogada de Mestre, 2015) é similar ao detetive de Morgan Freeman em Seven, é a voz da experiência. Mas, além de ter se retirado da vida de investigações após a morte da filha, ele tem um poder paranormal que lhe permite ver além das evidências. Mas é aquele poder fajuto que dá alguns elementos sem esclarecer o que realmente está acontecendo. No caso de um serial killer, ele tem flashes, mas não consegue chegar à identidade do sujeito. Jeffrey Dean Morgan (de Possessão, 2012) e Abbie Cornish (de RoboCop, 2014) fazem a dupla de agentes do FBI que precisarão da ajuda do vidente, já que estão totalmente sem pistas. Eles terão que fazer um esforço para o recrutamento, já que o veterano mora num sítio afastado e não tem planos de voltar à cidade.
As coisas mudam radicalmente quando entra em cena o personagem de Farrell (de Sem Perdão, 2013), e os diálogos/duelos travados entre ele e Sir Hopkins são o ponto alto do longa. Mas é exatamente daí em diante que as coisas, que já eram mornas, ficam estranhas e fracas, até chegarem a um final bem insatisfatório. Se, em tema, Presságios de um Crime queria se aproximar de Seven, em realização eles não poderiam ser mais diferentes. E Hopkins, há muito tempo no piloto automático, rouba alguns trejeitos de seu Hannibal Lecter e não consegue sair do lugar comum. Todo o filme gira em torno dele e de sua jornada de “herói traumatizado pela vida que decide dar a volta por cima protegendo inocentes e cumprindo a lei”, o que fica claro desde o início.
Poyart demonstrou muito estilo em 2 Coelhos e a crítica principal feita ao filme, na época do lançamento, é que parecia muito uma produção americana. História muito entrecortada, explosões, efeitos especiais e uma trama romântica eram os elementos de uma produção que podia ser de qualquer país, não tira cara de brasileira. O que não deixa de ser bom, tirando-a da categoria “filme brasileiro” e colocando-a como “filme policial”. Este Presságios de um Crime ficou apenas na categoria “filme genérico”, que se não é ruim, tampouco é bom.
A expressão fixa de Farrell não ajuda em nada
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