A partir de um trabalho impecável de pesquisa histórica e iconográfica, é retomada a perspectiva histórico-cultural brasileira da relação de exploração dos corpos negros. Partindo do período escravocrata, seguindo até a construção da cidade de São Paulo como a “terra das oportunidades”, o documentário traz para a contemporaneidade as consequências desse modelo de relação, escancarando questões como racismo estrutural, o papel do samba e a contribuição dos negros para o desenvolvimento do país. Tudo isso se passando no palco do Theatro Municipal de São Paulo – um local marcadamente elitizado e branco.
Contando com participações de artistas nacionais como Zeca Pagodinho, Fernanda Montenegro, Pabllo Vittar e Majur, fica evidente a importância das relações e das trocas, tanto para a elaboração do álbum e do documentário quanto para o contexto cultural brasileiro como um todo. A junção entre o rap e o samba é posta como um trunfo, já que estes estilos musicais potencializam e reforçam as denúncias sobre as condições sociais dos negros no país – precariedade, marginalidade, periferização, invisibilidade etc.
Sob a direção de Fred Ouro Preto, da produtora Café Royal, o longa segue arrepiante do início ao fim. AmarElo extrapola o gênero cinematográfico de documentário e funciona como uma aula sobre a necessidade de valorização das vidas negras e da contribuição delas, enaltecendo diversas figuras como Lélia Gonzalez, Ruth de Souza e, claro, Marielle Franco.
PS: Na data de estreia do documentário completava-se 1.000 dias da morte de Marielle.
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