Mais de 3 mil empresários e empregados do comércio de BH protestaram em frente a prefeitura hoje

Mais de três mil empresários e empregados do comércio de Belo Horizonte se reuniram na manhã desta segunda feira (29) para protestar contra a decisão do prefeito Alexandre Kalil de manter a cidade fechada por tempo indeterminado em virtude dos números de óbitos da Covid 19, que em três meses matou 123 pessoas, numa cidade que tem 2,7 milhões de habitantes, foram 57 óbitos por mês.

A capital está fechada há 98 dias e a situação do comércio é insustentável, milhares de empresas estão prestes a falir, de acordo com dados do Clube de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte – CDLBH. Marcos Silveira é gerente de uma das lojas da Galeria do Ouvidor no centro da capital, e estava presente na manifestação em frente à sede do executivo municipal que começou às 10h e terminou às 11h30: “Estou me sentindo preso na cidade que mais tempo ficou fechada no mundo, e uma das que tem o menor número de mortes por Covid-19, e isso é inadmissível”, relata o gerente.

Ubiratan Vieira que é micro empresário no ramo de consultoria de RH, fala com indignação da atitude do prefeito que para ele está com intenções veladas ao manter um fechamento desnecessário. “Não consigo compreender a razão objetiva deste fechamento quase que total, ele já se demonstrou ineficaz” pondera. Mais de 5.000 bares e restaurantes fecharam suas portas em definitivo, segundo informações do CDLBH, que confirma o desemprego recorde de 200 mil trabalhadores na capital.

CDLBH adverte sobre desemprego e fechamento de empresas

O Clube de Dirigentes Lojistas anunciou através do seu presidente, Marcelo Souza que 30% de todo o comércio da cidade está falido, não retornam mais às atividades que tinham antes da pandemia. Marcelo relata que “é a cidade que está fechada por mais tempo no mundo, mais do que a região da Lombardia, zona afetada e castigada na Itália pela pandemia, e mais ainda que Wuhan que ficou em lockdown por 76 dias, onde ocorreu o epicentro mundial da doença”, lembra o presidente do CDLBH.

Mário Araújo é médico clínico em Belo Horizonte, tem 77 anos e não vê necessidade de tanto radicalismo por parte do prefeito e do comitê de crise do Covid que na opinião dele existe apenas para confirmar o que o prefeito manda. “Em casos de guerra o que prevalece são as experiências clinicas no lugar dos estudos de laboratórios, que normalmente demoram, pois seguem protocolos lentos”, sustenta o médico

Ele cita para lembrar que “durante a segunda grande guerra a água de coco foi usada como coadjuvante no estancamento de hemorragias sem comprovação científica de que pudesse ajudar a diminuir os sangramentos, mas era notório que os feridos que recebiam as doses intravenosas, apresentavam diminuição dos sangramentos”, relata.

Mario segue afirmando que isso vale para os dias de hoje no caso dos tratamentos disponíveis para o Covid-19 com ivermectina, antibióticos associados a anticoagulantes e a polêmica hidroxicloroquina, além da dexametazona, drogas usadas por colegas que estão no front do combate à pandemia. Na opinião dele se está dando certo, por que esperar confirmações? O combate a doença não é mais uma questão de saúde, mas de política e de interesses antirrepublicanos, afirma o médico esboçando repúdio.

Estudos mostram que o Covid 19 tem cura

O Engenheiro André Rivola, autor de estudos que comprovam a existência de cura da Covid-19 lembra que os leitos de hospitais particulares estão vazios e os hospitais públicos lotados por que na rede particular o protocolo é diferente, o tratamento é na base dos remédios já citados. “O uso correto dos remédios adotados pelos hospitais particulares impede que a doença avance para o estágio três que ativa o sistema imunológico provocando uma explosão no sistema de defesa do organismo, e consequentes coágulos no pulmão, levando o paciente a necessidade de entubação”, relata o pesquisador que estudou a fundo a doença.

Para André o sistema de saúde publica está assassinando as pessoas quando não adota o tratamento e o uso das drogas logo no inicio dos sintomas.

Para o vereador Fernando Borja (Avante), que esteve na manifestação na porta da PBH e é um dos poucos que tem coragem para enfrentar as bizarrices do prefeito Alexandre Kalil. Ele acha que a reivindicação dos empresários e empregados do comercio é justa e representa a opinião da maioria da população que não viu no isolamento a solução para o problema. “a doença está aí e não vai desaparecer, vamos aprender a lidar com ela e isso não justifica a falência de empresas e o desemprego de milhares de pessoas”, pondera o parlamentar.

Fernando Borja é autor do Projeto de Lei 973/20, que obriga a Prefeitura divulgar a disponibilidade de leitos clínicos e leitos de UTI da Rede SUS e rede conveniada enquanto persistir a pandemia de Covid-19. Porém, o PL recebeu parecer contrário em 1º turno, sendo rejeitado pela Comissão de Legislação e Justiça em reunião ordinária ocorrida na ultima sexta feira. De acordo com Fernando, a CMBH está a serviço do prefeito, a exceção dele e de mais quatro vereadores, “a casa virou um puxadinho da PBH”, afirma.

O vereador protocolou na justiça pedido para que a Prefeitura divulgue o número de leitos por meio dos sítios eletrônicos oficiais, o que no entendimento dele é dever do Poder Executivo. A divulgação deve conter a taxa de ocupação dos leitos, bem como o detalhamento por cada unidade de saúde do município, e isso consta no Regimento Interno da Câmara de BH. Porém, a CMBH arquivou o PL do vereador.

Carreata às 16h na Praça Tiradentes

Os mais de três mil participantes na manifestação fizeram uma carreata hoje às 16h com inicio na Praça Tiradentes e encerramento na porta da prefeitura na Av. Afonso Pena. Cerca de 1,2 mil veículos participaram da carreata. Os empresários e comerciários querem que o prefeito deixe de lado a teimosia e reabra definitivamente a economia da cidade antes que os efeitos da quebradeira sejam maiores do que os efeitos do vírus na população.

e-mail: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945

4 comentários em “Mais de 3 mil empresários e empregados do comércio de BH protestaram em frente a prefeitura hoje

  1. Meu amigo, quero começar pelo coronavirus, Para explicar melhor vou falar de doença alérgica.
    Qdo é a própria defesa do organismo que ataca, assim é o coronavirus na fase 2 o organismo reage contra o vírus formando coágulos, motivo que o médico prescreve corticoide e anticoagulante.
    Se avançar para fase 3 aí se o paciente tiver outras comorbidades fica perigoso pois o corticoide é usado para baixar a resistência ou a imunidade, daí doenças agudas graves atacam e o paciente morre daquela enfermidade.
    É o que Bolsonaro fala morreu de coronavirus ou com coronavirus.
    Na fase zero, ou seja antes de ser contaminado usamos a Ivermectina e ou hidroxicloroquina para destruir o vírus antes dele se manifestar.
    Qdo o virus entra na célula ele não pode atingir o núcleo que é onde há replicação, um só vírus multiplica em 100 mil réplicas de virus.
    Qual o melhor jeito de acabar com ele usando a Ivermectina que o destrói na entrada da célula.
    Não precisa respiradores nem hospitais, nada.
    É uma politicagem em cima do vírus matando gente e roubalheira.
    Esses Prefeitos e Governadores sabem de tudo, mas o espírito de Poncio Pilatos atingiu todo mundo, lavem as maos seus mascarados.
    É minha opinião.

  2. Muito bom o artigo e todas as manifestações citadas.

    Infelizmente o Kalil é mais do mesmo w o pior, com um viés autoritário.

    Quero crer que seus erros não sejam planejados, nem mesmo, ao decretar estado de Calamidade onde não há, haja outros interesses inconfessáveis.

    #forakalil

    Eu fiz campanha para ele, quando de sua eleição. Agora continuo fazendo, só que agora é para que ele não consiga levar adiante o seu projeto, egocêntrico, político.

  3. Poucos jornalistas tem a sua garra meu amigo. Coragem e Patriotismo é o que não falta em você. Sempre muito pontual parabéns. Tenho orgulho de ser seu amigo e leitor. Fraterno abraço.

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