Prefeito fecha BH, mas esquece para trás moradores em situação de rua

Prefeito fecha Belo Horizonte, mas esquece para trás a população em situação de rua que é justamente a mais vulnerável e exposta ao Coronavirus.

Foto: Site G1.com

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, decreta o fechamento da capital, mas esquece para trás população em situação de rua que é a mais vulnerável ao Coronavirus e vetor de disseminação. Quem não se lembra dos chavões de campanha e do slogan que acompanha a propaganda oficial na mídia. O primeiro, se comparado à prática chega a ser cômico, se não fosse trágico: “Chega de político, agora é Kali”.

Já o segundo, e este é o que nos interessa aqui, convido o leitor(a) para ao final do texto tirar as próprias conclusões. A cidade está vazia, atendeu ao chamado por decreto do prefeito, mas a população de rua segue desamparada nos mesmos locais a espera de socorro. O slogan da PBH fala de uma gestão comprometida com quem mais necessita, será? “Prefeitura governando para quem precisa”.  

Foto: Site Jornal da Cidade

Hoje fui a um supermercado e aproveitei para circular pelo centro de BH, observando a cidade com olhos mais atentos, e para a minha surpresa, encontrei uma cidade deserta obediente, precavida e atenta às determinações do prefeito que se diz preocupado com a propagação do Coronavirus. Novamente, caricato se não fosse trágico e eu explico: A atitude preventiva deveria ter sido tomada ANTES DO CARNAVAL, quando de acordo com as contas da própria prefeitura, cinco milhões de pessoas se esbaldaram pelas ruas disseminando o vírus.

Neste caso não tem como esquecer o incauto cidadão que se lembrou do cadeado depois que o cofre foi arrombado. Estima-se, dados da própria PBH publicados no site oficial, que existem nas ruas da capital, sem lenço, documento e nem para onde ir, oito mil pessoas em situação de rua, vivendo de esmolas e da solidariedade alheia.

Não podemos nos esquecer da turma dos “direitos humanos” e da Câmara Municipal, aqueles “bonzinhos” que usam os pobres para encher galerias em dias de votações, em troca de pão com salame…

Sem muitas delongas, nem picuinhas contra o Prefeito e vereadores da esquerda que compõem a sua base, a pergunta é objetiva e tem caráter colaborativo: Prefeito e digníssimos vereadores, o que vossas excelências estão pensando para tirar imediatamente e de forma segura os oito mil moradores em situação de rua que estão desprotegidos debaixo das marquises da nossa cidade?

jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945

3 comentários em “Prefeito fecha BH, mas esquece para trás moradores em situação de rua

  1. Na região perto da praça Raul Soares, mais precisamente, Av Olegário Maciel, vi uma mulher, tomando banho de roupa e ao seu derredor muitos moradores sentados na calçada e outros cozinhando. Eram dezenas. Chamou a atenção como a população de rua cresceu. A naturalidade com que estavam inseridos no contexto de país subdesenvolvido. Cena triste cheguei em casa separei roupas, produtos de higiene, toalhas de banho, mas agora impedida de levar pelas circunstâncias. Era conhecida a epidemia que viria após o carnaval. Fecharam os olhos e ainda outro dia para falar de coronavírus conseguiram falar que o carnaval foi um sucesso. Ser político não é apenas sentar num trono. Tem que ter responsabilidades e arcar com as consequências. Há anos mal representados em Brasília por políticos que não fazem nada por nós. Não nos defendem, não brigam por Minas Gerais, continuamos capengas, mancos. Saímos de um patamar de terceira capital do país para uma última cidadezinha do interior largada e esquecida por todos. Aí de ti Belo Horizonte.

  2. O Brasil, assim como tido o mundo, vive momentos difíceis. É preciso separar o joio do trigo! Bater panela na janela, é ridículo quando deveríamos nos unir, apoiar o governo e orar mais e falar menos.

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