Em BH ter o prefeito como vizinho tem ônus, mas também tem bônus

Foto: Rua Marília de Dirceu após 30 dias da chuva de 28/1

Passados 30 dias da “chuva de mil anos” que caiu sobre BH no dia 28/1, levando o que sobrou da Barragem Santa Lucia ao transbordamento e consequentes efeitos na Av. Prudente de Morais, o blog segue acompanhando os “estragos” e a morosidade na recuperação dos poucos pedaços de asfalto que foram arrancados pela enxurrada naquela fatídica noite de terça feira que entrou para história da cidade.

Na quinta feira (21) antes do carnaval, a Prudente de Morais foi totalmente recuperada e a obra teve direito a interferência do prefeito que ordenou para que ela fosse feita no horário de pico e não no horário noturno como estava programada.  No entendimento de Alexandre Kalil, quanto mais bagunça, mais a população terá a sensação de que ele e sua equipe estariam trabalhando, às vésperas do carnaval.

Prefeito ordena obra no meio da tarde na Av. Prudente de Morais

A informação chegou quando a  programação de obra noturna já tinha sido alterada pelo próprio prefeito que queria ver o trânsito tumultuado em toda região. Ordem dada, missão cumprida e entrar ou sair no Luxemburgo, Cidade Jardim, Coração de Jesus, São Bento e adjacências, exigiu da população uma dose extra de paciência, e assim o prefeito estaria satisfeito em seu gabinete na Av. Afonso Pena, recebendo as notícias de camarote.

O transbordamento do Córrego do Leitão deixou marcar também na Praça Marília de Dirceu. Passado um mês, o local segue “inexplicavelmente” sem a devida reparação. Mas será por acaso que a recuperação de pouco mais de 20 metros de asfalto na Rua Marília de Dirceu não ocorreu até agora?  O assunto poderia já ter sido liquidado, se logo ali na Rua Curitiba, há menos de uma quadra da Praça, entre Rua Professor Antonio Aleixo e Rua Thomaz Gonzaga um morador ilustre não perdesse a oportunidade de fazer política com chapéu alheio. O Morador é o prefeito Alexandre Kalil.

Rua Marília de Dirceu sem asfalto desde 28/1

Embora a canalização do Córrego do Leitão tenha sofrido danos naquele pedaço em virtude da enxurrada, a reparação do asfalto já poderia ter sido feita até que decisão de abertura do subsolo venha ser tomada, sabe-se Deus quando. Moradores e comerciantes do entorno da Praça Marília de Dirceu seguem “resignados” e silenciosos, convivendo com a poeira e as péssimas condições do piso deste importante corredor que dá continuidade a Av. Prudente de Morais em direção ao centro da Capital.

Porém, nem tudo é “sacrifício” e tampouco está perdido, pois aqueles que quiserem poderão pleitear a isenção de pagamento do IPTU e a redução da cobrança de água da Copasa, tudo isso em virtude dos “estragos” e da demora na recuperação do local. Tudo legal, mas com um pequeno detalhe: No entorno da Praça Marília de Dirceu, o IPTU é sobre imóveis com valores bastante significativos, alguns ultrapassando a casa dos R$5 milhões.

Isenção de IPTU e redução na taxa de abastecimento da Copasa valem o “sacrifício”

Nada mal para quem teria que desembolsar alguns milhares de reais já no dia 15/2, data do vencimento da primeira parcela do imposto. Repare que o sacrifico até valeu a pena. Ser vizinho do prefeito também tem bônus e isso talvez explique a “paciência” dos moradores com a morosidade na recuperação dos estragos provocados pela chuva que caiu há exato um mês. Em BH, mexendo, quase tudo pode ser explicado, inclusive o que parece sem explicação ou razoabilidade.

jaribeirobh@gmail.com – 31-99953-7945 WhatsApp

 

 

2 comentários em “Em BH ter o prefeito como vizinho tem ônus, mas também tem bônus

  1. Tive que ler a matéria duas vezes para ter a certeza que entendi. Então, somente para aquele quarteirão existe isenção de IPTU, Copasa? Para os amigos do rei tudo? Porque não incluiu Cemig? Faltou energia por algumas horas também. Ainda não estou acreditando, melhor eu ler a matéria novamente. Perdemos o fio da meada. Salve se quem puder.

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