Um freio no prefeito que passou dos limites, BH sangra e Kalil preocupado com a reeleição

Foto: Fernando Pimentel (PT) e Alexandre Kalil, (PSD) criador e criatura

O dia seguinte a qualquer tragédia é sempre a mesma coisa: um monte de pseudos-especialistas apresentando teses sobre os fatos, o que deixou de ser feito e as soluções mais mirabolantes possíveis. A mais recorrente nas redes sociais nesta quinta feira (29) pós-tragédia anunciada, disparado, é a de que temos que desmanchar as avenidas e deixar os rios seguirem o rumo natural, sem interferências da engenharia, como se isso, a essa altura do campeonato, fosse possível. Ou seja, conversa inútil pra boi dormir e tirar o foco do que realmente interessa no momento que é a loucura do político que governa BH.

Acusação inconcebível a “empresários gananciosos”

Como não tem o que dizer, hoje em entrevista coletiva usando mais uma vez de monólogo, e aos gritos o prefeito disparou sua insensatez sobre as costas de “empresários gananciosos”, fazendo os mais humildes pensarem que a culpa da tragédia de ontem foi de quem produz e gera emprego na cidade. Lembrou-se do plano diretor e fez comparações esdrúxulas, demagógicas, incompatíveis com a realidade. Nenhum arquiteto ou empresário que se preza é contra a permeabilidade do solo, ao contrário, são todos preocupados e trabalham neste tema com esmero para viabilizar projetos que respeitem o meio ambiente e o uso correto do solo de BH.

Plano Diretor será o calcanhar de Aquiles na campanha

Foto: Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte

O Plano sim, este é negligente e omisso com o tema, quando elegeu áreas privadas que não eram de propriedade dos amigos do prefeito para virarem área de preservação. Não existe qualquer meta para áreas de permeabilidade contidas no plano diretor. 20% de permeabilidade em obras regulares não resolvem absolutamente nada. Kalil tergiversa e faz uso de falácia para tirar o foco da sua incapacidade. Para completar e provar que está com suas faculdades comprometidas, sugerindo análise psiquiátrica, ele usa comparações inconcebíveis para justificar a permanência da programação de carnaval. Lembra de um acidente de avião, e mencionando que isso não deve ser motivo para fechamento de um aeroporto.  “Alho e bugalhos”, mostrando que não está com o juízo no lugar que deveria.

Discurso populista faltando com a verdade

Kalil vem adotando uma linha populista certo de que o plano diretor, tema espinhoso, surgirá durante a campanha em virtude dos prejuízos que causará para economia de BH. Com isso ele tira o foco da incompetência da sua gestão. Todo seu secretariado, bem como os técnicos que planejam a cidade, são os mesmos de governos passados, boa parte, militantes da esquerda. O prefeito ainda conta com uma imprensa submissa, chapa branca, que mostra o que ele quer, e não o que de fato deveria ser levado ao conhecimento da população. Não há questionamentos, o que existe são perguntas ensaiadas, respondidas por assessores, o prefeito só fala e não ouve ninguém, age como um tirano certo de que não será confrontado, e normalmente aos gritos.

Foto: Maria Caldas e Alexandre Kalil, prefeita de fato, e prefeito de direito

Um vídeo que circulou no WhatsApp nesta noite de quarta feira (28), antes do dilúvio mostra ações de um garoto propaganda arrogante que transforma mal feitos em fato político. Tudo preparado para  amenizar a tragédia provocada pelas chuvas das duas últimas semanas. Ações e aparato que chegou tarde e não evitou a morte de 40 pessoas. Cenas patéticas de caminhões (de amigos) estacionados em locais estratégicos da cidade; carretas com tratores paradas em cruzamentos de grande visibilidade; cenas do prefeito participando de decisões ao lado de técnicos e especialistas, sempre dando ordens; entrevistas com gente simples agradecendo e desnudando o que mais parecia um herói de série americana do que um político responsável. Mais uma vez, atitude digna de análise psiquiátrica.

Vídeo que circulou mostra Kali fazendo campanha política antecipada

O filme mostra um arsenal que serviu apenas para locadores de equipamentos  ganharem muito dinheiro e que não teve nenhuma serventia minutos depois que começou a circular. Toda a propaganda eleitoral antecipada, paga com o dinheiro do contribuinte sem nenhum questionamento da imprensa e nem tampouco do ministério público, não serviu para evitar o caos que se abateu com o dilúvio que desceu sobre BH e que durou 3 horas, deixando rastro de destruição jamais visto. Centenas de ruas, avenidas e vielas viraram rios caudalosos que levaram carros, asfalto, postes, sinais, tampas de ferro inundando centenas de estabelecimentos comerciais e residências, incluindo prédios.

Foto: Alexandre Kalil, o dono da verdade

Como em um vaticínio, São Pedro mostrou que nenhum circo armado por políticos oportunistas é capaz de roubar a cena quando a natureza está no comando. Tivesse o prefeito algum juízo, compromisso moral com o povo, discernimento e lucidez, o mínimo que teria que fazer é RENUNCIAR, não pelo que deixou de fazer, pois não havia muito a ser feito, mas pela fanfarronice que a cada aparição na TV, piora, e desnuda a desfaçatez ao tirar proveito político de uma tragédia que matou mais de 40 munícipes.

Foto: Josué Valadão, há 12 anos como secretário de obras. Conhecido como “o honesto”

O socorro que mais parecia uma piada, chegou atrasado para a tragédia de domingo(19) quando Kalil descansava em Cassino na Argentina, foi inócuo na sexta (24) e agora não fez qualquer diferença diante do volume de água que caiu sobre BH na quarta feira (28). Por pouco um trator que estava parado na Av. Prudente de Morais desde sexta feira (24) meio dia, sem nenhuma serventia, teria sido arrastado. Só não foi por que estava ancorado em uma árvore. A fúria ou o castigo de São Pedro com BH dispensa mobilização, mas não aceita arrogância.

O prefeito não é culpado pelas mortes e nem pelo volume de chuvas, mas também não pode usar isso para fazer política barata paga com o dinheiro público. Não fez e não fará as obras que a cidade precisa, pois não tem competência e nem conhecimento do significado de prioridade em uma cidade que parou no tempo há 40 anos e vem sendo governada pelo mesmo grupo técnico que trabalha sob a lógica ideológica esquerdista, divorciada da engenharia. A fatura dos 35 anos de gestão deste grupo demorou, mas chegou.

Desculpas a população e RENUNCIA

Kalil deveria inclusive pedir desculpas para a população de BH e voltar para onde ele nunca deveria ter saído: a presidência do Clube Atlético Mineiro. Postinho de saúde para agradar gente humilde que continua esperando 6 horas em filas de emergência de UPAS é muito pouco para um político que se preza. A cidade precisa de muito mais do que isso. Chega, BH não merece tamanha mediocridade. Prefeito, talvez seja hora de encerrar sua carreira no gabinete da Afonso Penas 1.200, e deixar para quem sabe e tem vocação para o exercício da governança de uma cidade que não merece o que está recebendo.

jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945

4 comentários em “Um freio no prefeito que passou dos limites, BH sangra e Kalil preocupado com a reeleição

  1. Passou da hora destes políticos tomarem vergonha e terem os olhos voltados para outro lugar que não seja o próprio umbigo. Quando abrirão os olhos para enxergarem o que realmente precisam enxergar? Como em um cenário apocalíptico desse se cria clima para fazer discurso eleitoreiro. Olha o cidadão de bem não aguenta mais isto. Aquele que emprega, coloca seu patrimônio em risco acreditando no país merece nosso maior respeito. Chega desta coisa comunista de denegrir a imagem do empresário. Ele é vital para acabar com os quatorze milhões de desempregados da herança maldita dos governos petistas. Realmente é um desânimo total. Vamos dar educação para o povo aprender a fazer escolhas não por uma cesta básica mas por gestores que realmente façam o que deve e precisa ser feito. Parabéns pelo artigo desabafo de todos nós pagadores de impostos para benfeitorias necessárias.

  2. Éhhh…

    A chuva de 28/10/2020 veio apresentar Belo Horizonte – urbi et orbi com realce em duas coisas.

    Primeira: a cidade está definitivamente abandonada – de alto a baixo. Do pobre, passando ao remediado e chegando até o rico.
    Segunda: 28 anos de petismo – ou o que signifique isso – chegam ao fim. De forma dramática, um tanto melancólica, mas está aí.
    A conta da procrastinação populista, proposital e irresponsável chegou.

    Temos prefeito? Administrativamente falando, eu credito e afirmo que não.

    Alexandre Kalil (juntamente com os seus pares) pode gritar, urrar, zurrar, uivar, grunhir, latir, rugir, blaterar, relinchar, bramir, mugir, grasnar, parlar, balear…
    E também coicear…

    E até cacarejar… (o que não seria novidade nenhuma!)

    E não vai adiantar.

    O estado de coisas, catástrofes e caos está instalado, ele tem considerável parte na culpa e exatamente isso tudo irá castigá-lo impiedosamente nas próximas eleições e na história.

    Ponto.

  3. Concordo em praticamente todas as partes do texto menos a da questão ideológica até porque qualquer pessoa que estiver lá terá uma ideologia presente , e não será apenas por isso que ele terá ou não um bom mandato, é óbvio que o mais interessante seriam mais opniões ao lado do prefeito, mas esse discurso bolsonarista de ideologia esquerdista não resolvem em nada . Vamos cobrar quem está aí e não deixar que antigas práticas voltem a acontecer.

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