O fim da era Kalil pode estar numa brincadeira de criança, se o idealismo for maior que as vaidades

Foto: Deputado Estadual João Vitor Xavier, candidato a prefeito de BH em 2020

Quem não se lembra das brincadeiras de criança, raramente praticadas pela meninada de hoje? Uma em especial serve para ilustrar o propósito deste texto, e chama-se “dois ou um”: Elege-se uma causa e quem colocar numero diferente dos demais, lidera o “jogo” e ocupa a posição de destaque como cabeça de chapa, devendo os que permanecerem disputar no “par ou ímpar” as posição seguintes, que também serão de grande relevância para o propósito. A brincadeira neste caso deve ser jogada entre o deputado Estadual João Vitor Xavier (Cidadania-MG) com os Vereadores Mateus Simões, (Novo-BH) e o colega Gabriel Azevedo (sem partido).

Foto: Jogo de criança “dois ou um”

Parece absurdo, mas este pode ser o exemplo de um jogo que definirá o futuro da cidade se materializado na aliança dos três principais adversários do atual prefeito Alexandre Kalil (PSD-BH). O casamento entre Kalil e Paulo Lamac (Rede-BH), atual vice-prefeito, deixou a capital nas mãos de um grupo predominantemente de esquerda vencedor do pleito de 2016. O acordo para eleger Alexandre Kalil foi costurado pelo ex-governador Fernando Pimentel (PT-MG). O resultado disso é facilmente percebido nas áreas estratégicas da prefeitura de BH. Todas as posições chaves estão nas mãos de secretários com histórico de militância no PT, PCdoB, Rede, PSOL, e PSB.

Foto: Vereadores Mateus Simões e Gabriel Azevedo, ambos possíveis candidatos a Prefeito de BH

Desmontar essa estrutura não é tarefa fácil, e nem para amadores. Se o grupo vencedor das eleições de 2020 não for o mesmo que comanda a PBH há mais de 30 anos, caberá aos que entrarem não só vencer as eleições, mas quebrar uma hegemonia que começou no governo Patrus Ananias e segue até hoje inabalada. É bastante provável que se unido, o trio Mateus Simões, Gabriel Azevedo e João Vitor Xavier consiga arregimentar forças para disputar a eleição de 2020 contra Alexandre Kalil que já anunciou que é candidato a reeleição.

Foto: Prefeito Alexandre Kalil, candidato à reeleição 2020

Setores importantes ligados ao comércio, à indústria, serviços e, sobretudo à construção civil tiveram muitos prejuízos na gestão Kalil. A cidade sofre uma decadência jamais vista, não só na sua infraestrutura, mas em especial no ambiente de negócio com fuga de investidores que estão buscando menos burocracia e distância da influência estatal dos petistas, bem como de  partidos com ideologia semelhante que comandam a PBH. O Plano Diretor retirado da IV Conferencia de Políticas Urbanas têm viés populista e prejudicou a economia em todos os seguimentos.

Setor produtivo quer Kalil fora da PBH

Empresários, empregados e forças produtivas que geram emprego, renda, e os impostos que sustentam a máquina pública são unânimes, a cidade caminha na contramão da modernidade e da prosperidade. BH empobreceu e está cada dia mais feia. O Prefeito não conseguiu até agora mostrar resultados e a cidade da propaganda não é a mesma que a população vive. Com o discurso de que não seria mais um político o ex-presidente do Galo tem tropeçado nos assuntos mais corriqueiros fazendo uma gestão mediocre incapaz de resolver problemas básicos, como trânsito, limpeza da cidade e geração  de empregos.

Foto: Viaduto Itamar Franco com sinais de um lado e do outro, obra que deveria dar fluidez

A cidade está à deriva

A mobilidade urbana segue piorando; na saúde há relatos de pacientes esperando 6 horas para atendimento em UPAs; população em situação de rua triplicou e passa de 10 mil; o hipercentro da capital é o retrato do abandono, confirmado no Parque Municipal que virou o teatro dos horrores. O trânsito é assunto de saúde publica e meio ambiente. Obras para diminuir impactos das chuvas que destruiram parte  da cidade foram prometidas, mas não foram cumpridas. A única coisa que o Prefeito conseguiu não piorar foi o carnaval, que este ano promete bater recordes, embora muita gente peça o seu cancelamento e a destinação dos recursos para as famílias vítimas das chuvas.

Foto: Avenida Teresa Cristina foi fechada por inundações 9 vezes em poucos meses

Enquanto a cidade derretia na semana que antecedeu o domingo (19) o prefeito, de acordo com a jornalista Camila Mattoso, do Blog Folha, passeava em cassinos na Argentina, praticando um dos seus hobbies preferidos e do seu líder de governo na Câmara, o vereador Léo Burguês, ambos apaixonados pelo Pôquer. Quando soube dos ocorridos, voltou às pressas, mas não conseguiu evitar que a Av. Teresa Cristina e várias partes da cidade fossem arrastadas rio abaixo. Declarou que estava na casa da filha no bairro de Lourdes na tarde de domingo, quando na verdade estava voltando de um “descanso” internacional sem autorização da CMBH.

Se unidos, os três candidatos podem derrotar Kalil

Foto: Kalil ao lado da sua protegida, a petista Maria Caldas

Os candidatos Mateus Simões, João Vitor Xavier e Gabriel Azevedo têm em comum histórico de comportamento progressista, os três têm planos para recuperar a cidade que não recebe investimentos em infraestrutura há 40 anos, são jovens, trabalhadores e  declaradamente contrários ao modelo populista de governar que Kalil assimilou em vem praticando desde que assumiu o cargo, influenciado por companheiros de primeira hora. Eles reconhecem a necessidade urgente de um projeto para desaparelhar a prefeitura, há três décadas cabide de emprego de “companheiros” de varias partes do Brasil.

Cidade sofre com a falta de planejamento, acomodação e o aparelhamento da máquina 

Belo Horizonte sofre com a falta de planejamento, paradigmas e ideologias que não deixam a cidade avançar na geração de emprego, renda e melhoria na qualidade de vida da população. Os desafios são grandes, BH precisa romper com o circulo vicioso que começou há 30 anos no governo Patrus Ananias. O caminho passa por mudanças com gente nova que seja capaz de resgatar o ambiente de negócio prejudicado pelo modelo atual e pela  crise nacional que deixou marcas profundas na economia. Se deixarem a vaidade de lado e unirem, a era Kalil caminha para o fim.

jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp 31-99953-7945

4 comentários em “O fim da era Kalil pode estar numa brincadeira de criança, se o idealismo for maior que as vaidades

  1. Caro articulista, precisamos conseguir colocar os 3 pre-candidatos em uma mesa de negociação, onde eles possam estabelecer um projeto de longo prazo, onde os prós e contras de cada candidatura sejam colocados, o mais tecnicamente possível, e aja verdadeiramente uma busca de união em prol da libertação da cidade deste mal que a assola há 40 anos.

    A face que vai estar à frente na candidatura deve contemplar os outros 2 com participação no futuro governo municipal comandando áreas que os motivam, e até já programando por mais 2 eleições o desdobramento desta união.

    Tudo feito oficialmente e às claras para inaugurar um novo e alvissareiro período político na nossa Beagá.

    Eu contribuirei de todas as formas se esta união for costurada.

    Fica o convite aos 3: vamos reunir?

  2. A alternância de poder é saudável e necessário. Sangue novo não adianta com os mesmos nos bastidores ajudando a emperrar a máquina pública. Onde um administrador com tanto pepino para resolver na cidade ainda sai para à reeleição? Poder? Vaidade? Tiveram 4 anos para fazer não fizeram vão fazer nos próximos? Vamos mudar gente.

  3. Paulo Brant seria o nome mais capacitado para assumir a PBH.
    Administração pública precisa de técnicos experientes.
    Os nomes colocados na matéria, ao meu ver, carecem de experiência administrativa.

    Mais importante que apontar erros, o que é necessário, é apontar soluções.

    • O grande PROBLEMA de Paulo Brant é justamente apontar erros, não apontar soluções e justamente (numa eventual candidatura e eleição) encontrar a PBH em status de terra arrasada e começar a fazer o que mais sabe: cortar, cortar, cortar, cortar, cortar, cortar, cortar, cortar, cortar, cortar, cortar, cortar, cortar, cortar, cortar…
      Reclamar, reclamar, reclamar, reclamar, reclamar, falar demais que o outro não fez, não fez, não fez, não fez…
      E é justamente dentro do texto do nobre José Aparecido há um clamor por investir, investir, investir, investir, investir, investir, investir, investir, investir… Precisamos (de verdade) de gente que “olhe menos no retrovisor”, fale menos e aja mais!
      A cidade está parada no tempo.
      E castigando bastante os seus.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *