A chuva que derrotou Napoleão Bonaparte em 1815, era a mesma esperada em BH

 Foto: Imperador Francês Napoleão Bonaparte

Pesquisadores concluíram que a derrota de um dos homens mais emblemáticos da história foi provocada pela chuva. Em 18 de junho de 1815, próximo a Bruxelas na Bélgica, entre tropas de várias nacionalidades – de um lado a França; do outro, aliados ingleses, prussianos, holandeses, belgas, e alemães – o sonho imperial de Napoleão Bonaparte chegara ao fim.

Em Waterloo, Napoleão poderia ter ganhado a batalha da sua vida se não fossem as consequências de um vulcão situado em Sumbawa, no arquipélago indonésio, que dois meses antes entrou repentinamente em erupção. Entre 5 e 10 de abril de 1815, o monte Tambora, jogou na atmosfera nuvens gigantescas de poeira e cinzas.

Na ocasião 12.000 pessoas morreram nas primeiras 24 horas, devido aos fluxos piroclásticos, e outras 75.000 morreram de fome e doenças causadas por milhões de toneladas de cinzas vulcânicas que espalharam dióxido de enxofre por várias partes do planeta, carregado por correntes de ventos que atravessaram a terra.

Causa da chuva que derrotou Napoleão Bonaparte

Foi à erupção do vulcão que provocou uma “chuva de mil anos” sobre o terreno onde estava estacionada a tropa comandada pelo maior estrategista de todos os tempos. Durante 13 dias a água encharcou o terreno provocando lama e baixando a moral do chefe militar, Bonaparte. Tempo suficiente para os Britânicos e seus aliados atacarem, derrotando o mito das guerras.  O que isso tem a ver com BH? De certo essa é a sua pergunta amigo leitor.

O novo Napoleão Belo-horizontino

Foto: Prefeito Alexandre Kalil

Alexandre Kali, o “Napoleão belo-horizontino”, com ajuda de amigos da Globo e da Defesa Civil, posou nesta manha de sexta feira (24) dia do “apocalipse anunciado”, como um verdadeiro comandante-em-chefe. O termo é derivado do latim imperator. Em seu uso moderno, foi utilizado pela primeira vez pelo rei Carlos I da Inglaterra em 1623. Mas em BH, está sendo usado por uma causa justa: Uma chuva jamais vista em canto algum do planeta, exceto nos campos de Waterloo em junho de 1815.

O circo foi armado no COP, dentro das instalações da BHTrans no bairro Buritis para monitorar a “tormenta” que estava prevista para as 16h, mas que até agora não apareceu. No comando das operações, o prefeito da Capital. De lá, uniformizado como manda o figurino, bradando ordens, despachou com a imprensa e passou o dia de olhos nas câmeras da Globo e do G1, as mesmas que monitoram o trânsito caótico diariamente. Lá fora, helicópteros, carros escoltados, carretas, tratores, guinchos, caminhões de amigos construtores, pessoal de apoio etc, transmitiam ao vivo a maior operação de prevenção à cataclismos da história de BH.

Foto: Av. Tereza Cristina – Fechada 9 vezes nos últimos meses por causa das chuvas

Operação de guerra para receber a chuva, e ela veio no domingo (19)

Um arsenal jamais visto e até necessário, não fosse os fins eleitoreiros, e os custos que alguém terá que pagar. Preciso dizer quem? O detalhe é que o prefeito que já está em campanha errou o dia da ação, chegou atrasado, e as provisões que sobraram hoje, faltaram no domingo (19). A verdade precisa ser dita, Kalil esteve fora por dias, em viagem internacional sem o consentimento da CMBH enquanto a cidade derretia, e agora precisa mostrar serviço.

Time de secretários no governo, alguns há mais de 20 anos na mesma função.Foto: Secretaria de Regulação Urbana, Maria Caldas, no cargo há mais de 20 anos

Que ele não é o culpado e está agindo preventivamente, isso todo mundo sabe. O que ele deveria e não fez é o que teria amenizado o sofrimento de quem mora na Av. Tereza Cristina, assim como não fez o que prometeu no Vilarinho e em vários pontos de alagamento da cidade. É na conta dele também que os munícipes mais atentos que não acreditam na propaganda oficial da TV, PAGA E CARA, a responsabilidade pela escolha do time de secretários que de fato comanda a cidade, incluindo a de Regulação Urbana, a petista Maria Caldas, na pasta há 25 anos, o de Obras, aquele conhecido como o secretário que não é chegado a obras, e que está no comando há 12 anos, bem como outros aliados da esquerda como Célio Bouzada na BHTrans há três décadas.

Isso sim merece um comitê de crise, pois o que não foi feito na infraestrutura, não foi por que esse time não teve competência, tornaram-se mestres em empurrar problemas colocando sempre a culpa em quem é vítima. O “Bonaparte belo-horizontino” não é bobo, e hoje conseguiu ser o protagonista nas operações de combate ao dilúvio, em tempo real. Sorte dele é que a cidade não tem opositores, e o povo apavorado aproveitou o espetáculo para enforcar no trabalho e assistir o “circo” do sofá, ligado no 12. Se você tem algum boleto para pagar na segunda, espere um pouco, não pague antecipado, o dilúvio ainda pode acontecer.

jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945

3 comentários em “A chuva que derrotou Napoleão Bonaparte em 1815, era a mesma esperada em BH

  1. O prefeito de Belo Horizonte, mais perdido que cebola em salada de frutas…
    E onde está o governador de Minas, nesse momento?
    Alguém conhece, alguém viu, alguém sabe quem ele é?
    Temos governador?
    Até a Ministra Carmem Lúcia apareceu e se mostrou à disposição para ajudar em alguma coisa (acho que é por isso que chove tanto desse jeito)…

  2. Lembrando das aulas de História com riquezas de detalhes obrigada. Quanto a cidade de BH, chovia assim antigamente. Era normal. Não é normal a fiscalização deixar a população construir em áreas de risco. E depois entrar no desespero. Fazem vista grossa quantos assentamentos buscando indenizações. Deveriam buscar eficiência nas obras para resolver os problemas definitivos e não perpetuar provisórios o que sai mais caro para nós.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *