#VivaCava! – Gramona

Publicado em #VivaCava!, Arredores

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A terceira e última produtora de cava que visitamos em Sant Sadurní d’Anoia foi a Gramona. E ela foi a mais diferente do fim de semana de conhecimento e aprendizagem sobre essa bebida catalã.

As diferenças com as outras que conhecemos começam já com o tamanho: a Gramona é bem menor, menos conhecida fora da Catalunha e muito mais artesanal que a Freixenet e a Codorniu. E isso, claro, traz pontos positivos e negativos, em todo o processo e lados. Como são cavas de altíssima qualidade, que levam muito mais tempo para ficarem prontos, o processo é mais lento e artesanal, são mais caros e “requintados” que os outros e não se acha tão facilmente como as gamas mais comuns de outras produtoras.

Pudemos sentir também que eles têm uma preocupação muito grande com a questão ambiental e parte da produção, segundo eles, só utiliza fertilizantes naturais e existe até uma história de seguir o ciclo da lua.

A visita – Vamos começar pelo começo (rá). É uma visita bem mais íntima e que tivemos a chance de fazer muitas perguntas para o nosso guia, que estava quase se formando em enoturismo e sabia muito sobre cava. O local, que fica bem no centro de Sant Sadurní, super fácil de achar (rua Indústria, 36 – todo mundo na cidade sabe onde é), é bem antigo e difícil de acreditar que tenha tanta coisa debaixo do chão. Na visita, eles explicam todo o processo de elaboração dos cavas que produzem e dá pra ter um contato muito mais próximo (ou verdadeiro) com esse processo.

Uma das coisas que mais gostei da visita à Gramona é a oportunidade que temos de realmente entender como o cava é feito e todas etapas. O nosso guia até mostrou como as rolhas são colocadas na garrafa e o quanto de líquido se perde nessa ação. Inclusive, essa atividade é realizada por apenas UMA pessoa na Gramona (um senhorzinho que já está ensinando a outro – mas leva anoooos para evitar o desperdício). Uma das preocupações que eles têm é justamente com essa sucessão do responsável, já que são pouquíssimos na cidade que sabem o ofício.

No final da visita, que dura pouco mais de 1h, ainda tivemos a chance de provar três tipos de cavas Gramona. Todas de altíssima qualidade – não é pro bico de qualquer um. Uma delas, inclusive, de tão brut, não consegui tomar. Ou seja, realmente não sou chique e tenho paladar refinado. O guia, novamente, explicou tudinho sobre cada uma das bebidas pra gente. Aprendemos demais!

No final, na pequena lojinha deles, ainda há a possibilidade de comprar alguns cavas e vinhos com um preço melhor do que no supermercado.

Para conhecer a Gramona, basta acessar o site deles (link aqui) e marcar a sua visita. A reserva é super fácil de ser feita e acredito que a visita custe pouco mais de 10 euros. É um passeio que vale bem a pena. Ainda há a opção de visitar o Celler Batlle, onde eles têm as plantações de uvas e produzem boa parte dos cavas. Mas isso já é assunto para outro post.

Como chegar – Como estávamos hospedados em Sant Sadurní, saímos do centro da cidade (que é bem pequenininha e vocês irão conhecer melhor em um post futuro) e fomos caminhando até a Gramona. Acho que não deu mais de cinco minutos, de tão pertinho.

Saindo de Barcelona, basta pegar um trem da linha R4, no sentido de Sant Vicenç de Calders, que passa em várias estações (Sants, Sagrera e Plaça Catalunya, por exemplo) até Sant Sadurní d’Anoia. O trajeto vai levar cerca de 50 minutos e custa 8,40 euros ida e volta.


Série #VivaCava!

01 – O que é o cava?
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2 – Codorníu
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3 – Freixenet

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Gostaríamos de agradecer imensamente à Gramona por toda ajuda e informações dadas na visita. Todos foram super atenciosos e prestativos! Voltaremos! Obrigada!

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