Os adolescentes e a quarentena #3: as distrações

Nesta semana estou escrevendo uma série: “Os adolescentes e a quarentena”, com orientações sobre as dificuldades comuns aos adolescentes nesta fase inesperada da sociedade, seus sofrimentos e dificuldades e algumas sugestões para ajudá-los. Leia os artigos anteriores: #1: a falta de rotina, #2: sobrecarga de tarefas online.

Como não cair nas armadilhas das distrações/tentações? Essa é difícil até para “gente grande”, ativa e produtiva. Conseguir desviar-se dos inúmeros estímulos que roubam a nossa atenção e nos levam a procrastinar as nossas tarefas é tarefa hercúlea!

E como você, adolescente (ou seu filho adolescente), conseguirá resistir? Mesmo tendo boa intenção, a aula online acontece no computador (ou pior! no celular), onde há todos os navegadores disponíveis e, com isso, todas as tentações da internet enquanto assiste aula. Além disso, muitos alunos desligam suas câmeras durante a aula e tem que lidar com a vontade de deitar um pouco na cama (já que a maioria estuda em seu quarto) ou ficar de bate-papo no celular e redes sociais. 

Minha melhor recomendação aqui é negociar alguns “combinados”:

  • Evite assistir suas aulas com o vídeo desligado. Isso faz com que você permaneça mais atento e com uma postura apropriada, já que está sendo visto por seu professor (ou pode ser visto);
  • Mesmo que tenha muita vontade, comprometa-se a não mexer no celular e resista à tentação de deitar em sua cama ou sofá. Se for muito difícil, vá para a mesa da sala de jantar;
  • A cada intervalo de aula, levante-se e dê uma esticada no corpo, faça um pequeno lanche, vá ao banheiro, ouça uma música. Neste momento que você também pode dar uma checada em seu celular.
  • Peça aos seus pais ou quem estiver ficando em casa que, a cada 30 minutos, passe no local onde você está estudando para “checar” se está tudo bem. È uma maneira de manter-se ativo e vigilante, só uma ajuda… não uma vigilância ostensiva. Combine com seu pai/mãe (ou vice-versa) que a intenção aqui é fazê-lo ter mais aderência às aulas e mais disciplina. 

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Júnea Chiari

Médica psiquiatra – CRMMG: 26828

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