Falando sobre Autismo

Esta semana estou conversando com você a respeito do Autismo, atualmente chamado de transtorno do espectro do autismo (TEA), que é uma condição médica complicada que inclui problemas de comunicação e comportamento. Alguns conceitos básicos e os principais sintomas foram descritos no artigo anterior. Se ainda não o leu, seria interessante dar um “pulinho” lá primeiro: O que é o Autismo?

Como já disse anteriormente, pessoas com autismo têm problemas de comunicação e interação social, além de apresentarem movimentos repetitivos frequentemente. Outras características que podem estar presentes (mas não são essenciais para o diagnostico) são problemas de aprendizagem; autistas podem se desenvolver de forma bastante desigual. Por exemplo, eles podem ter problemas para se comunicar, mas podem ser excepcionalmente bons em arte, música , matemática ou memória. Por isso, eles podem se sair especialmente bem em testes ou solução de problemas.

O TEA (transtorno do espectro autista) é relativamente comum – acontece em 1 a cada 54 crianças nos Estados Unidos e 1 em cada 100 na Austrália. O autismo é quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.

Cada vez vemos um número maior de autistas na sociedade, entretanto isso não quer dizer que os casos estão aumentando. O mais provável é que exista um aumento no número de diagnósticos por causa do entendimento atual de espectro. 

O que causa o autismo?

Não se sabe exatamente porque o autismo acontece. Certamente há problemas em partes do cérebro que interpretam a entrada sensorial e processam a linguagem e também sabe-se que existe alguma combinação genética que aumenta o risco da doença, posto que pessoas autistas tem um número maior de parentes próximos com autismo. 

O autismo pode acontecer em pessoas de qualquer raça, etnia ou origem social. A renda familiar, o estilo de vida ou o nível educacional não afetam o risco de autismo de uma criança. Existem algumas pesquisas que relacionam o uso de certas drogas e medicamentos a uma maior probabilidade de ter um filho autista. Reforço aqui a importância de não usar álcool, drogas e certos medicamentos na gravidez.

Outros fatores de risco incluem condições metabólicas maternas, como diabetes e obesidade. Há pesquisa que ligam o autismo à fenilcetonúria não tratada (um distúrbio metabólico) e à rubéola.

Não há evidências de que vacinas causem autismo. 

Como diagnosticar?

O  diagnóstico de autismo pode ser difícil de ser estabelecido. Muitos casos leves jamais serão diagnosticados e outros só o serão na vida adulta. Um médico especializado precisa ser consultado caso uma criança apresente algum atraso significativo no desenvolvimento (como aprender a falar, a se comportar e se movimentar). O exame ideal para o diagnóstico ocorre, de preferencia entre 18 e 24 meses.

Se o médico achar algum problema no exame, ele provavelmente pedirá uma avaliação mais completa, que podem incluir testes de audição e visão ou testes genéticos. Pode ser necessário o encaminhamento a um especialista em autismo, como um neurologista ou psiquiatra infantil ou um psicólogo infantil.

No próximo artigo, falarei sobre o tratamento do Autismo. Não perca!

 

2 comentários sobre “Falando sobre Autismo

  1. Artigo interessantíssimo e bem esclarecido sobre Autismo ! Tenho um filho autista e tudo falado pela Dra. Júnea descreve muito bem o tema abordado, afinal ele é um gênio da arte e da matemática! Tenho muito do orgulho do meu filho. Quero parabeniza-la pelo excelente texto.

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