Adoção: filhos do coração

 

A maioria das pessoas sabe sobre sua história de vida, porém existem pessoas no qual tudo isso se torna uma grande incógnita, como no caso da adoção. Existem famílias que por um ato de amor resolvem adotar uma criança, o que na verdade não é nada fácil, o processo pode ser lento e burocrático.

Para os que convivem com uma família que adotou um bebê, uma criança ou adolescente, a adoção pode ser interpretada como um ato de abnegação que salvou o menor de uma situação de abandono, de risco, de violência. Mas a maioria das famílias adotivas acredita que os pais é que foram salvos com a chegada do filho.


Entretanto, para os filhos não é fácil aceitar que sua história de vida é diferente da dos colegas de escola. Saber que foi rejeitado pelos pais biológicos, principalmente pela mãe pode causar sofrimento e fragilizar a autoestima. Há ainda o desafio de vivenciar cenas de preconceito e bullyng por outras crianças. Por isso o trabalho terapêutico com EMDR é tão importante para o reprocessamento de traumas relacionados ao abandono, rejeição e todas as experiências traumáticas vividas.

É muito complicado para um filho adotivo entender o que motivou sua mãe biológica entregá-lo para a adoção, mas o rancor e a raiva não levam a lugar nenhum. Provavelmente, se ela fez isso foi por que era a melhor opção no momento, talvez não tivesse condições psíquicas ou financeiras naquele momento e achou melhor dar para uma família que tivesse uma melhor estrutura.

Quando contar para o filho sobre a adoção?

Essa é um questionamento comum entre os pais adotivos. É importante que os próprios pais possam ir sentindo o momento ideal. Uma grande dica para tal é tentar introduzir o assunto a partir de perguntas formuladas pela própria criança. Então, no momento em que a criança começar a formular perguntas do tipo: “Mamãe, papai, como eu nasci?“, ou “Mamãe, eu vim de sua barriga?”,será a hora certa
Um psicólogo pode ajudar nesse processo. Se precisar, conte com a equipe de psicólogos da Vida&Mente.

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