Como saber se eu tenho depressão?

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Todas as pessoas às vezes se sentem tristes. Todos temos períodos de dúvida, desespero e dor emocional, esses sentimentos geralmente desaparecem com o tempo.Isso faz parte de uma vida normal e saudável. Mas quando isso demora a passar ou começa a interferir na sua vida cotidiana, pode ser uma depressão.

A depressão é uma doença médica séria e comum, hoje é um importante problema de saúde pública. Além de causar dor e sofrimento para aqueles que sofrem com a depressão, também pode trazer preocupação e desgaste às suas famílias, amigos e colegas de trabalho.

Como a depressão é uma condição médica, ela pode ser diagnosticada e tratada. Tratada com persistência até a cura. A chave para o sucesso do tratamento é, muitas vezes, identificar rapidamente os sintomas antes que a doença se agrave.

Tipos de Depressão

Segundo a classificação médica existem diferentes quadros depressivos:

  • Depressão maior ou episódio depressivo (único ou recorrente): quando os sintomas de depressão manifestam-se na maior parte do dia, quase todos os dias, por pelo menos duas semanas. Esses sintomas interrompem sua capacidade de trabalhar, dormir , estudar, comer e aproveitar a vida.
  • Transtorno depressivo persistente ou Distimia: é diagnosticado quando o paciente apresenta sintomas de depressão (de intensidade mais leve), por pelo menos dois anos.

Além dessas classificações, existem outras formas de depressão que se desenvolvem sob circunstâncias específicas:

  • A depressão pós-parto: é a depressão maior que aflige as mulheres durante a gravidez ou após o parto. 
  • Transtorno afetivo sazonal: é um estado depressivo ligado a mudanças de estação. Por causa do nosso clima, não temos essa manifestação no Brasil.
  • A depressão psicótica: é uma depressão grave combinada com alguma forma de psicose, como o pensamento delirante ou alucinações visuais ou auditivas.

Sintomas de depressão

Nem todo mundo experimenta a depressão da mesma maneira. Às vezes a depressão pode apresentar-se como uma coleção de sintomas vagos e difíceis de definir, outras vezes os sintomas são intensos e incapacitantes.

No entanto, existem sinais comuns de depressão que todos deveriam aprender a reconhecer. Acione o sinal de alerta se estiver sentindo 5 ou mais sintomas dos descritos abaixo, por um período contínuo de pelo menos duas semanas, ou se percebê-los em alguém que convive. Estes sintomas devem estar presentes todos os dias ou quase todos os dias, e devem causar sofrimento significativo ou problemas no funcionamento do dia-a-dia:

  • Sentimentos de tristeza, desespero, angústia.
  • Perda de interesse ou prazer em atividades que costumavam ser agradáveis.
  • Mudança de peso ou apetite – aumento ou diminuição.
  • Dificuldade em dormir ou dormir demais.
  • Sentindo-se cansado ou sem energia.
  • Sentimentos de culpa ou inutilidade.
  • Dificuldades de concentração e atenção.
  • Pensamentos de morte ou perda no sentido da vida.

Essa lista é o modelo oficial de diagnóstico da depressão, mas algumas pessoas podem experimentar sintomas diferentes.

As crianças, por exemplo, podem apresentar crises de tristeza, irritabilidade, preocupação, dores ou desconforto, recusa em ir à escola ou estar abaixo do peso.

Os adolescentes podem se sentir sem valor, inúteis ou apresentar desempenho escolar ruim. Eles também podem dormir demais, perder o interesse em atividades como esportes ou música, começar a se machucar ou abusar de drogas, álcool ou comida.

Os idosos podem apresentar dificuldades de memória, alterações de personalidade, dores físicas, fadiga, perda de apetite, problemas de sono, perda de interesse em socializar e pensamentos suicidas, especialmente em homens mais velhos. Ainda há uma crença de que a depressão é uma parte normal do envelhecimento, mas isso não é verdade e os familiares devem considerar seriamente esses sintomas em seus entes queridos.

É muito importante divulgar a depressão e saber detectar seus sintomas, assim como procurar ajuda médica e psicológica, o mais rapidamente possível. Lembre-se que o estigma e o preconceito impede que muitas pessoas se tratem por acharem que “psiquiatra é coisa de doido”!

 

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