Skip to main content
 -
Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Professor e coordenador de Pós-graduação no IEC PUC Minas nas áreas de Marketing, Gestão e Vendas. VISITE MEU SITE: www.etcdigital.etc.br Marque uma consultoria pelo whatsapp: 31 998316905. Email: alysson@etcdigital.etc.br

Você sabe o que é inteligência empresarial?

Inteligência de dados
Inteligência nos negócios perpassam pela captura de dados e uso desses dados para gerar conhecimento

É a capacidade que a empresa tem de capturar, selecionar, analisar e gerenciar as informações de grande valor à administração do negócio, de forma objetiva e estruturada. Esse é o conceito básico de inteligência empresarial que serve para negócios de todos os portes e tamanhos. 

Em um mundo globalizado e digital, reunir e compartilhar informações torna-se uma constante. Inovar, por sua vez, se transformou na condição sine qua non para continuar relevante em um mundo em constante transformação. Perpassam pelo conceito de inteligência empresarial outras questões como inovação, criatividade, inteligência competitiva e gestão do conhecimento. Isso é o que ressalta o escritor e autor do livro Inteligência de Mercado, Eduardo Maróstica. Mas o que isso significa e o que isso impacta o comerciante local, dono do pequeno negócio ou aquele empresário que faz a gestão de modo ainda muito rudimentar? 

Dentro do conceito de inteligência empresarial, o autor destaca outros pontos importantes. Um deles é a criação de processos que contemplem a inovação e a criação de conhecimento. Um hábito que não aprendemos a cultivar na escola. Mas, como implementar o conceito de inovação dentro das corporações? O primeiro ponto que precisa ser abordado é que a inovação não pode ser pensada como uma ação top-down ou seja, implantada pela diretoria, de cima para baixo, como um objetivo fim para ser acatada pelo restante da empresa. A inovação é uma questão cultural dentro das organizações e leva tempo fomentar esse modelo. Isso requer não apenas mudanças profundas na gestão, como também na aceitação de quebra de alguns paradigmas. Um deles é deixar de olhar exclusivamente para os concorrentes diretos – hábito comum entre os empresários.

Inteligência para identificar competidores assimétricos 

Uma das principais mudanças é entender que muitos mercados – e cada vez mais – terão competidores assimétricos, e isso muda a regra do jogo. Vivíamos sempre de olho nos concorrentes diretos, aquelas empresas que estavam no mesmo segmento e disputavam a atenção do mesmo perfil de cliente. No entanto, o que vemos agora é uma transformação completa disso. Os concorrentes assimétricos competem em mercados diversos. Para se ter um exemplo, quem compete com a Netflix parece bem mais uma balada de quinta-feira em um point da moda na cidade, que exatamente outro streaming de vídeo. Neste caso o que está sendo disputado é  a atenção do consumidor. É isso que importa. Outro exemplo é uma loja de perfumes como O Boticário. Ela não concorre necessariamente com outra loja de cosméticos e perfumaria, mas com uma loja, por exemplo, de chocolates como a Kopenhagen. Para quem busca comprar um presente, o ticket médio é muito semelhante, logo a escolha não é pelo produto, mas sim pelo preço.

Esse olhar aponta caminhos na criação de novas oportunidades para prospecção e geração de negócios inovadores. Isso é possível quando se tem a junção de atividades de pesquisa em marketing e planejamento estratégico. Há uma frase que é a máxima na ciência de dados: “Pergunte ao dado”. O que posso saber a partir das informações que coletei? Voltado ao caso da loja de chocolates a pergunta seria: Você está comprando para consumo próprio ou para presentear? A resposta muda totalmente a relação com o consumidor, concordam? Há uma infinidade de informações desarticuladas e subjetivas que precisam ser convertidas em dados estruturados gerando assim, informação estratégica e, por fim, valor para a empresa.

Essa inteligência torna a marca mais competitiva e capaz de tomar decisões mais rápidas. Dados avaliados em profundidade podem mostrar novos horizontes e perspectivas para o negócio. Entre as ações que devem ser tomadas, tendo como base os dados, estão: o planejamento de marketing para alterar a percepção do cliente sobre o produto ou serviço e avaliação de novos mercados consumidores.

Voltando à questão dos pequenos negócios, os dados mais simples, desde aqueles coletados de dentro do Instagram ou Facebook trazem informações estratégicas. Os posts que mais geram engajamento, por exemplo, podem revelar diversos caminhos como formato, narrativa, copy, horário de postagem etc. O importante é entender que por menores ou menos complexos que sejam os dados coletados, eles hoje são fundamentais para o desenho das estratégias de marketing ou para qualquer outra área da empresa. Não é preciso ser grande ou ter uma capacidade técnica para tratar esses dados, o mais importante é tomar gosto por esse modo de olhar o negócio e assim, gradativamente, tomar decisões estratégicas baseadas nos dados coletados.

Está preparado para os novos desafios? Quer aprender com especialistas como estruturar seu negócio para crescer e gerar lucro? Conheça o Mapa do Lucro. Clique aqui.

vidadigital

Jornalista, professor IEC Puc Minas, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *