Skip to main content
 -
Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Atualmente, é articulista no portal Simi (Sistema Mineiro de Inovação), ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e professor de jornalismo no Uni-BH e no MBA do IEC PUC Minas nas áreas de Inbound Marketing e E-commerce. Contato: VISITE MEU SITE: www.alyssonlisboa.com.br Whatsapp: 31 998316905. Email: alyssonlneves@gmail.com

Uma década digitalizando. Uma nova década para humanizar

Sempre no início do ano renovamos votos e olhamos para a frente com objetivos claros de mudança. Mas o que você realmente vai fazer em prol do outro em 2020? Como sua empresa pode ser mais resiliente e humana? Estamos entrando na era do “Human Centric”.

Passamos por uma década inteira digitalizando as relações e os negócios. Saltamos de 100 milhões de usuários do Facebook em 2008 para 2,26 bilhões em 2016. Diariamente, 1,62 bilhão de pessoas logam nessa que é a maior rede social do planeta. Em 2016, mais de 3,4 bilhões de pessoas tinham acesso à internet. E o que todo esse crescimento fez com as relações?

Por um lado, pudemos nos beneficiar das facilidades geradas pela conexão sem fronteiras, pela velocidade da propagação de dados, por uma conexão mais próxima com pessoas cada vez mais distantes geograficamente. Mas, a mesma tecnologia que uniu está também nos distanciando e nos deprimindo. Entre 1980 a 2014 houve um crescimento de 27,2% do número de suicídios entre os jovens. Um dado alarmante que pode ser explicado, de certa forma.

É comum ver famílias inteiras sentadas à mesa de restaurantes – cada qual com seu aparelho móvel em um universo paralelo. Finda-se nesse momento a troca de olhares, as lições de vida e o aprendizado pela fala. Os pais dissolvem seu papel de educar e ancoram uma certa “paz” nos dispositivos ligados à internet. Afinal, aplicativos como Tiktok e YouTube podem encurtar o tempo de uma viagem de carro ou dar sossego para um almoço menos conturbado.

A nova década das empresas

Criar leads, ganhar clientes e faturar muito. Esse mantra é o que fez sobreviver qualquer empresa no século passado. Porém, cada vez mais, o consumidor contemporâneo fará aquisições mais conscientes e novos processos de compra e venda passam a entrar em circulação. Empréstimos e compartilhamento passam a deixar de lado um consumo exagerado. O prosumer (consumidor e produtor) começa a participar do cotidiano das marcas, sugerindo versões, modelos, tipos e sabores.

O consumidor digital está fixando seu olhar e seus interesses em empresas que constroem algo mais sólido e envolvente com sua audiência. Uma troca mútua na qual o que está em jogo não é apenas a aquisição de bens, mas também a construção de valores. São novos olhares para o mundo, mais consciente, menos digital e mais empático.

As empresas digitais estão perdendo terreno porque os processos são cada vez mais frios e distantes. Veja a repercussão do vídeo do Banco Itaú (abaixo) qual um robô narra momentos genuinamente humanos. O futuro será realmente feito por máquinas? Estamos nos emocionando com coisas simples, rotineiras. Veja as imagens postadas nas redes sociais agora nas férias. A quantidade de pessoas que contemplam o verde, o mar, o sossego, o canto dos pássaros e o barulho de água. Nessa nova década que se inicia voltaremos a dar valor ao que é simples. Passamos a apreciar ainda mais os cafés artesanais, as embalagens rústicas, aquele queijo da roça e um bom Prato Feito. Passamos a valorizar as pessoas que são mais comunicativas, que contam histórias. Viveremos uma década de resgates. Mas nas empresas, o que pode ser feito?

Coisas para você pensar sobre a nova gestão das empresas

1- Será que é realmente importante os colaboradores trabalharem em regime de 40 horas semanais e presenciais? A Microsoft do Japão informou que o faturamento por funcionário aumentou 40% em comparação com o mesmo mês do ano passado depois que a empresa instituiu o trabalho durante quatro dias por semana.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

2 – Você permite que seus funcionários envolvam mais os familiares no trabalho? É preciso entender que o trabalho não pode ser distante da vida em família. Já pensou em convidar os filhos dos funcionários uma vez por mês para um almoço coletivo? Garanto que o rendimento seria muito superior. Na Monetizze você pode levar seus filhos em período de férias escolares. Tem um espaço preparado para eles.

3 – Os colaboradores podem opinar e ajudar na melhoria de processos dentro da empresa? Ou os comandos são dados apenas pelo pessoal da diretoria? Muitas vezes, as imposições são perigosas porque se esquece de olhar aqueles que estão no cotidiano da marca. É preciso dar voz e estimular a participação por melhorias.

A digitalização e a profusão de dados e telas foram importantes para a democracia. Impactaram os negócios, a educação e o mundo financeiro. Elas não deixarão de existir, mas agora é tempo de equilibrar as coisas. Reduzir a ansiedade dos jovens e a busca frenética por audiência e likes. Agora é hora do olhar centrado no humano.

“Como é difícil sairmos de nós mesmos, às vezes, e deixarmos de ser egoístas. Por que pensamos: Ah, vou me tornar um ídolo e todos vão me amar, serei o senhor de tudo, mas não é assim.” Essa palavras estão em um trecho do filme Dois Papas, disponível na Netflix. Precisamos passar a bola, trabalhar em equipe e pelo bem comum. É preciso deixar um pouco de lado as selfies e virar o olhar para as pessoas. Estamos perdendo a nossa humanidade por conta das métricas de vaidade. Pense nisso!

vidadigital

Jornalista, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *