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Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Professor e coordenador de Pós-graduação no IEC PUC Minas nas áreas de Marketing, Gestão e Vendas. VISITE MEU SITE: www.etcdigital.etc.br Marque uma consultoria pelo whatsapp: 31 998316905. Email: alysson@etcdigital.etc.br

O sonho de Jobs bate no coração de Cupertino

Apple Park: um dos prédios mais sustentáveis do mundo muda a paisagem da cidade

Apple Park, em Cupertino, é o espaço dedicado aos visitantes e applemaníacos

O complexo Apple Park na cidade de Cupertino, na Califórnia, foi projetado em 2006 pelo então CEO da empresa, Steve Jobs. Desde abril do ano passado, ele começa a ser ocupado pelos funcionários da empresa. Cada curva precisa ficar perfeita e bem acabada.  Por isso, ainda é possível ver muitos operários trabalhando nos últimos detalhes.

Na época em que foi idealizada, a Apple tinha 12 mil funcionários trabalhando na região. A proposta, então, foi construir o grande círculo revestido de vidros e painéis solares para abrigar até dois mil funcionários a mais. Hoje, a empresa já tem 34 mil colaboradores e o espaço ficou realmente pequeno para tanta gente.

Uma obra ecologicamente correta

Construído no subúrbio da cidade de Cupertino (mas não parece nem de longe realmente um subúrbio), a estrutura foi projetada para ter o maior aproveitamento da luz solar e abrigar uma grande área verde. Academia, café, espaços de convivência e uma área de estacionamento com toda a iluminação gerada por luz solar.

Quando você se aproxima da região que está instalado o grande prédio, outros escritórios menores com o icônico símbolo maçã prateada da empresa não param de surgir. O trânsito também fica bem mais intenso. Aos poucos, as curvas do Apple Park aparecem no cenário. É realmente de impressionar.

Espaço para o visitante

A empresa construiu um centro para visitantes com café, deck superior com vista para a obra e exposição de produtos. Além disso, é possível, utilizando um iPad emprestado por um dos simpáticos funcionários, projetar na tela toda a construção do complexo. A tecnologia utiliza uma maquete em 3D e realidade aumentada. Ponto forte da visita.

O prédio é hoje o maior edifício naturalmente ventilado do mundo e também é dotado de um dos maiores sistemas de instalação de energia solar do mundo. O que mais chama a atenção na maquete é poder ver as instalações internamente, inclusive simulando o trânsito de pedestres e carros. O requinte de detalhes e a resolução das imagens proporcionam uma experiência imersiva e muito divertida.

O Apple Park está aberto desde novembro de 2017. É um espaço para tomar café e fazer breves reuniões ao sabor de um espresso e algumas guloseimas. Quem quiser ainda, pode comprar souvenirs como camisetas (US$ 40), adesivos e chaveiros.

Obra tem milhares de árvores plantadas e energia solar como fonte principal de energia

A mais valiosa do mundo

A construção da nova sede consumiu mais de US$ 5 bilhões, o que não faz muito diferença quando você tem algumas credenciais. Segundo a Agência France Press (AFP), a Apple é a primeira empresa a superar os US$ 800 bilhões em valor de mercado. De acordo com o índice da Forbes, ela está em primeiro lugar como a marca mais valiosa do mundo, deixando para trás, Google, Facebook, Microsoft e Coca-Cola.

Uma região que ressignifica o conceito de tecnologia

Quando você anda pelas ruas de Cupertino, conversa com os moradores e visita a rua que Steve Jobs morou fica mais fácil entender as conquistas daquela marca e o prestígio ao longo dos anos.

A casa que pertenceu ao ex-CEO da Apple nos últimos 20 anos de sua vida não foi transformada em museu ou coisa parecida. É apenas um lugar silencioso e encantador com flores e árvores que fazem sombra na primavera.

Centro de visitas na Apple tem recurso por realidade aumentada para conhecer as instalações do novo prédio

Apoiado na grama muito verde do local, uma placa com os seguintes dizeres: “Não importa de onde você é. Estamos contentes em ser seu vizinho”. Ao ler, fiquei algum tempo observando aquele lugar e buscando entender como seria viver lá.

Alguns acusam a tecnologia de tornar as pessoas mais frias e distantes. Mas não foi bem isso que pude perceber visitando a cidade de Cupertino e toda a região do Vale do Silício. Mesmo não convivendo cotidianamente naquela região, foi possível testemunhar a sutileza dos hábitos e a pequena velocidade do tempo.

Foi possível imaginar como seria a convivência diária entre aqueles que pavimentam o mundo trabalhando nas inúmeras empresas de tecnologia e inovação da região. Velocidade dos dados, crescimentos exponenciais de startups que surgem e se reinventam a cada momento. Em Cupertino convive-se com dois tempos: Um espaço acelerado da inovação e outro, bem mais lento, de contemplação, convivência e lazer.

Texto publicado orginalmente em www.simi.org.br

vidadigital

Jornalista, professor IEC Puc Minas, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

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