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Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Professor e coordenador de Pós-graduação no IEC PUC Minas nas áreas de Marketing, Gestão e Vendas. VISITE MEU SITE: www.etcdigital.etc.br Marque uma consultoria pelo whatsapp: 31 998316905. Email: alysson@etcdigital.etc.br

O que a saída do Faustão nos ensina sobre carreira? 

Fausto Silva deixa a Globo

Um dia você ganhará uma placa com seu nome, farão uma festa para você no trabalho. Então, a sua jornada terá chegado ao fim. “Vamos substituir você por alguém mais novo e mais iludido”. Esse é um trecho da divertida parábola do perseguidor de cenouras narrada pelo professor Clóvis de Barros e disponível no Youtube.

Nesta semana a Globo anunciou a saída antecipada de Fausto Silva do comando do Domingão do Faustão, parceria que teve início em 1989. Claro que o Faustão não era um perseguidor de cenouras na Globo, até porque tinha um dos mais altos salários pagos pela emissora. Mas a sua saída mostra como são as relações de trabalho em qualquer nível de empresa. Somos substituíveis e no jogo dos negócios o foco será sempre trazer mais lucro.

Enquanto somos capazes de gerar resultados continuaremos empregados. E no seu trabalho, você é útil por mais quanto tempo? A função que exerce pode ser substituída por um software ou por alguém com menos qualificação? Segundo o escritor Martin Ford, em 2012 o Google gerou lucro de quase US$ 14 bilhões empregando menos de 38 mil funcionários. Em 1979, no auge da oferta de empregos da indústria automotiva, a GM tinha quase 840 mil funcionários e um lucro de US$ 11 bilhões. Menos gente não significa menos faturamento.

O Brasil tem hoje 14 milhões de desempregados. A mão de obra e a força de trabalho, em muitos casos, pode ser facilmente substituída como os baseados em uso de ferramentas automáticas como caixas registradoras, por exemplo. A automação, digitalização de processos e a própria mecanização indicam uma mão de obra cada vez menos qualificada. Por outro lado, sobram vagas para os trabalhos intelectual, criativo e analítico.  

Mas voltando ao caso do Faustão, o valor gerado ao longo de mais de 30 anos transformou o apresentador em uma máquina de vendas. Agora na Band, Fausto Silva deve levar algumas marcas com ele. Por isso, a saída silenciosa e antecipada – antes do fim do ano – foi uma atitude muito acertada da emissora. O ponto interessante é que Fausto Silva construiu uma reputação e agregou valor ao próprio nome, oportunidade que muitas empresas não dão aos funcionários com receio de perderem o colaborador. 

O que fica como lição da saída de Fausto Silva é que devemos construir nossa reputação e jornada, fortalecer nossas conexões e olhar sempre o próximo passo. Estamos preparados para alçar voos solos? Muitos de nós não querem empreender por conta dos desafios diários do empreendedorismo. Em troca disso, estacionam suas carreiras em empresas que pagam salários baixos e vendem sonhos baratos. Empreender é construir um futuro sem data de validade. É poder moldar a própria história e receber proporcionalmente pelo seu esforço pessoal. Pense nisso. 

vidadigital

Jornalista, professor IEC Puc Minas, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

3 thoughts to “O que a saída do Faustão nos ensina sobre carreira? ”

  1. Sensacional sua abordagem, principalmente o apresentado nos dois últimos parágrafos. O tititi gerado pelos internautas, não se justifica. Da mesma forma que o Faustão não quis mais ficar na Globo, a Globo tem o direito de não querer que ele fique. Ele foi muito anti-ético em comunicar sua saída e divulgar que já havia fechado contrato com outra emissora, antes de finalizar seu contrato. Agregou à Globo, sim muito, mas é oque se espera dos funcionários de uma empresa. Ele também cresceu, não só com uma remuneração elevada, mas com toda a estrutura que teve disponível para desenvolver seu trabalho e teve respaldo para executar seu trabalho e poder ofertar sua influência aos patrocinadores e para as propagandas. As pessoas são insubstituíveis, pois são únicas, mas o trabalho não, este pode ser substituído e até superado.

  2. Posso estar enganado, mas acredito que vai desaparecer na Band. “O que a saída do Faustão nos ensina sobre carreira?”: Confirmada minha previsão, que a cobiça, a gula, a obsessão por dinheiro pode acabar com a carreira de alguém. Ganhava mais de 4 milhões de reais por mês em um país com 14 milhões de desempregados e onde o salário mínimo é de 1.100 reais.

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