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Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Atualmente, é articulista no portal Simi (Sistema Mineiro de Inovação), ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e professor de jornalismo no Uni-BH e no MBA do IEC PUC Minas nas áreas de Inbound Marketing e E-commerce. Contato: VISITE MEU SITE: www.alyssonlisboa.com.br Whatsapp: 31 998316905. Email: alyssonlneves@gmail.com

O oceano azul nas mídias sociais

O livro ‘A estratégia do Oceano Azul’, de W.Chan Kim e Renné Mauborgne, lançado pela Editora Sextante, é o tipo de livro que você lê e se pergunta: “Por que não li esse livro antes?”. De leitura fácil e exemplos inquestionáveis, o livro aborda as oportunidades escondidas que, muitas vezes, pela concorrência exacerbada, deixamos de perceber.

O primeiro caso que a obra aborda é o Cirque du Soleil. A companhia, ao invés de mirar sua artilharia para os concorrentes, buscou uma inovação em um setor que vinha, ano após ano, perdendo audiência – tanto no que se refere às crianças quanto aos adultos.

A exploração de animais e o modelo ultrapassado passaram a gerar ainda mais dificuldade para o mercado circense. No oceano vermelho, o objetivo é derrotar o inimigo, competindo cliente por cliente em uma guerra de preços e marketing pesado. Ampliar o número de picadeiros, oferecer mais animais e atrações parecia o caminho óbvio para manter o negócio.

Outro exemplo interessante é o das companhias de telefonia. São concorrentes vorazes em um mercado muito competitivo. “(…) concentrar-se nos oceanos vermelhos é aceitar os principais fatores restritivos da guerra – território limitado e necessidade de derrotar o inimigo para realizar os objetivos – e negar a força diferenciadora do mundo dos negócios: a capacidade de criar novos espaços de mercado inexplorados”.

O mais interessante de tudo isso é que no ambiente de oceanos azuis, ou seja, em ambientes de pouca ou nenhuma competição, o impacto sobre o lucro é maior que na manutenção dos negócios no oceano vermelho.

Na pesquisa publicada no livro de W.Chan e Renné, foram avaliadas 108 empresas e constatou-se que 86% dos lançamentos de produtos foram apenas incrementais, ou seja, uma ampliação da linha já existente. Esses novos produtos responderam por 62% da receita total e por 39% do lucro total.

Por outro lado, os 14% referentes aos lançamentos inovadores (oceanos azuis) geraram 38% da receita total e 61% do lucro total. Isso demonstra que inovar gera lucro e pode significar a manutenção da empresa em um mundo que se transforma constantemente.

Oceano azul no marketing digital

Atrair a atenção é o princípio básico de qualquer processo de venda e esse é o objetivo do marketing. Enquanto os concorrentes buscam ser “melhores” ou mais criativos que seus concorrentes, tomando medidas similares como tentar superar o número de likes de seu competidor, outro grupo de empresas trabalha incansavelmente em um território pouco explorado e muito mais fértil. Eu explico: voltando ao caso do Cirque du Soleil, a partir do momento em que o competidor passa a ser ignorado (não estavam buscando fazer um circo melhor, mas sim mudar o conceito de circo), o foco passa a se voltar, unicamente, para o cliente. Tudo que é desnecessário foi eliminado ou reduzido, e novas atrações, ligadas ao teatro e aos grandes shows da Broadway, foram incorporadas, criando assim uma nova experiência inédita e envolvente.

Outro exemplo que ilustra bem são os bancos. Enquanto os principais players do setor destacavam no marketing os benefícios do banco em uma acirrada disputa por menores taxas e espaços cada vez mais modernos, outros bancos buscaram resolver unicamente a dor do cliente. Recentemente, o Banco Santander (fotos abaixo) lançou uma agência que é também um espaço de coworking e café. A mudança tem que acontecer rapidamente porque novos jogadores (mais leves e ágeis) estão chegando o tempo todo.

Agência do Banco Santander no Chile. Transformação do banco em um espaço de coworking
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Menos burocracia, mais transparência e o fim das agências bancárias e, consequentemente, as filas. Assim, a condução do marketing passou a ser mais fácil para as fintechs. “Venha para o nosso banco, aqui não existe fila”. Assim, conseguem falar para os consumidores exatamente o que eles queriam ouvir.

De tolos passivos a cocriadores de valor com a empresa

O pesquisador da Columbia Business School, David Roger, levanta em seu livro ‘Transformação Digital’ o novo modelo de consumidor. O autor ressalta que o comportamento do cliente hoje é totalmente diferente do comportamento passivo do século 20. O modo como eles encontram, acessam, usam, compartilham e influenciam os produtos, serviços e marcas é completamente diferente e requer, com isso, uma entrega diferente.

No marketing digital foi-se o tempo em que ressaltar os atributos do produto tinha relevância. A marca agora precisa contar uma história real. Trazer o cliente para o contexto, personalizar o discurso, engajar a audiência com respostas claras e uma conversa franca.

Deixe de lado a complexidade, a sofisticação e vá atrás das histórias das pessoas. Em um mundo cada vez mais digital, precisamos mesmo é conversar com gente! Pense nisso.

Visite meus sites: www.alyssonlisboa.com.br e www.twoaly.com.br

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vidadigital

Jornalista, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

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