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Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Atualmente, é articulista no portal Simi (Sistema Mineiro de Inovação), ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e professor de jornalismo no Uni-BH e no MBA do IEC PUC Minas nas áreas de Inbound Marketing e E-commerce. Contato: VISITE MEU SITE: www.alyssonlisboa.com.br Whatsapp: 31 998316905. Email: alyssonlneves@gmail.com

Libra é um avanço da plataforma e a insônia das fintechs

Mark Zuckerberg apresenta sua moeda virtual

Anunciado 18 de junho, a novidade deve entrar em vigor já no próximo ano e já está causando polêmica mundo afora. A Libra, como foi batizada, será um moeda virtual do Facebook que poderá ser utilizada dentro da plataforma (incluindo Messenger e Whatsapp) para compra e envio de valores entre os participantes da maior rede social do mundo.

A proposta parece colocar um fim às taxas absurdas e a dificuldade que é realizar transações financeiras entre o Brasil e outros países. Lembro que quando paguei meu mestrado na Espanha tive que ir ao Banco do Brasil por inúmeras vezes, pagar taxas altíssimas e ainda aguardar vários dias até o dinheiro chegasse ao destino, no caso uma universidade espanhola.

O especialista em finanças e CEO da Monetus, Daniel Calonge (foto abaixo), vê a novidade com bons olhos. “A grande vantagem que vejo nesta nova moeda seria a transação em moedas diferentes, que tem custo alto. Por exemplo, comprar em dólar com cartão brasileiro tem taxa de câmbio mais alta e ainda IOF, essa moeda poderia diminuir muito esse custo”, assinada Calonge.

Daniel Calonge da Monetus. Novidade pode ser uma vantagem para o consumidor

No entanto, o temor vem da falta de segurança da plataforma Facebook que já foi envolvida em diversos escândalos relacionados à privacidade e segurança dos dados. A própria Cambrigde Analytica mostrou o quanto estamos vulneráveis nos ambientes digitais. Não que nos bancos tradicionais estejamos imunes, muito pelo contrário. Onde tem dinheiro tem hackers querendo invadir e encontrar mecanismos para fraudar.

A transação de dinheiro por meio de plataformas e aplicativos não é algo, digamos assim, tão novo. Como ressalta Daniel Calonge, na China já existe o WeChat, uma espécie de WhatsApp chinês. Lá, grande parte das transações já acontece por meio do WeChat. Seria um novo modo de transacionar compras on-line e com certeza isso pode reduzir taxas para os lojistas. Caso a novidade do Zuckerberg chegue ao Brasil, é possível que grande parte das transações entre as pessoas e as compras online aconteçam por intermédio da Libra.

Fintechs devem sentir o impacto

A Libra do Facebook não está tirando o sono das grandes empresas de meios de pagamento, até mesmo que o grupo que irá controlar e permitir a autonomia e segurança do sistema, entitulado Calibra, será composto pela Visa, Mastercard, PayPal, além do Uber, Lyft, Spotify e eBay. Desse modo, quem vai mesmo sentir o impacto dessa nova moeda será as fintechs como o PicPay. Para Daniel Calonge: “As fintechs que são usadas em pagamentos entre pessoas devem sofrer mais, pois, praticamente todo brasileiro que tem smartphone, tem WhatsApp, que já permitiria fazer pagamento entre as pessoas.

Agora é ver como isso se dará no Brasil, se haverá autorização ou boa vontade do Banco Central em liberar a novidade. O que está claro diante da movimentação do Facebook para a área de pagamentos é que a empresa quer transformar sua plataforma em um ambinete confortável e completo. Assim, todas as demandas de interação serão resolvidas rapidamente e no mesmo espaço. Resta saber se a segurança dos dados e principalmente a segurança do nosso dinheiro estará resguardada. Você confia?

vidadigital

Jornalista, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

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