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Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Atualmente, é articulista no portal Simi (Sistema Mineiro de Inovação), ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e professor de jornalismo no Uni-BH e no MBA do IEC PUC Minas nas áreas de Inbound Marketing e E-commerce. Contato: VISITE MEU SITE: www.alyssonlisboa.com.br Whatsapp: 31 998316905. Email: alyssonlneves@gmail.com

Cuidado com a tentação do “Linketinder”​

Saber usar corretamente as redes sociais é regra de e-etiqueta que deve ser ensinada ao usuários da internet o mais rápido possível

Recentemente, eu li o desabafo de uma amiga no LinkedIn. Ela postou um texto comentando a falta de noção de uma conexão de sua rede profissional no LinkedIn. Uma pessoa escreveu: “Você é uma mulher interessante e bonita…”. A moça achou por direito desferir uma “cantada” online em um espaço digital que não tem esse propósito.

Linkedin não é tinder
Linkedin não é tinder

O LinkedIn é hoje uma poderosa rede social em que mais de 80% dos recrutadores e headhunters visitam diariamente na busca por profissionais. Além disso, o LinkedIn, que tem 34 milhões de usuários no Brasil e foi adquirido pela Microsoft por US$ 26,2 bilhões em 2016, se destaca por ser um espaço excelente para fazer conexões com profissionais do mundo inteiro e ler artigos incríveis.

Já o Tinder, uma rede social para conexão de pessoas as mais diversas para encontros casuais, é um espaço mais “liberal” para contatos, cantadas e até, em alguns casos, expressões maiores de afeto e carinho.  Com 57 milhões de usuários, segundo o site Business for Apps, esse aplicativo social para encontrar parceiros e parceiras é, com certeza, o lugar mais apropriado para “cantar” alguém.

Entretanto, até mesmo no Tinder, que muitas vezes pode parecer uma “terra sem lei”, tem suas regras. Cerca de metade dos casos de pedofilia partem de uma conversa inicial pela internet e o Tinder é combustível, não resta dúvida. Sabendo disso, a polícia e o Ministério da Justiça montaram uma arapuca para pegar abusadores de crianças e adolescentes.

ESTRATÉGIA DE MARKETING

Foi criado um perfil falso, supostamente uma garota de 13 anos que aceitava os “matchs” de homens mais velhos (ou bem mais velhos) e a conversa se desenrolava. Quando o pedófilo estava quase conseguindo o número de telefone da suposta vítima, – ignorando as informações dadas pelo perfil de que ela tinha apenas 13 anos, uma mensagem do Ministério da Justiça advertia para o crime previsto no ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente. Era a armadilha perfeita para passar a mensagem aos possíveis pedófilos de plantão.

Cada rede social tem seu propósito, no entanto cada uma delas tem suas regras claras – prevista em seus termos de uso. Por outro lado, todas elas esbarram, obrigatoriamente, na questão da ética e respeito ao direito dos outros. Condutas e comportamentos nas redes sociais dizem muito sobre você. Desde uma foto até depoimentos homofóbicos e racistas. Mensagens deixam rastro e podem acabar com a carreira ou a reputação de uma pessoa.

Ao usar o LinkedIn ou mesmo as redes sociais mais amplas como Facebook e Instagram, as regras e o limiar ético precisam ser preservados. LinkedIn é para contatos profissionais, não mais que isso. Existem modos mais criativos e ambientes mais propícios para convidar alguém para uma café com segundas intenções.

A pesquisadora Raquel Recuero, em seu livro Redes Sociais na Internet ressalta: “Uma rede, assim, é uma metáfora para observar os padrões de conexões de um grupo social, a partir das conexões estabelecidas entre os diversos atores”. Tais padrões se formam pelo próprio ambiente onde se dá a interação. Vendo textos científicos, fotos de congressos, indicação de emprego, pautas relacionadas ao mercado internacional, economia, política e tantos outros temas densos, deveria ser, por si só, um obstáculo para que pessoas mal intencionadas pudessem se aproveitar de conexões existentes para tentar uma aproximação para encontros afetivos.

Ao entrar em uma rede social, observe os padrões, linguagem e principalmente: coloque-se no lugar do outro. É imperativo que a sociedade em rede amadureça para que o comportamento online seja o retrato da sociedade e do comportamento das ruas. “#NãoÉnão” foi a frase dita no carnaval deste ano para evitar o assédio sexual de mulheres. Será que podemos criar outra hashtag para as redes sociais? Tinder não é LinkedIn?

Alysson Lisboa é professor do Cotemig e IEC PUC Minas, mestrando em Comunicação Social, mestre em Comunicação Social Interativa e Especialista em Marketing Digital.

Visite meu site: www.alyssonlisboa.com.br

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vidadigital

Jornalista, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

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