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Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Professor e coordenador de Pós-graduação no IEC PUC Minas nas áreas de Marketing, Gestão e Vendas. VISITE MEU SITE: www.etcdigital.etc.br Whatsapp: 31 998316905. Email: alyssonlneves@gmail.com

Clubhouse: Preciso me envolver com uma nova rede?

dente-de-leao
Não se fala de outra coisa que não seja o Clubhouse e Vacina contra a Covid-19. Mas como o nosso assunto aqui é marketing digital, vou falar um pouco sobre a nova sensação que está se espalhando rapidamente pelo Brasil e pelo mundo, o Clubhouse. É preciso começar a usar esse novo aplicativo?

Segundo o TechCrunch, New York Times, Mashable, CNBC Medium, o volume de usuários do Clubhouse saltou de 1,5 mil em maio de 2020 para 6 milhões em 2021. Isso porque a versão para Android ainda não está disponível. Já podemos imaginar o crescimento do Clubhouse nos próximos meses.

Muita gente quer saber como funciona e para que serve essa novidade tão falada. Os tutoriais estão por toda a parte e uma busca no Google Trends (imagem abaixo) revela que o assunto está longe de terminar. Trata-se de uma rede social que envolve seus usuários basicamente por salas de áudio para assuntos dos mais diversos. As marcas começam a encontrar sentido nisso e já estão colhendo resultados.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Mas o que o Clubhouse tem de diferente de um podcast?

Na verdade, a principal diferença está no fato de que um podcast não aceita interação em tempo real. Além disso, o Clubhouse trabalha na modalidade ao vivo e tudo se perde na linha do tempo. “Mas eu preciso entender e começar a usar mais essa rede?” É uma pergunta frequente dos gestores das empresas que faço consultoria em marketing digital. Já não basta o Whatsapp, Instagram, Facebook, Linkedin, Youtube – para falar apenas das mais utilizadas no Brasil? A resposta é: Faça uma experimentação. Utilize por três meses vigorosamente. O tempo mostrará os resultados.

O meu guru preferido, Henry Jenkins, tem uma resposta que acho perfeita. Em seu livro Spreadable Media (2014), que no Brasil recebeu o nome de Cultura da Conexão, a editora usou na capa uma imagem da flor Dente-de_Leão, aquela que está ilustrando esse texto e que as crianças adoram brincar de soprar quando encontram pelas ruas.

É possível controlar?

O autor fala que antes tínhamos a necessidade de manter um controle rígido sobre a propriedade intelectual. Mas, como é esse comportamento hoje em dia? Podemos enclausurar nossos conteúdos? É possível manter o controle das nossas obras? Jenkins apresenta uma citação que não deixa dúvidas sobre a necessidade de espalhar conteúdo para ganhar cada vez mais visibilidade em um mundo mediado de hoje em dia.

"Se você soprar os seus trabalhos na rede, como se fossem dentes-de-leão na brisa, a rede vai cuidar dos custos de replicação. Seus fãs vão copiar-colar os seus trabalhos na lista de endereços deles, fazer 60 mil cópias tão rápido e tão barato que descobrir quanto custa no total para fazer todas aquelas cópias seria de uma ordem de grandeza maior do que as cópias em si. Além do mais, os ventos da internet vão lançar os seus trabalhos para cada esquina do globo, procurando cada lar fértil que possam ter e, com tempo suficiente e o trabalho certo, suas coisas podem algum dia encontrar seu próprio caminho, sem ser por vias formais, em direção a cada leitor que possa achá-las boas e agradáveis".(JENKINS, 2014, p. 352)

Os movimentos populares são ambientes férteis para as marcas. São novos lugares de troca entre o produtor de conteúdo e o consumidor de informação. Não devemos ignorar a força das redes e pegar carona nas novidades que surgem. Bem vindo ao mundo novo! Tudo que aprendemos, tudo que consumimos se altera o tempo todo.

Precisamos estar atentos às mudanças em um mundo beta forever. É preciso aceitar a perda do controle e buscar estabelecer relacionamentos com públicos que nos ajudem a expandir e acelerar a circulação das nossas produções. (H.J.) Pense nisso!

vidadigital

Jornalista, professor IEC Puc Minas, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

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