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Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Professor e coordenador de Pós-graduação no IEC PUC Minas nas áreas de Marketing, Gestão e Vendas. VISITE MEU SITE: www.etcdigital.etc.br Marque uma consultoria pelo whatsapp: 31 998316905. Email: alysson@etcdigital.etc.br

Capturar, analisar e converter informações para satisfazer os clientes

“À medida que o seu ambiente de negócios se torna mais complexo, sua capacidade de encontrar, combinar e aprender com diversas fontes de dados será cada vez mais importante”, ressalta David Rogers, professor da Columbia Business School.

Durante quase todo o século 20, os escritórios eram repletos de móveis e gavetas de aço que armazenavam documentos em papel. A informação estava escrita a caneta ou datilografada. Na década de 1980, com a chegada dos primeiros computadores, a digitação começou a eliminar, gradativamente, essa etapa e os dados passaram a ser inseridos e armazenados em suportes como fitas e disquetes. Nessa operação onerosa, o máximo que se podia fazer era ler os dados na tela do computador ou imprimi-los.  

A primeira etapa da digitalização, que começou a acontecer fortemente a partir das décadas de 1980 e 1990, era uma mera conversão de documentos – papel, fotografia, planilhas impressas – em arquivos como PDF, JPG, PNG ou legíveis por softwares. No entanto, de modo prático, não se fazia muita coisa com esse material. Já no final do século, passamos a incluir dados por meio de softwares como Word, Excel e programas para gestão e controle nas empresas. 

A partir desse momento, começamos a produzir dados legíveis por máquinas. Com a utilização massiva de computadores e sistemas para entrada de informação, e mais, com a facilidade de compartilhar dados entre sistemas. Avançamos para uma nova era. Hoje, além de ser mais acessível, o tratamento desses dados e seu compartilhamento em softwares indica um frutífero território para as empresas. 

O pesquisador David Rogers aponta que o desafio agora é converter os dados em informações valiosas. O autor, em seu livro Transformação Digital, mostra um interessante exemplo. A The Weather Company (TWC), nos Estados Unidos, passou de uma empresa de mídia que mostrava dados meteorológicos nos anos de 1980 para um site de produção de conteúdo. O fluxo de informações dentro do portal atrai anunciantes e gera boa receita. Esse modelo de monetização está em operação nos principais portais de notícias aqui no Brasil.

Mas o que a TWC faz é muito mais que isso. Além de capturar, analisar e converter as informações em mapas coloridos, ela pensou: Por que não gerar valor adicional para clientes e consumidores? Surge então a plataforma de dados estratégicos. Segundo David Rogers, como exemplo, o Walmart utiliza as informações sobre clima para trabalhar as estratégias de vendas nos Estados Unidos. Análises trazidas pela TWC podem contribuir no modo como as marcas vendem, por exemplo, jaquetas, medicamentos para alergia e até pneus para neve. O Walmart, a partir das informações recebidas, pode direcionar suas campanhas de marketing digital em tempo real, se beneficiando dos dados para gerar vendas estratégicas.

Comece a pensar seu negócio como modelo de plataforma

  • De posse das informações que tenho sobre os clientes, o que posso oferecer de vantagem para eles?
  • Como as informações que tenho podem contribuir para outros mercados e negócios?
  • É possível, a partir de dados estratégicos, desenhar campanhas com o objetivo de vender mais?

No século III antes de Cristo (a.C.), a biblioteca de Alexandria representava a soma de todo o conhecimento do mundo. Hoje, cada habitante da Terra tem 320 vezes mais informação do que estimadamente estava armazenada na biblioteca de Alexandria. Seus clientes carregam dados e muitos deles estão diretamente conectados à sua marca. Faça segmentações e entregue valor a cada um dos clientes de modo mais individualizado possível. 

Inúmeras empresas já avançaram seus negócios para tratar dados como fonte de inovação e, consequentemente, com aumento de receita. Com certeza, hoje essa é uma grande vantagem estratégica. Aplicar dados na geração de novos produtos também pode ser um bom caminho. Um exemplo interessante é a Netflix. Ela recebe um volume imenso de dados de seus espectadores, o que permite criar produtos mais alinhados aos interesses de um público específico, como foi o caso da série House of Cards. “Observe o que os clientes fazem, não o que dizem: os dados comportamentais são algo que mede diretamente as ações dos clientes”, finaliza o pesquisador David Rogers. 

Alysson Lisboa é professor no IEC PUC Minas e participa do Mapa Do Lucro. Mentoria de 64 horas de conteúdo e 16 encontros presenciais.

vidadigital

Jornalista, professor IEC Puc Minas, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

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