Skip to main content
 -
Jornalista especialista em Produção em Mídias Digitais e mestre em Comunicação Digital Interativa. Atualmente, é articulista no portal Simi (Sistema Mineiro de Inovação), ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e professor de jornalismo no Uni-BH e no MBA do IEC PUC Minas nas áreas de Inbound Marketing e E-commerce. Contato: VISITE MEU SITE: www.alyssonlisboa.com.br Whatsapp: 31 998316905. Email: alyssonlneves@gmail.com

Arsenal tecnológico para uma escola em tempos de pandemia

A sala de aula tradicional era representada por um quadro branco e alguns canetões – cadeiras enfileiradas e um professor que transita entre as carteiras. Para lecionar, necessitávamos, quando muito, do passador de slides e login e senha do computador da faculdade. Chegando em sala já podíamos começar! A conversa fluía enquanto rabiscávamos o quadro com as canetas, construindo um diálogo natural entre conhecimento, aluno e professor.

Mas, no mundo virtual das aulas sincrônicas, o ambiente é outro. Todos os professores do planeta estão sendo desafiados a pensar uma sala de aula diferente de tudo que pensaram, dada a condição de confinamento trazida pela Covid-19. Além de novas dinâmicas, a didática precisou de revisões. O professor, sentado, passou a olhar os alunos através de olhos de vidro e aplicativos.

Durante pouco mais de quatro meses, quando começaram as aulas na modalidade remota no IEC/PUC Minas, busquei, incessantemente, entender o que estava acontecendo e traçar caminhos para que o conteúdo das aulas pudesse chegar ao aluno com o mesmo envolvimento que era possível na sala de aula presencial.

Foram desafios de todos os tipos. Desde novas tecnologias e plataformas, até o próprio conteúdo que precisava ser repensado para fazer sentido, agora à distância. Foram meses de trabalho intenso, trocas, interações, reuniões, conversas com um time espetacular de professores que coordeno, juntamente com a querida professora Fernanda Cabral na PUC Minas. Alguns alunos e professores ficaram pelo caminho, natural em um momento de mudanças.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Era uma batalha contra um inimigo invisível e a favor da continuidade das aulas. Em tempo recorde, nos preparamos, aprendemos a moldar nossas aulas para um aluno que, em alguns casos, nem ouvimos direito sua voz. Este ano completo 11 anos como professor, com passagem por instituições de ensino como Newton Paiva, UNI-BH, UNA, Estácio de Sá e PUC Minas. Foram desafios diferentes, disciplinas diversas e um aprendizado envolto em amor profundo pela docência.

Mas esse desafio de hoje é diferente. Não é apenas a disciplina ou o conteúdo que devem se alinhar. Há uma parafernália tecnológica que precisa estar orquestrada, em tempo real, para que tudo saia como planejado. São novas diretrizes e recursos que aprendemos a usar. Cabos, adaptadores dos mais diversos tipos, iluminação, microfones, tripés e o conteúdo. Tudo ao mesmo tempo em um mesmo lugar.

Quem está sendo desafiado como professor em 2020, tenha certeza que essa é, sem dúvida, a maior escola que já tivemos. Uma escola que nos ensina não apenas um inédito traquejo, mas um novo modo de pensar a educação e a sala de aula. Não existe lado mais frágil, não existe problema que não possamos superar. O giz deu lugar às telas, mas todas as máquinas e aplicativos não conseguiram tirar o papel central do professor. Que venha o segundo semestre com novos e deliciosos desafios, cabos e aplicativos para controlar e um desejo inesgotável de ensinar.

vidadigital

Jornalista, blogueiro e consultor sobre novas mídias e marketing digital. Mestre em comunicação digital interativa e especialista em produção em mídias digitais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *