Capacidade reduzida, quartos sem cama e desinfecção: a nova realidade dos hotéis em Minas Gerais

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Viajando Direito (Foto: Freepik)

O setor de turismo acumula perdas bilionárias desde o início da pandemia de Covid-19. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o prejuízo acumulado até março era de R$62,5 bilhões.

O setor hoteleiro, obviamente, tem sofrido bastante com a crise e vem tentando iniciativas para minimizar os efeitos da queda de receita provocada pelo coronavírus.

A rede de hotéis Accor Live Limitless (novo nome da Accor Hotels), formada pelas marcas Ibis, Adagio, Novotel, Mercure, Delano entre outros está transformando quartos em escritórios. A medida já havia sido adotada em São Paulo e está sendo implantada também em Minas Gerais.

O serviço estará disponível nos hotéis Ibis Budget Uberlândia, Ibis Styles Itaúna, Mercure Belo Horizonte Savassi e Mercure Belo Horizonte Vila da Serra.

O preço da diária varia de R$99 a R$220, de acordo com a categoria do espaço.

As camas foram retiradas de parte dos quartos para transformá-los em postos de trabalhos individuais, em espaços chamados de ‘room office’. Os espaços dispõem de mesa, cadeira, sofá e frigobar.

Para utilizar o espaço, o cliente não precisa estar hospedado no hotel. A ideia da rede é atrair trabalhadores autônomos, pessoas que estão trabalhando ‘de casa’, startups entre outros. Além da estrutura física, outros serviços como internet e café (no esquema de refuel) também são oferecidos.

Como os hotéis e áreas comuns dos hotéis continuam fechados por causa da pandemia, refeições podem ser pedidas, mas apenas para consumo dentro dos quartos-escritório. É possível, ainda, alugar equipamentos de ginástica para serem utilizados dentro dos quartos.

Capacidade reduzida

Enquanto alguns hotéis tentam soluções criativas para reduzir os efeitos da crise, outros voltam seus esforços para a atividade principal de recebimento de hóspedes.

Em Monte Verde, distrito de Camunducaia, no Sul de Minas, os serviços não essenciais estão liberados desde segunda-feira (1º de junho), por um decreto municipal. A cidade é um dos mais importantes polos turísticos da Serra da Mantiqueira.

A partir desta quinta-feira (4 de junho), os hotéis estão autorizados a operar com 40% da capacidade. Áreas comuns e de lazer, como piscinas, saunas, spa, quadras, brinquedoteca e parquinhos permanecem fechados.

A cidade estava fechada para turistas desde 16 de março e chegou a passar por um período de lockdown (bloqueio total) por causa de um surto da Covid-19 em trabalhadores que atuam na construção de uma hidrelétrica na região.

A prefeitura de Camanducaia lançou o projeto Avanço Consciente com diversos protocolos e cartilhas para a retomada gradual da atividade econômica.

A alta temporada na região vai de maio a agosto, quando ocorrem 60% das visitações anuais. Em 2019, Monte Verde recebeu aproximadamente 300 mil turistas.

O site do Hotel Cabeça do Boi, um dos mais famosos da região, anunciou promoções para os fins de semana de junho e agosto, com diárias a partir de R$434 em quartos para duas pessoas.

Serviço adaptado

O primeiro hotel do Brasil adaptado para a pandemia de Covid-19 fica em Belo Horizonte. O Vivenzo Savassi fica na Região Centro-Sul da capital mineira e opera com um protocolo inédito desenvolvido para impedir a disseminação do coronavírus. Tanto hóspedes como funcionários do hotel cumprem, desde o dia 25 de março, regras de segurança rigorosas.

Após serem desocupados, os quartos do estabelecimento passam por processo de higienização e, também por um período de isolamento de 72 horas. Todos os trabalhadores do hotel usam equipamentos de proteção individual, como máscarasluvas e botas, além de ficarem confinados no local.

Vivenzo Savassi disponibilizou pacotes com diárias gratuitas destinadas a pessoas essenciais para a sociedade que precisam do serviço e não podem arcar com o pagamento. O preço normal da diária gira em torno de R$275, mas pode variar de acordo com a inclusão de serviços como refeições ou para a compra de pacotes mensais.

O atendimento na recepção do hotel é virtual, inclusive nos momentos de entrada e saída dos hóspedes. Estes têm acesso apenas aos apartamentos e não às demais dependências do prédio. Os pedidos feitos ao restaurante do hotel são entregues na porta do quarto.

Os hóspedes que, porventura, desrespeitarem as regras de segurança perdem o direito de renovação da diária.

A capacidade do hotel também foi reduzida. Dos 240 quartos com os quais normalmente conta, apenas 120 estão sendo utilizados durante a pandemia, divididos em cotas para tipos de hóspedes – corporativo, profissionais de saúde, público geral, idosos, etc.

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