Cachorros que revelam o caráter e a falta de senso de cidadania de seus donos

O relato a seguir é de uma leitora que se identifica com o nome de Ieda Guimarães. O tema é recorrente no Blog. Ela relata o drama de ser vizinha de um hotel que hospeda cachorros, em que pese o fato do problema não se limitar à vizinhança de canis ou hotéis para bichos, mas a casas e apartamentos em toda a cidade.

Trata-se, com efeito de uma epidemia que afeta milhares de lares, obrigando pessoas de todas as idade a lidar com o incomodo provocado por latidos incessantes. A  insensatez, a falta de cidadania e a vaidade de donos de cachorros especialmente aqueles que não respeitam limites, ignorando o fato de que o direito de uns termina onde começa o de outros. O transtorno causado por cachorros barulhentos ultrapassa o principio da razoabilidade, sobretudo quando os donos passam a não ouvir os latidos de seus Cães.

Conheço dono de cachorro que instigam seus bichos por puro prazer de ouvi-los latir, tratam eles como filhos mimados e não admitem que incomodam e que podem prejudicar a saúde de outras pessoas. O direito ao sossego é garantido pela Constituição, mas na prática não têm funcionado. A Prefeitura não tem sido eficiente na fiscalização e a maioria das demandas acabam na justiça ou por vezes em tragédias. Sou vítima da falta de limite de vizinhos e sofro diariamente com o problema e por isso abro esse espaço no Blog para quem também é importunado por cachorros e pela falta de educação de seus donos.

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Por Ione Gui

“Montei um cantinho no meu apartamento para trabalhar com desenhos e poder relaxar lendo meus livros assim que aposentei, mas assim que ele ficou pronto a casa em frente, que estava à venda, se transformou num hotelzinho para cachorros, então o sossego que eu almejava após aposentar não existe mais; não consigo ficar no quarto para desenhar ou ler.

Além de ter de aguentar latidos de cães durante a semana, também tenho de aturar nos feriados e fins de semana quando os donos dos cachorros os deixam lá. Junto com uma vizinha fomos conversar com o dono, entregamos uma carta assinada por outros moradores do prédio pedindo e sugerindo algumas ideias para amenizar o barulho, mas não resolveu.

Não sei se eles possuem pessoas treinadas para lidarem com os cães, creio que não, pois quando os cães começam a brigar entre si, ou quando um implica com o outro eles não demonstram controle sobre os cães; da minha janela dá pra ver o que acontece e muitas vezes percebo uma ou duas moças com os cães, sentadas olhando celular e não fazem nada para controlar os latidos incessantes.

Cães latem por vários motivos e o que mais percebo aqui são cães latindo para impor seu território, cães presos vendo outros soltos, cães que sentem a falta de seus donos, cadelas tentando se desvencilhar de machos. Quando um cão se dá bem com o outro, tudo bem, mas muitas vezes não é o que acontece. De vez em quando uma das moças pega uma bolinha para distrair um cachorro e às vezes consegue até distraí-lo, porém não consegue fazer isso o tempo todo e aí o cão late mais ainda.

É dureza. Tem dias que fico tão irritada e com dor de cabeça que tenho de sair da minha residência pra não enlouquecer. Aqui é um bairro residencial e a prefeitura não deveria permitir alvará de funcionamento para esse tipo de negócio”.

 

14 comentários em “Cachorros que revelam o caráter e a falta de senso de cidadania de seus donos

  1. O tema deste artigo é de grande significância. As pessoas perderam a noção de espaço. Vivo na pele este drama de um vizinho que trata o cachorro como se fosse um filho mimado e sem limites, exactamente como o autor citou, Interessante é que a família perdeu junto com a “paixão” pelo bicho, o bom senso, tornaram-se fechados e de convivência impossível. Chego a pensar que trata-se de uma compensação por não terem filhos. Coisa para psiquiatra e psicanalista tratar. O exagero e a completa falta de respeito tomou o lugar da sensatez, e a vizinhança é obrigada a conviver com isso, pois o sindico também tem cachorro e em um pacto tácito, um finge não ver o que o outro faz.

  2. Realmente tudo que foi dito aqui é a mais pura verdade. Aqui perto da minha casa a quantidade de cachorros latindo é um absurdo. As vezes quero descansar mas o meu vizinho ao lado resolve brincar com o cachorro dele, jogando bolinha que fazem o cachorro latir sem parar. Ele conversa com o cachorro como se estivesse dialogando com uma criança. Será que alguém pode me explicar se isso é normal ou se este cara está precisando de um tratamento?

  3. Uma boa maneira de resolver isso é indo a uma delegacia e denunciando por mal uso da propriedade. Como foi dito na matéria, o direito de um termina onde começa o do outro. Tem gente que acha que cachorro não incomoda. Normalmente pessoas egoístas e metidas a donas da verdade. Vá a uma delegacia com uma ou duas testemunhas e faça quem está te incomodando compreender que a Lei do silencio precisa ser preservada, pois o barulho pode levar uma pessoa a ficar doente.

  4. Os cachorros dizem muito dos seus donos. Quando o dono é idiota, o cão tende a ser aborrecido, late sem parar e incomoda todo mundo. Quando o dono tem respeito pelos que estão ao seu redor, o cachorro não faz barulho. O fato é que este assunto está cada dia tornando-se mais presente na vida das cidades. Aqui perto da minha casa um cachorro late o dia inteiro. O dono sai cedo para trabalhar e deixa o cachorro sozinho. O problema é que trata-se de um baita cão, que late para um passarinho que passa na sua direcção ou para uma folha que cai da árvore. E quem paga o pato são os que ficam em casa e tem o sossego perturbado. Ou seja, o dono não está nem ai para o que acontece na sua ausência. Coisa de policia. liguei outro dia para o 190 e me mandaram procurar a prefeitura. Desisti.

  5. É uma questão grave.
    Observação: Não concordo com a frase “o direito de uns termina onde começa o de outros”. Os direitos, de todos, convivem 24 horas e devem ser respeitados. Viver em coletividade exige urbanidade, respeito, bom senso e muitas vezes abrir mão, inclusive de ter o seu “filhinho” pet. Acho um saco tratar bicho como gente e essa moda de que todo mundo tem que ter um bicho para se ocupar e gastar dinheiro. Quem os tem são os primeiros a dizer que não têm tempo e estão apertados financeiramente.
    A PBH, sempre, autoriza tudo, principalmente no Compur. A própria argumentação dos representantes do segmento empresarial é que empreendimentos de “baixo impacto” podem conviver com áreas residenciais, o que é uma verdade: Padarias, papelarias, armarinhos, sorveterias. Desde que sejam áreas mistas. Mas quando começam “Bar e restaurante”, espetinhos, hotelzinho para Pets, aí o cidadão, que mora nas vizinhanças, se ferra legal.
    Um problema é que áreas exclusivamente residenciais têm se transformado em mistas, por solicitação de vereadores e normalmente com o objetivo de atender o interesse de uma única empresa. A cidade vai se desqualificando. Cabe ressaltar que há casos em que o empresário já ocupa o local muito antes da lei atualizada. Nestes casos há o instrumento Direito de Permanência e assim não é necessário mudar a característica da via.
    Aqui no Buritis, ano passado, aconteceu um tal de “We love carnaval”. Aconteceu no coração do bairro, acho que o bairro todo é o coração, pois é a maior concentração de pessoas por m2 na capital. Era um projeto para a esplanada do Mineirão ou que o valha, porém foi infernizar a vida de 40 mil pessoas.
    Disseram-me que já planejam voltar em 2020 e para o mesmo local. Eu e mais uma porção de pessoas teremos que pagar hotéis, viajar, sair de casa, para que meia dúzia de pessoas ganhem dinheiro, depredem as áreas públicas, muitas vezes residências, e simplesmente vão embora. Deixam o legado do xixi, garrafas espalhadas por todo lado, flanelinhas, vendedores de drogas, e muitos reparos para você pagar. Tudo isso é justificado com ladainha: “gera impostos, empregos temporários, diversão”. Se fizermos um balanço, lucro para o empreendedor sazonal e pontual e prejuízo para os moradores, os comerciantes que estão o ano inteiro empregando e pagando impostos.
    Enfim, coisas do “desenvolvimento e da cidade grande”.

  6. Não espere sensatez de gente que não respeita o sossego alheio. A melhor maneira de resolver o problema é soltando foguetes. Essa linguagem os ouvidos de donos de cachorros barulhentos entende bem.

    • Verdade kkkkk, gente mal educada só entende se for na linguagem deles, acho que aqueles morteiros com 12 bombas dentro resolve….osso é gastar uma grana todo dia…kkkk
      Aqui em casa quando o vizinho incomoda, lasco logo um Heavy Metal explodindo por duas horas seguidas(normalmente ouço sempre em headphones ou em volume baixo)…..resolve viu,abraço!!!!!

  7. Realmente a falta de limites é uma característica de uma população cada vez mais abusiva e sem educação. Não só com o incômodo de cachorros que não são controlados e que acabam com o sossego às vezes de todo um prédio,mas também de limites para moradores barulhentos e crianças mal educadas e incômodas.
    A ausência de leis mais severas e da total inércia das autoridades competentes leva a estes abusos cada vez maiores e sem esperança de que acabem!

  8. Parabéns ao autor por mais uma vez abordar esse tema que assola tantas pessoas. Os comentários e relatos acima destacam bem o tamanho do problema. Adoro bichos, sobretudo, cães. Eles não são os culpados, mas sim, seus donos, cuja natureza parece ser mais irracional que a do bicho. Falta respeito, falta bom senso, falta empatia, falta providência, falta regulamentação, falta tudo. Aliás, nesse país cuja sociedade cada vez é mais refém de si, falta tudo também.

  9. As pessoas estão cada vez mais sem noção.
    Tenta morar perto de uma escola pra ver…
    Gritaria, buzinas, xingamentos, trânsito caótico, um inferno.
    Prefiro cachorro latindo do que criança berrando no meu ouvido.

  10. Viver em sociedade não é nada fácil! Quem deveria mediar esses conflitos? O Estado! Você diria. Mas, lembra que você pede um estado mínimo? Agora quer que a prefeitura, a polícia, não sei mais o quê entre no meio e resolva essa parada? “Não peça para Deus senão ele dá!”

  11. Cães latem gente, gatos miam, criança no Recreio da escola gritam (sou vizinha de uma escola). O que as pessoas precisam é de mais tolerância e empatia! Se o local tem alvará, deixa o povo trabalhar e cuidar dos cães gente. Certeza que o fazem pq sabem e gostam do que fazem. A reclamante, sugiro adequar sua rotina, seu espaço..enfim.

  12. Vocês são ridículos e dissimulados. Quer paz? Vai morar na roça, no meio do mato! Se bem que lá tem cachorro também… então está na hora de mudar de planeta. Quem sabe não resolve a mesquinharia mentirosa dessa senhora Ione. Se fosse um relato verdadeiro e um local que realmente perturbasse uma vizinhança por falta de cuidado e profissionalismo, a prefeitura já teria sim tomado suas providências. Fora que é muito fácil culpar um hotel de cachorros pelos latidos quando não se presta atenção que tem cachorros por toda a vizinhança que por ficarem sozinhos de verdade latem muito mais.

  13. É isso mesmo, temos que acabar com os petshops! Escolas também são um problema pois é gritaria de criança o tempo todo e ainda atrapalha o transito. Não sei como a prefeitura permite escolas. Temos que acabar com as escolas! Temos que acabar com bares também! Casas de show, temos que acabar! Moro próximo a arena Independência, é um inferno. Temos que acabar com estádios de futebol! Ônibus e carros passando na minha porta também fazendo uma barulheira danada, buzinando, xingando uns aos outros… Temos que acabar com carros e ônibus! Temos que acabar com caminhões de lixo também pois passam de madrugada e nos acordam! Gente chata que reclama de tudo e não percebe que mora em cidade grande e que cidade grande tem tudo isso. Temos que acabar com a cidade grande! (Ironic mode on)

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